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O governador Wellington Dias (PT) bem que tentou manter o PRB dentro do governo. Mas não conseguiu. A sigla vai mesmo para o controle do deputado federal Rodrigo Martins, que agora em março oficializa a saída do PSB. Ao assumir os rumos do PRB, Rodrigo leva o partido para a oposição, criando uma situação embaraçosa para o deputado estadual Gessivaldo Isaias, que é aliado de Wellington, inclusive ocupando a secretaria de Trabalho e Empreendedorismo.

Wellington e Gessivaldo 01Wellington Dias e Gessivaldo Isaias: governador deve perder em breve a aliança formal com o secretário

Wellington chegou a aproveitar uma de suas idas a Brasília para conversar diretamente com representantes do PRB no Congresso. Esteve, por exemplo, com o deputado federal Celso Russomano. Queria saber a possibilidade da sigla se manter na base governista e sob o controle dos seus aliados. Ouviu um rotundo "esqueça", acompanhado da explicação política: a direção do PRB já se comprometeu com Rodrigo Martins.

Ao se filiar ao PRB, Rodrigo pode até assumir a presidência, se quiser. Provavelmente vai sugerir que Gessivaldo siga presidindo o partido no Piauí (sugestão que talvez seja recusada). Mas o deputado federal não vai abrir mão de administrar o Fundo Partidário. É isso que dá poder.

Os esforços do governador Wellington Dias para ter o PRB em sua base eram guiados por duas razões. Primeiro, o tempo de TV: ter uma sigla na coligação é a garantia de mais tempo para sua aliança, com maior espaço para apresentação de um discurso sintonizado com sua própria candidatura. A outra (e principal) razão era a viabilização eleitoral da chamada Chapinha – articulação de pequenos partidos como PTC, PR, Podemos, PCdoB e PHS.

Não teve êxito. E agora a própria Chapinha corre sérios riscos.

 

Fonte:cidadeverde.com

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