Em janeiro do ano passado, o Laboratório Sobral reuniu os funcionários para anunciar uma demissão em massa de mais de 300 colaboradores por conta de uma crise financeira que foi agravada com a medida da Anvisa proibindo a empresa de continuar a sua fabricação de medicamentos temporariamente. Essa decisão da Anvisa aconteceu no momento em que o laboratório estava sendo auxiliado por uma consultoria com o intuito de reestruturar a empresa e evitar um desgaste maior do centenário laboratório em virtude das inúmeras exigências regulatórias. Proibida de fabricar medicamentos e consequentemente de ter faturamento suficiente para a sua manutenção, a solução emergencial encontrada foi entrar com um processo de recuperação judicial e o consequente desligamento dos mais de 300 colaboradores. A opção escolhida foi a menos drástica porquê do contrário, a empresa poderia ir a falência e os grandes credores (como os bancos por exemplo) com os quais a empresa tem débitos ficariam com os bens que foram dados como garantia nos empréstimos feitos pelos gestores do laboratório. Para voltar a ter faturamento e honrar seus compromissos, a saída encontrada foi passar a fabricar suplementos alimentares, visto que não tinham previsão de quando seriam liberados para voltar a fabricar os medicamentos.

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Um ano após esse episódio, os administradores estão conseguindo conciliar a situação financeira, mas para resolver o impasse dos pagamentos é necessário que a justiça determine a data da assembleia geral de credores, onde será votado o plano de pagamentos, que será monitorado pelo administrador judicial nomeado pelo juiz para acompanhar o processo de recuperação.
Em dezembro do ano passado, nossa reportagem visitou o Fernando Mendes, um ex-colaborador que passa por problemas de saúde causado por um câncer e tentamos sensibilizar os administradores no sentido de ver a sua situação de maneira diferenciada. Na tarde de hoje (13) fizemos uma entrevista com o senhor André Castro que disse que infelizmente não existe condição legal de fazer o pagamento do ex-colaborador sem a autorização da justiça. Diante dessa condição, pedimos ao nosso entrevistado que pelo menos, fizesse uma visita ao Fernando, caso ele (Fernando) aceite receber a visita. Confira a entrevista.

Da redação