O presidente Câmara de Teresina, Jeová Alencar (PSDB), é um dos nomes cotados para ser candidato a prefeito de Teresina na disputa de 2020. Em entrevista ao Cidadeverde.com, ele fala sobre a possibilidade de disputar o comando do Palácio da Cidade e a relação com o prefeito Firmino Filho (PSDB). Depois dos dois romperem publicamente, Jeová não descarta a possibilidade de mudar de partido para disputar a prefeitura.

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Cidadeverde.com - O senhor vai iniciar um novo mandato como presidente da Câmara de Teresina. Que pretende deixar como marca após a conclusão desses dois mandatos como gestor da Casa?

Quando entrei procurei inovar. Hoje a Câmara é uma das mais modernas do Brasil. Temos a transmissão ao vivo das sessões ordinárias, a votação biométrica, onde cada eleitor pode acompanhar as votações. Não tem mais desculpa para dizer que não se sabe como o vereador votou. Antes o vereador votava e dizia que não votava. Agora isso não ocorre mais. Nosso foco principal é a transparência. Temos o telão quase igual ao do Congresso Nacional. Há pouco tempo inauguramos todo o trâmite do Legislativo digitalizado em um programa em que todos podem acompanhar os projetos, quais foram os pareceres, quem votou ou não votou. Até o próprio vereador tem um computador na bancada onde ele tem acesso a todos os projetos na íntegra, com os pareceres e tudo. É possível garantir maior transparência aos trabalhos. Agora por último a presença da biometria. O vereador tem que ter a biometria. Estamos modificando cada vez mais para a melhor, com transparência. Em pouco tempo estaremos inaugurando o novo site da casa, que é institucional. Estamos procurando inovar para que ele seja mais procurado pela população, com mais interação. Não só iremos colocar um blog de cada vereador, para que ele possa alimentar com suas principais ações, como também, procurar buscar nos bairros as potencialidades para que as pessoas se sintam prestigiadas.

Cidadeverde.com - O senhor tem uma forte ligação com as vilas e comunidades carentes da capital. Que pontos o senhor avalia como as maiores necessidades de Teresina ?

Teresina cresceu muito. Quando se cresce se traz desenvolvimento, mas também se aumenta os problemas. Hoje um dos maiores problema é a droga, que se espalha por toda a cidade, e principalmente, entre as camadas mais humildes. Observamos a grande falta de oportunidade para se ingressar no mercado de trabalho. Uma das nossas maiores bandeiras é a qualificação profissional. Já fui presidente de uma fundação e já levamos vários cursos profissionalizantes não só para Teresina, mas para todo o Piauí. Sei o quanto ter uma profissão transforma uma pessoa. Quando você não possui uma profissão, você vai atrás de qualquer coisa para trabalhar e por qualquer salário. Quando você é profissional, procura aquilo que se sabe fazer por um preço justo. Acho que é uma oportunidade principalmente para os jovens. Temos uma rede call center que abriu muitos empregos para os jovens que buscam o primeiro emprego. Mas é preciso trabalhar mais a profissionalização. As vezes ter um curso profissionalizante oferece mais chances de se entrar no mercado de trabalho do que um curso superior. Precisamos acreditar nos jovens. Eu nasci e me crie na região do Santo Antônio. Passei por todo tipo de situação que você possa imaginar. Comecei a trabalhar cedo e estudar tarde. Mas não desisti de estudar. Isso me orgulha muito. Tenho orgulho das minhas raízes. É possível sempre me acompanhar junto com essas pessoas que temos esse convívio direto. Eu procuro corresponder.
Cidadeverde - Os vereadores reclamam da relação com a prefeitura, principalmente com relação as emendas parlamentares. Como está hoje a relação da Câmara de Vereadores com a Prefeitura de Teresina?

Sempre foi uma relação respeitosa e continuará sendo. Acredito muito no diálogo para que possamos resolver algum impasse. Essa questão das emendas impositivas é um assunto que se arrasta há muitos anos. Tem muito a crítica de que o prefeito faz de quem é da situação, mas não faz de quem é da oposição. Temos que pensar grande. Quando se faz uma emenda, não é para o vereador, mas para Teresina. Não se pode marginalizar uma vila, uma rua por conta de um problema político. Se for por isso, é muito pequeno. Acho que se deve pensar maior, com um pensamento mais nobre. Vereador representa a cidade por inteiro. Se um vereador solicita uma emenda e coloca para que seja feita em uma rua, aquela rua não é do vereador, é de várias famílias. As vezes se falava, por exemplo, que é pequeno porque só são 100 metro de calçamento, mas uma rua onde no inverno tem lama e no verão poeira, uma pavimentação seja asfáltica ou de calçamento, tem uma importância muito grande para a vida das pessoas. Tenho um amigo que conquistei e levamos o calçamento no Parque Rodoviário e ele disse que a vida mudou. É a vida das pessoas que muda. Não é justo que essas pessoas paguem um preço por questões políticas. Eu vi o secretário de Governo, Raimundo Eugênio, dizendo que emendas impositivas é apenas uma nomenclatura. Tudo no mundo é nomenclatura. A palavra mentiroso também é nomenclatura. Perseguidor é nomenclatura. Temos que pensar maior, pensar no bem das pessoas. Se o município passa por dificuldades, vamos ter o diálogo aberto e sincero com as pessoas.

Cidadeverde.com - O senhor chegou a falar na possibilidade de buscar uma ação jurídica. Já tomou essa atitude ou vai esperar o diálogo?

Eu prefiro o diálogo. Mas sou o presidente da Mesa Diretora da Câmara. Qualquer vereador pode acionar a Mesa Diretora e tenha a obrigação de buscar através da procuradoria a judicialização. Não sou eu em si. Eu posso como qualquer outro vereador pode solicitar se sentir que seus direitos são tolidos. Vamos buscar um entendimento.

Cidadeverde.com - Como está a relação do vereador Jeová Alencar com o prefeito Firmino Filho depois que romperam politicamente?

A eleição da Mesa Diretora foi traumática. Não tenha a menor dúvida. De certa forma criou um marco para esta Casa. Acredito que tanto para mim quanto para o prefeito Firmino, acho que é página virada. O político não pode olhar pelo retrovisor, com angustia e ódio. A página foi virada. Teresina precisa de pessoas que queiram trabalhar pela cidade. Da nossa parte não temos dificuldades. Temos é procurado contribuir com nosso município. O prefeito não enfrentou nenhuma dificuldades nesta Casa conduzida por mim, seja dificuldade de votação de projetos, de maneira alguma, ao contrário. Tenho contribuído muito com a líder do prefeito, Graça Amorim, para que os projetos possam tramitar. Da nossa parte não tem dificuldades e da parte do prefeito também não. São dois políticos civilizados e que querem o melhor para Teresina. Disso não tenho a menor dúvida. Não temos dificuldade nenhuma e não sinto dificuldades por parte dele.

Cidadeverde.com - Pessoas próximas dizem que o senhor não é mais tucano. O senhor vai deixar a sigla?Já conversa com outros partidos?

O que posso dizer é que estou no PSDB e ainda não tenho nenhum pensamento de sair ou de ficar. A eleição será em dois anos e muita coisa pode acontecer. Hoje quem é candidato,na hora deve não ser. É preciso ter paciência e saber a hora certa de tomar as decisões para não tomar nenhuma decisão precipitada ou errônea. Aprendi muito cedo que um político não pode ter ansiedade. A política é uma eternidade. Uma noite na política é uma eternidade. A nuvem da política é de um jeito, amanhã está em outro. É melhor ter esse trabalho sério, sincero e verdadeiro e o futuro a Deus pertence. Vamos esperar os acontecimentos que viram naturalmente e iremos tomar qualquer a decisão que for de forma pensada e tranquila. Podemos ficar ou sair. Não sei. Vamos esperar a hora certa.
Cidadeverde.com - O senhor será candidato a prefeito?
Todo político deseja algo. Ele sonha com algo maior. Mas entre o sonho e a realidade existe um caminho a ser percorrido. Disso não tenho dúvida. Qualquer político busca algo. Se é vereador quer ser deputado estadual, quer ser federal, quer ser prefeito da sua cidade. Que vereador não tem o sonho de ser o prefeito? Quem não quer fazer uma gestão boa?Quem não tem o sonho de deixar uma marca que mais vem do seu coração? Isso pode acontece. Pode ser em 2020, 2024, o futuro a Deus pertence. O importante é você fazer o seu nome e deixar a sua marca. Isso é importante para se ser reconhecido pelas pessoas. Ninguém é candidato de si mesmo. Para se ser candidato é preciso ter um time. É preciso que a população o aceite. Tive a oportunidade de participar de uma campanha majoritária mais de perto e sei como as coisas acontecem. É preciso ter um time bom. Um nome bom e acima de tudo ter Deus e segundo o povo querer. Não adianta tentar empurrar uma candidatura de goela a baixo ou fazer uma campanha de ego ou vaidade. Uma candidatura tem que ser formada pelo povo. É o povo quem tem que quere. Quando o povo quer não tem quem tome.

Cidadeverde.com - Como o senhor analisa o seu nome sendo colocado como um dos favorito para a disputa de 2020?

Fico feliz porque sou um vereador de segundo mandato. Vim de um partido pequeno, de família humilde. Nasci e me criei em uma vila e tenho o maior prazer em dizer isso. Não digo isso por ego, mas por prazer de dizer que uma pessoa de vila tem como chegar a degraus mais altos, de forma séria e decente. Temos coragem de dizer “não” quando é necessário e “sim” quando é possível. Essa coragem de olhar para frente sem ter medo dos desafios. Isso talvez seja o que nos credencie e as pessoas nós vejam como um potencial candidato a prefeito. Fico feliz, mas ainda não parei para pensar e imaginar de como seria e como deve ser. Vamos deixar as coisas acontecerem e no futuro possamos saber como vai desenrolar. No momento estou focado no meu trabalho para corresponder e na minha eleição de vereador.

 

Fonte:cidadeverde.com

O deputado federal Rodrigo Martins anuncia que irá se desfilar do PSB em fevereiro de 2019. A declaração foi dada durante entrevista no Jornal Piauí. A ficha de desfiliação será assinada quando acabar o mandato do parlamentar, que decidiu não concorrer à reeleição.

ecae260bd47581cd6c9e26e300445078Foto:CarlienneCarpásio/CidadeVerde.com

Rodrigo afirma que não se identifica com a postura adotada pelo partido a nível nacional que se reaproximou do PT. “Vou concluir meu mandato de deputado federal em janeiro e no dia 1º de fevereiro vou assinar minha ficha de desfiliação do PSB. Por divergências de posicionamentos. Fizemos uma oposição ao Partido dos Trabalhadores tanto do ponto de vista local quanto nacional. E o PSB insistiu em acompanhar o PT. Como sou voto vencido e o incomoda tem que se retirar irei sair quando terminar meu mandato”, afirmou.

O deputado disse não saber se sua decisão será seguir por outros líderes do partido com o ex-governador Wilson Martins e os deputados estaduais da sigla. “É um decisão pessoal. Não sei dizer se o Wilson, Rubem Marins e Gustavo Neiva vão permanecer. É uma decisão minha, de coerência. Nos dois mandatos de vereador e o de deputado federal sempre fiz tudo com muita coerência e acredito impossível ficar dentro de um partido com uma posição contrária a minha”, disse.

De saída do PSB, ele disse que ainda não discute a possibilidade de se filiar a uma nova sigla. “É a primeira vez que abordo o assunto. Não fui convidado por nenhum partido. Tenho amigos em diversos partidos, mas ainda não pensei em futura filiação até porque a eleição que vem só daqui a dois anos tem prazo. Afirmo que não sei se serei candidato a alguma cosia”, declarou.

 

Fonte:cidadeverde.com

No segundo dia em Brasília esta semana, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem hoje (14) agenda intensa. Antes das 8h, ele chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem as reuniões da equipe de transição. No local, acompanhado dos filhos Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, ele toma café da manhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que disputa a reeleição para comandar a Casa na próxima legislatura, e que conduz uma série de votações ainda este ano.

2b311e2f3bbb0f8f4df325e0e602a136Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que a equipe de transição do novo governo quer evitar a aprovação no Congresso das chamadas pautas-bomba, como aquelas que podem aumentar as despesas para a administração federal. O assunto deve ser tratado entre Bolsonaro e Maia.

Em seguida, Bolsonaro se reúne com os embaixadores do Chile, dos Emirados Árabes Unidos, da França e do Reino Unido, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). No Rio de Janeiro, ele esteve com os embaixadores dos Estados Unidos, China e Itália.

O presidente eleito pode ainda hoje anunciar o nome do escolhido para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Ontem (13), ele disse que o embaixador Luiz Fernando de Andrade Serra está entre os cotados para o posto. O diplomata de carreira era embaixador do Brasil na Coreia do Sul até meados deste ano.

Governadores
Bolsonaro também participa da reunião com os governadores eleitos e reeleitos, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Até ontem dos 27 governadores, 18 confirmaram presença. Haverá um almoço com o presidente eleito e parte de sua equipe, incluindo Paulo Guedes, que assumirá o Ministério da Economia, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

O encontro é organizado pelos governadores eleitos de São Paulo, João Doria (PSDB), do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Em discussão, as prioridades dos estados e a relação com o governo federal.

Ontem, o presidente eleito afirmou que está aberto ao diálogo e também para conversar sobre a necessidade, de alguns estados, de renegociar dívidas. Mas afirmou que há dificuldades em elevar a destinação de verbas, pois o Orçamento Geral da União “está complicado”.

Transição
Bolsonaro também vai se reunir com a equipe de transição, no CCBB. A expectativa é anunciar ainda hoje o nome do ministro do Meio Ambiente.

Ontem (13), ele avisou que será mantido o status de ministério para o Trabalho, cuja estrutura será absorvida por outra pasta.

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que sua área vai agregar também o setor de pesca e as políticas relacionadas à agricultura familiar e reforma agrária. No cenário atual esta estruturas estão sob duas secretarias especiais vinculadas diretamente ao Palácio do Planalto.

Fonte: Agência Brasil

O empresário da JBS Joesley Batista, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), e o deputado João Magalhães (MDB-MG) foram presos nesta sexta-feira (9), alvos da Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Federal.

b9917a115efddc1f50e22645da59962bFoto: Ravena Rosa / Agência Brasil / Fotos Públicas

A ação investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura em 2013, quando Andrade foi Ministro, na gestão de Dilma Rousseff (PT). Também alvo da operação, o empresário Ricardo Saud (ex-diretor da J&F, holding que controla a JBS) não foi preso porque está fora do Brasil.

A PF cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso. Apenas em Belo Horizonte são cumpridos 26 mandados.

Segundo as investigações, baseadas na delação de Lúcio Funaro (apontado como operador financeiro do MDB), havia um esquema de distribuição de suborno pela JBS para políticos do MDB e servidores dentro do Ministério da Agricultura, na gestão de Antonio Andrade. Em troca do dinheiro, eram aprovadas medidas que beneficiariam os empresários.

Segundo a delação de Funaro, a JBS também teria repassado cerca de R$ 7 milhões ao MDB na Câmara. Joesley Batista já havia sido preso no ano passado em setembro, quando quebrou acordo de colaboração premiada com a PGR (Procuradoria Geral da República), ao omitir informações em sua delação.

Ele também foi acusado de plantar informações privilegiadas no mercado para se beneficiar do escândalo. No entanto, deixou a prisão em março.

Fonte: Folha Press

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