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O presidente do PT no Piauí, deputado federal Assis Carvalho, classificou o discurso do senador eleito pelo Ceará, Cid Gomes, em evento pró-Haddad, como uma "fala destemperada". Para o petista, o irmão de Ciro Gomes (PDT) deveria ter ficado calado e usado o tempo que teve para alertar os nordestinos sobre os riscos com a eleição de Jair Bolsonaro.

f08128f3e6fa8bfe7a45cb494a2003b5Foto: Catarina Malheiros

"Foi uma fala destemperada. Se ele usasse esse tempo para esclarecer o povo nordestino, teria sido mais útil. O Cid poderia ter se calado diante de tanta besteira. Ele poderia usar o tempo para falar de projeto e não agredir as pessoas", declarou Assis em entrevista à TV Cidade Verde.

Assis ressaltou que o PT cometeu erros como todo partido e disse que qualquer que fosse o candidato nestas eleições passaria pelos desafios que Fernando Haddad vem enfrentando.

"Erramos longe de ter errado como outros concorrentes. "Qualquer partido alinhado com os pobres tem rejeição dos poderosos. Qualquer que fosse o candidato não seria diferente", destacou.

O petista disse que o país está em risco e que os Estados Unidos está por trás da eleição de Jair Bolsonaro.

"O que está por trás não é partido são os Estados Unidos. É uma onda de fazer campanha com fake news. O candidato que bate continência para os nortes-americanos não pode falar. Se ele falar destrói tudo. A história vai deixar claro. Um homem que desconhece onde fica o Piauí não deveri ter um voto aqui. O que está em risco é toda a segurança. É um projeto de ódio insano. Não tem justificativa. Se ele falasse, seria desbancado. O sistema que apoia ele não deixa ele falar", finalizou.

 

Fonte:cidadeverde.com

O ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu negar dois pedidos da coligação de Fernando Haddad (PT) para suspender inserções televisivas do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. As peças publicitárias afirmam que o petista quer "desarmar a população" e o associam ao ex-ministro José Dirceu e ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

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As inserções televisivas foram veiculadas na última sexta-feira, 12. Para a coligação de Haddad, a propaganda de Bolsonaro procura atingir sua honra e marcar de forma negativa o projeto de governo e a trajetória do PT.

"O Haddad tem cara de bom moço, mas você parou para pensar o que o Haddad está carregando com ele?", indaga a propaganda de Bolsonaro, que associa o petista às imagens de Dirceu e Maduro.

Na segunda peça contestada pela coligação de Haddad, a campanha de Bolsonaro diz que "Haddad quer desarmar a população", enquanto Bolsonaro "acredita que o cidadão deve ter o direito a legítima defesa". A inserção também afirma: "A esquerda defende a legalização da maconha e do aborto. Bolsonaro é radicalmente contra as drogas e para ele o direito a vida é sagrado".

Para o ministro Luís Felipe Salomão, as duas propagandas de Bolsonaro veiculam conteúdo inerente "ao debate político-eleitoral e condiz com o horário gratuito, alcançado, portanto, pelo exercício legítimo da liberdade de expressão e opinião".

"É certo que, no ambiente democrático, as diferenças aparecem por ocasião da campanha eleitoral, e mesmo que a propaganda transmita mensagens provocantes ou desagradáveis ao adversário, é forçoso reconhecer que faz parte do discurso político", concluiu o ministro, em decisões assinadas no domingo, 14.

 

Estadão Conteúdo

Responsável pelo marketing da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), o jornalista Lula Guimarães, 51, afirma que o atentado à vida do deputado Jair Bolsonaro (PSL) foi o fator decisivo que o colocou no segundo turno.

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"A facada atingiu mais o Alckmin do que o Bolsonaro", diz. "Interrompeu a possibilidade de mostrar quem Bolsonaro é realmente."
Segundo o jornalista, a forte presença nas redes sociais foram importantes para o candidato do PSL, mas a cobertura jornalística do atentado o ajudou muito mais. "Somente na Globo teve mais de três horas de exposição", diz. "Nenhum candidato teve isso."
Sobre os erros do PSDB, Guimarães diz que o partido não fez a autocrítica que cobrou do PT, citando as acusações envolvendo Aécio Neves e outros líderes tucanos.

Bolsonaro obteve uma votação impressionante sem ter tempo no horário eleitoral e com uma campanha focada nas redes sociais. O marketing político como conhecemos morreu?
Guimarães - Acho que não. Imagine se o Bolsonaro tivesse dois minutos de televisão no horário eleitoral. Provavelmente venceria no primeiro turno. Teria feito diferença. O Haddad teve a candidatura lançada pouquíssimas semanas antes da votação. Se não fosse a televisão, não teria crescido como cresceu. As redes sociais não bastariam.

O atentado foi decisivo?
Guimarães - Foi decisivo para o resultado do Bolsonaro. O colocou no segundo turno. A facada atingiu mais o Geraldo Alckmin do que o Bolsonaro. Em pouquíssimos dias de campanha, a rejeição do Bolsonaro subiu bem. Ele também se expôs em dois debates, passando a imagem de completo despreparo. A facada interrompeu a desconstrução da sua imagem. Interrompeu essa possibilidade de mostrar quem ele é realmente. Numa campanha curtíssima, passou a ser poupado. Foram duas semanas perdidas.

E a cobertura do crime?
Guimarães - Bolsonaro passou a ter um espaço enorme na televisão. Somente na Globo, por conta do atentado, teve mais de três horas de exposição. Nenhum candidato teve isso. Foi o maior tempo de TV disparado, o dobro dos outros. Uma mídia que tem muito mais credibilidade do que a propaganda. E mais, em um processo de vitimização. Era a luta de um homem pela vida. Então, não é verdade que Bolsonaro chegou ao segundo turno por conta da internet apenas, ainda que tenha conseguido uma exposição extraordinária nas redes sociais num trabalho que começou lá atrás. A TV, involuntariamente, o ajudou muito.

De qualquer modo, Alckmin teve um tempo enorme no horário eleitoral.
Guimarães - A Folha se equivocou ao dizer que o Alckmin tinha um latifúndio de tempo na TV. Teve cinco minutos e meio. Dilma teve 11 minutos e meio em 2014. O tempo disponível para os candidatos na eleição passada era de 25 minutos, o dobro de agora. E a campanha era mais extensa, com 15 dias a mais.

Mesmo não sendo um latifúndio, Alckmin teve um tempo muito maior do que os outros. Você saiu de uma vitória em primeiro turno com João Doria dois anos atrás. E agora seu candidato teve um desempenho pífio. O que ocorreu?
Guimarães - O marketing é apenas um dos fatores em uma campanha. Eleição é como um acidente aéreo, não há uma única causa. Alckmin é um moderado num momento em que o Brasil pede alguém com posição mais histriônica.
Além disso, há o fato de que o PSDB não fez a autocrítica que cobrou do PT. Aécio Neves e outros líderes estão envolvidos em escândalos, e o partido não se posicionou contra eles. O tamanho da derrota do PSDB no país é reflexo disso. Houve ainda uma série de boatos disseminados na internet pelos adversários contra o Alckmin. Isso tudo se combina com um candidato e um partido sobre o qual recaem em São Paulo uma certa fadiga de material. Há sempre um assunto que comanda a eleição, mais do que as ferramentas. O momento social e econômico fala mas alto que a comunicação. Os marqueteiros influenciam, mas com limitação. E a pauta desta eleição é a mudança dos políticos.

Estava certo, então, FHC, do ponto de vista da comunicação, quando pensou no Luciano Huck, um nome novo?
Guimarães - Luciano é um cara muito talentoso. É excelente comunicador e tem muitas qualidades, mas não conheço sua capacidade administrativa. É lamentável saber que as pessoas foram buscar o novo apenas pelo impacto da empatia que podia ter na comunicação. Sem se preocupar com o preparo administrativo, com o preparo técnico. Huck seria um ótimo produto eleitoral, mas estamos escolhendo o presidente da República e não um apresentador.

A eleição já acabou?
Guimarães - Acho que não, há espaço para movimentação. A tendência é Bolsonaro vencer, mas a gente não sabe o que pode ocorrer até lá. Pode haver erros. Mudanças de posicionamento. Ou a sociedade pode simplesmente repensar. Mas impressiona a solidez dos votos dos dois, sobretudo do Bolsonaro.

Dá para comparar Bolsonaro com Trump?
Guimarães - Relativamente, já que lá não ocorreu um atentado. Mas há comparação. As fake news são uma característica das duas campanhas. No caso da do Trump, identificadas depois. Aqui ainda não sabemos quem pagou ou quanto custou essa presença. Outra coisa que se assemelha é o fato de os dois serem muito autênticos. Quem tem essa presença autêntica se sobrepõe nas redes sociais.

 

ROGÉRIO GENTILE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (12) que, se eleito, vai ter como meta o desmatamento zero.

29c3351670c9729b6525946a36d9bdcfFoto: Arquivo/Agência Brasil

Ele deu a declaração após participar de uma missa em homenagem à Nossa Senhora Aparecida em uma igreja na Zona Sul de São Paulo.

"Nós vamos punir os especuladores de terra, vamos mirar desmatamento zero com a cobrança de imposto sobre quem especula com a terra", afirmou o candidato.

Ainda no tema do meio ambiente, Haddad disse que vai estimular o aumento da produtividade de terra cultivada e investir parte das reservas cambiais em energias renováveis.

"Vamos aumentar a produtividade alterando uma tabela que é de 1975, que precisa ser alterada, que é de produtividade por hectare, dependendo da cultura que é plantada. E vamos investir pesado 10% das reservas cambiais em energia alternativa: biocombustível, energia eólica e energia solar", completou o candidato.

Ele também se referiu ao Dia das Crianças, comemorado nesta quinta, e falou de propostas para a educação infantil.

"O São Paulo Carinhosa é um programa que pretendemos estender para todo o país. De proteção à criança e à adolescência. Temos uma meta de colocar toda criança a partir de 4 anos na escola. Vamos fazer uma busca ativa das crianças que ainda não estão na escola. Porque é obrigatória a matrícula a partir dos 4 anos", afirmou.

Igreja Católica
Haddad assistiu à missa ao lado da mulher, Ana Estela, e da vice na chapa, Manuela D'Ávila.

A igreja visitada pelo candidato fica no Jardim Ângela, região com um dos maiores índices de violência da capital paulista.

Um levantamento feito por ONGs mostrou que a expectativa de vida no local é de apenas 55 anos, contra 75 da média nacional.

No sermão, o padre disse que é preciso respeitar a vida e que a arma é um instrumento da morte.

Logo depois da missa, Haddad repetiu a mensagem de repúdio à violência, num discurso para a comunidade.

"É impossível nós não concordarmos com que o que está sendo dito. Preservar a vida, combater violência, combater corrupção, preservar o meio ambiente e garantir a democracia. Alguém discorda disso aqui?", disse o candidato.

Ele também se comprometeu a combater o racismo. "Nossa Senhora da Aparecida é uma santa muito importante, porque ela é negra e protetora dos escravos e nós temos também que compreender que nós temos que superar a cultura do racismo, que ainda existe no nosso país", afirmou.

Na quinta-feira (11), ele teve uma reunião em Brasília com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Questionado sobre a influência da Igreja em seu eventual governo, Haddad disse que assumiu compromissos sobre princípios com os bispos.

"Os princípios que a Igreja Católica colocou são princípios que todas as pessoas valorizam: proteção da vida, proteção do meio ambiente, proteção da democracia, combate à violência", concluiu Haddad.

Fonte: G1

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