A voz tranquila podia até disfarçar à primeira vista, mas Thiago Braz travava uma guerra constante contra sua mente. Bem antes desta noite, o medo de fracassar vinha sendo a maior armadilha, na qual ele caiu algumas vezes. Mas quis o destino que a confiança viesse no momento e no local certos, justo diante da maior pressão de toda sua vida. Aquele menino inseguro, abandonado na infância pela mãe, acabou acolhido de forma calorosa pela torcida do Engenhão. Foi mágico ver o jovem de Marília superando o sarrafo como se estivesse respondendo a quem duvidou. Enterrou todos os fantasmas e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico.

2016 08 16t024045z 1016359166 rioec8g07fvup rtrmadp 3 olympics rio athletics m polevaultThiago Braz é o novo campeão olímpico do Brasil (Foto: Reuters)
A conquista teve doses extras de emoção. O ouro só viria se o brasileiro passasse de seis metros, algo que nunca havia alcançado. Mas ele conseguiu ser o primeiro atleta do continente a fazê-lo, na segunda tentativa. Viu o até então campeão olímpico e recordista mundial indoor, o francês Renaud Lavillenie, errar duas vezes os 6,03m e uma os 6,08m, já no tudo ou nada. Sucumbiu com cara de espanto, levou a prata com 5,98m e reclamou das vaias da torcida. O bronze ficou com o americano Sam Kendricks, com 5,85m.
- Agradeço muito a Deus por tudo, por esse momento. É uma oportunidade incrível. As pessoas acreditaram em mim, estavam do meu lado me apoiando. Poder completar uma prova com recorde pessoal e recorde olímpico, ganhando medalha de ouro... É inexplicável - comemorou.
O ouro representa o fim de um peso. A pressão parecia um fantasma a acompanhar o brasileiro nas grandes competições. Quando não havia torcida ou câmeras por perto, ele brilhava. Melhorava as próprias marcas, ampliava o recorde sul-americano. Criava expectativa em todos e depois se frustrava. No Pan de Toronto, zerou todos os saltos. No Mundial de Pequim, um mês depois, ficou em apenas 19º lugar e não passou à final. No Mundial indoor de Portland, no início deste ano, acertou apenas um salto e deu adeus precocemente. O próprio Lavillenie colocou em xeque sua capacidade de vencer.
No Rio,o cenário trouxe outras tensões. Antes da prova, um forte vento balançou as bandeiras expostas na cobertura do Engenhão. Após 10 minutos do início da competição, uma pesada chuva tratou de interrompe-la e adiar a final. Como se não bastasse, o equipamento que muda a altura do sarrafo voltou a dar problema, e a prova foi novamente paralisada. Thiago esperou duas horas para dar seu primeiro salto.
A PROVA
Apenas o brasileiro e Renaud Lavillenie descartaram a marca 5,50m. O francês ainda foi além, abriu sua participação somente a 5,75m - passando sem sustos. Thiago iniciou a 5,65m e mostrou alívio ao passar de primeira. A partir daí, viu o atual campeão mundial Shawnacy Barber, do Canadá, errar suas três tentativas na marca e dar adeus. Aliás, viu que dali em diante só restavam mais seis competidores.
Ao tentar passar pelo sarrafo a 5,75m, derrubou na primeira tentativa. Fosse aquele Thiago que sucumbia diante da adversidade, talvez tivesse travado e se despedido. Mas a nova versão do brasileiro tentou o segundo salto pouco depois e, desta vez, passou.
O francês respondeu passando de cara por 5,93m. Muito incentivado pelo público, Thiago veio na sequência, mas derrubou o sarrafo. Andava de um lado para o outro enquanto esperava sua próxima chance. A pressão finalmente parecia alimentar Thiago de forma positiva. Na segunda chance, igualou a melhor marca de sua carreira. Para melhorar, viu Kendricks, Kudlica e Lisek darem adeus. A prata estava garantida.
Lavillenie sentiu então pela primeira vez a animosidade da torcida. Foi muito vaiado, mas ignorou a pressão a princípio. Passou pelo sarrafo a 5,98m, sem sustos, e quebrou o recorde olímpico. Para ter chance de ouro, Thiago decidiu pular essa altura. Tentaria saltar a 6,03m, o que representaria romper pela primeira vez na carreira a mítica barreira dos seis metros.
Lavillenie foi o primeiro a arriscar-se na altura. Errou a tentativa. Mas Thiago não teve potência para alcançar o sarrafo. Na segunda chance, o francês falhou. E se irritou. Parecia estar prevendo uma derrota amarga. Thiago não desperdiçou a brecha. Foi incrível. Impecável. Passou limpo a 6,03m e levantou o Engenhão. A torcida já comemorava a iminente vitória e vaiou Lavillenie, que reclamou fazendo sinal de negativo. O francês desafiou o brasileiro e quis ir mais alto. Tentou 6,08m, na última esperança. Não adiantou. Errou mais uma vez e teve que engolir. Thiago, a quem ele se referia como inconstante e suscetível à pressão nos grandes eventos, cresceu no maior dos palcos. O título era brasileiro.

 

Fonte:G1

O Barcelona venceu o Sevilha por 2 a 0 neste domingo, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, na partida de ida da Supercopa da Espanha, e deu um importante passo para conquistar o título, já que vai decidir em casa o segundo jogo já com uma grande vantagem.

A vitória ofuscou a estreia do brasileiro Paulo Henrique Ganso. O jogador entrou aos 24 minutos do segundo tempo, quando a equipe já perdia por 1 a 0, e pouco produziu em busca da virada.

f8dd087cbea1410f7e6b83af77c8137dBarcelona ofusca estreia de Ganso e derrota o Sevilla na Supercopa.(Imagem:Divulgação)

Os gols do jogo foram marcados pelos atacantes Munir El Haddadi e Suárez. Foi a primeira partida importante do Barcelona, depois uma pré-temporada jogando o torneio amistoso Champions Cup. A equipe catalã ainda aguarda o retorno de Neymar, que joga as Olimpíadas, para encontrar sua formação ideal para o início do Espanhol e da Liga dos Campeões.

O placar foi aberto aos nove minutos da etapa final, com o uruguaio Luis Suárez. Arda Turan ajeitou com muito estilo, de peito, para Suarez sair na cara do gol.

Com muita calma, o atacante escolheu o canto e bateu na saída de Sergio Rico. O segundo gol saiu a dez minutos do fim da partida. Messi carregou bola pelo meio e achou Munir livre de marcação. O camisa 17 dominou e bateu para fazer o segundo e fechar o placar.


Fonte: IG

Cruzeiro e Coritiba não saíram de um empate na tarde deste domingo (14), no estádio Independência, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. A igualdade em 2 a 2 contou com gols de Rafinha e Ramón Ábila para o mandante. Kazim e Juan balançaram a rede para o time do Paraná.

57b0d2bc9a1c2(Foto: Vinnicius Silva/Raw Image/Lancepress!)

Com o resultado, os comandados de Mano Menezes permanecem na zona de rebaixamento. No entanto, agora eles têm 20 pontos e ocupam a 18ª posição, à frente somente de Santa Cruz e América-MG. O time de Paulo César Carpegiani, que estreou neste fim de semana, é o 15º colocado, com 22.

A etapa inicial ficou marcada por lesões e equipes que adotaram estilos bem distintos. Kazim, do visitante, e Fábio, dos mineiros, tiveram problemas clínicos e tiveram que deixar o gramado. O atacante turco queixou-se de um problema na coxa direita, enquanto o goleiro sofreu uma entorse no joelho direito. Ambos tiveram que deixar o gramado.

Embora as contusões sejam importantes e tenham atrapalhado as duas equipes, elas não foram o principal assunto da etapa inicial. O Cruzeiro abriu o placar logo aos três minutos. Rafinha aproveitou cruzamento de Arrascaeta e balançou a rede de Wilson.

Fechado e saindo em contragolpes, o Coritiba teve que ir com mais frequência ao setor ofensivo. E a mudança de postura acarretou em dois gols. Kazim igualou o marcador antes de ser substituído por Vinícius. Juan balançou a rede adversária em cobrança de falta da intermediária.

Em desvantagem no placar, os mineiros abusaram de bolas alçadas na área. Edimar, Ezequiel, Arrascaeta e Rafinha tentaram cruzamentos por elevação a todo instante, mas não foram eficientes. Ramón Ábila, único homem centralizado, foi facilmente marcado pelos visitantes.

O curioso é que, entre a lesão de Fábio, aos 34 minutos, e o intervalo, a Raposa ficou sem um capitão em campo. Mano Menezes entregou a braçadeira a Igor Junio Benevenuto, quarto árbitro, mas ele não repassou o objeto a Henrique, escolhido para utilizar a faixa. Somente no segundo tempo o volante substituiu o goleiro neste quesito.

Na volta do intervalo, o Cruzeiro modificou a forma de atuar e passou buscar passes rasteiros. A mudança acarretou em um gol logo nos minutos iniciais da etapa complementar. Rafael Sóbis aproveitou toque de Ezequiel e bateu para o gol. No rebote, o argentino Ramón Ábila fez o quarto gol em sete partidas pelo clube mineiro.

 

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO X CORITIBA

Local: estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data-hora: 14/8/2016 – às 16h (de Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Alessandro A Rocha de Matos (BA/Fifa) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA)
Cartão amarelo: Robinho, Ezequiel (Cruzeiro); Amaral, Luccas Claro, Edinho, Guilherme Parede (Coritiba)

Gols: Rafinha – 2’/1ºT (1-0); Kazim – 19’/1ºT (1-1); Juan – 27’/1ºT (1-2); Ramón Ábila – 4’/2ºT (2-2)

CRUZEIRO: Fábio (Lucas França – 34’/1ºT); Ezequiel, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Henrique, Robinho, Arrascaeta (Willian – 23’/2ºT) e Rafinha (Marcos Vinícius – 30’/ 2ºT); Rafael Sobis e Ramón Ábila. Técnico: Mano Menezes.

CORITIBA: Wilson; Dodô, Luccas Claro, Nery Bareiro e Juninho; Edinho, Amaral, Juan e Raphael Veiga; Kazim (Vinícius – 20’/1ºT) e Neto Berola (Guilherme Parede – 12’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

 

Fonte: Lancenet

Nada de futebol bonito, velocidade ou qualquer outra característica do Santos ofensivo. O que prevaleceu para o time de Dorival Júnior neste domingo foi só o sentimento. Em uma mistura de fúria e paixão, foi com um gol de cabeça de Gustavo Henrique e outros dois de Ricardo Oliveira que o Peixe venceu o Atlético-MG por 3 a 0 e voltou ao G4.

57b0dec43836b(Foto: Ivan Storti/Lancepress!)

Contagiado pelo sentimento das arquibancadas da Vila Belmiro, que vaiavam Robinho a cada toque na bola, o Peixe foi vibrante. Logo no início, o Santos começou a toda e deu tudo de si nos minutos iniciais. Renato e Jean testaram o goleiro atleticano Victor, que se saiu bem. Em um dos escanteios proporcionados pelas rebatidas do Galo, Jean Mota achou Gustavo Henrique, que testou firme e abriu o placar.

Mais calmo e menos pilhado, os santistas deram menos ouvidos às vozes das arquibancadas e escutaram mais Dorival Júnior. O Peixe recuou e esperou o Atlético-MG em seu campo para contra-atacar. Ideia não tão boa.

Pratto e Maicosuel aproveitaram os espaços, tanto que o argentino acertou a trave de Vladimir. O camisa 12 santista, que substituiu o suspenso Vanderlei, também foi exigido. E justo diante de Robinho, fechou o gol e inflamou ainda mais a torcida.

A segunda etapa foi ainda mais do Atlético-MG. Com a necessidade de buscar o resultado, a equipe de Marcelo Oliveira foi para cima, e Fred de trabalho a Vladimir, que seguiu sem ser vazado. Robinho até balançou as redes, mas o auxiliar já indicava impedimento, para o alívio de muitos presentes que xingavam o camisa 7.

Já que a técnica não era o suficiente para sacramentar a vitória santista, o sentimento parecia falar mais alto novamente. Pois na raça, com uma pitada de vingança e na coragem, Ricardo Oliveira, novamente de cabeça após cobrança de escanteio, liquidou a vitória santista e ajudou os mais de 10 mil santistas presentes a tirar da garganta os gritos entalados.

No fim, Oliveira teve calma para dominar e rolar para o canto direito de Victor para fechar a vitória santista. Santistas vingados, Peixe de volta na briga pela liderança e Galo firme no G4, mesmo com a derrota.

 

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 0 ATLÉTICO-MG

Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (RJ)
Público/renda: 10.250 pagantes / R$ 410.170,00
Cartões amarelos: Luiz Felipe, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Yuri (SAN) / Fred, Victor, Fábio Santos, Rafael Carioca (ATL)
Gols: Gustavo Henrique 12'1ºT (1-0); Ricardo Oliveira 23'2ºT (2-0) e 48'2ºT (3-0)

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato (David Braz 37'2ºT), Léo Cittadini (Rafael Longuine 46'2ºT) e Jean Mota (Yuri 30'2ºT); Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

ATLÉTICO-MG: Victor; Carlos César, Erazo, Leonardo Silva e Fábio Santos; Rafael Carioca, Leonardo Donizete e Maicosuel (Carlos 30'2ºT); Lucas Pratto, Robinho (Clayton 40'2ºT) e Fred (Otero 18'2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.

 

Fonte: Lancenet