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Durante o “Encontro”, da TV Globo, desta terça-feira (22), Fátima Bernardes esclareceu a polêmica a respeito da enquete que fez com os convidados do matinal a respeito de uma situação de emergência entre um policial e um traficante.

8436e000cc2c7d4471b27771b32db43aFátima Bernardes se pronuncia sobre ataques de Bolsonaro.(Imagem:Divulgação)

A apresentadora levou ao palco da atração o major Ivan Blaz, chefe da assessoria de comunicação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e afirmou que ficou surpresa com a repercussão da pesquisa.

A jornalista destacou que o tema em discussão era ética médica, e não algo relacionado a direitos humanos.

“Os médicos não perguntam quem é a pessoa [que estão atendendo]. Isso faz parte do juramento que fazem. É da profissão. Mas o que deu a entender, pela repercussão nas redes sociais, era que o programa tomou uma posição pelo traficante, em vez da polícia. Jamais faríamos isso em um programa que discute temas relevantes todos os dias. Jamais ficaríamos do lado de quem está fora da lei. Estaremos sempre ao lado da polícia, que trabalha legalmente”, iniciou.

O major, no entanto, contou que diversos agentes se sentiram ofendidos com a enquete.

“De acordo com a ética médica, não há o que discutir, mas quando se pega o pano de fundo de uma crise ética, moral, política e econômica do Brasil, a gente observa que há uma parte do público migrando para o lado dos traficantes. Isso lembra de uma decisão feita há dois mil anos, em que as pessoas preferiram o Barrabás”, disse.

Fátima, por sua vez, completou: “Em nenhum momento houve uma escolha em relação ao tráfico em detrimento ao policial. Se eu estivesse entre um policial e um traficante, eu, Fátima, socorreria o policial. Mas não sou médica, não poderia fazer isso. A questão médica não é essa. O traficante tem direito a advogado, e nem por isso vamos atacar o advogado em relação ao traficante. Por isso, não vamos atacar o médico por medicar a pessoa que mais precisa”.

Entenda o caso

Para quem não sabe, a enquete questionava se, em uma situação de emergência, um médico deveria escolher por salvar um policial com ferimentos leves ou um traficante em estado grave.

Os convidados do programa, que lançavam o filme “Sob Pressão” – que aborda temas como ética médica –, escolheram priorizar o atendimento ao traficante, naquela situação.

O deputado Jair Bolsonaro se juntou ao grupo de críticos e, no último domingo (20), publicou nas redes sociais um vídeo atacando Fátima.

"Fátima Bernardes prefere conduzir o seu programa dando mais atenção a um traficante ferido do que a um policial ferido, um herói a serviço nosso na rua. Uma política completamente equivocada sobre direitos humanos, onde só a bandidagem encontra guarita junto a esses também marginais defensores dos direitos humanos. A mídia tem de valorizar os verdadeiros heróis", detonou.

Bolsonaro assegurou ainda que enquetes deste tipo alimentam o desmerecimento e desrespeito aos policiais.

No momento da gravação, o político estava no velório dos policiais que morreram no fim de semana, no Rio de Janeiro, após a queda de um helicóptero. A causa da explosão da aeronave ainda será investigada.

Fonte: Terra

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