Usando um eficiente "portunhol", o espanhol Domènec Torrent foi apresentado oficialmente no Flamengo, nesta segunda-feira. O novo treinador do time exaltou as semelhanças do seu estilo com o de Jorge Jesus, seu antecessor, mas avisou que fará mudanças graduais no jeito de jogar da equipe. Ele também disse que não está preocupado com a "maratona" de jogos do Fla, com o início do Brasileirão e retomada das demais competições, e disse estar atento a reforços para o clube.

d4eed9a3326538d4516990f99ae140feFoto: Marcelo Cortes / CRF

"Todos sabem que tenho uma filosofia muito similar ao treinador que estava trabalhando. Gosto do jogo ofensivo, prefiro ganhar de 4 a 3 do que 1 a 0. É importante para o Flamengo ganhar, ganhar e ganhar, mas para mim também importante como ganhar, não só ganhar. Na minha cabeça é importante para a torcida ser feliz Um futebol ofensivo, bonito e ganhador. Essa é minha filosofia, por isso sou técnico", disse o treinador de 58 anos.

No entanto, Torrent indicou alterações no estilo da equipe, embora não tenha dado detalhes das eventuais mudanças que pretende implementar no time. "Respeito muito Jorge Jesus, ganhou tudo com o Flamengo. Nós temos nosso próprio estilo, pouco a pouco vamos implementá-lo. Aos poucos colocamos o nosso próprio, muito similar ao Jesus, ofensivo, mas com pequenas diferenças."

Para o técnico, não será difícil fazer mudanças na equipe. "Quando se ganha tudo, quer dizer que temos jogadores muito inteligentes e que não têm problema para mudar um pouco o estilo, pois são muito profissionais. A primeira coisa que querem é voltar a ganhar. Estamos aqui para convencê-los que o mais importante é estar 100%, é voltar a ganhar quando já ganhou Temos experiência sobre como trabalhar com esses jogadores."

Conhecido por trabalhos como assistente de Pep Guardiola, no Barcelona, no Bayern de Munique e no Manchester City, o espanhol disse estar ciente da pressão que enfrentará no novo emprego, caso o Fla não mantenha a rotina de conquistas.

"Normalmente em todos os países acontece o mesmo. Quando se ganha você tem o apoio da torcida, quando não, você tem o outro lado dos torcedores, dos jornalistas. Todos querem ganhar, todas as equipes que trabalhei antes teve pressão. Sabemos como funciona o futebol, não no Brasil, não no Flamengo, mas em toda parte do mundo. Quando ganha é bem visto, quando não ganha todos têm dúvidas. Isso é normal. Conhecemos o futebol, não tem problema."

Ele também minimizou a sequência de jogos que o Flamengo enfrentará com o início do Brasileirão e a retomada da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, nas próximas semanas. "Acho que somos 100% capazes de aguentar este ritmo. Nos outros times em que trabalhei, jogávamos três jogos a cada semana. Estou acostumado com isso. O mais importante são as primeiras semanas para a comissão técnica ver como estão os jogadores. Nos últimos dez anos de minha vida, minha rotina foi assim. Não vim aqui de férias."

Apesar da maratona, Torrent não indicou que precisará de mais jogadores no elenco. Mas garantiu que ficará alerta a novas oportunidades no mercado internacional. "Não é fácil aumentar a qualidade deste time. Mas sempre temos que estar abertos a novas contratações e atentos ao mercado do futebol no mundo."

Com contrato até dezembro de 2021, o espanhol disse que recebeu diversas ofertas de clubes do mundo nas últimas semanas, mas optou pelo Flamengo por conta da tradição do clube carioca. "Eu tinha várias ofertas na Europa e América. Mas pessoas de confiança na América do Sul me falaram do possível interesse do Flamengo. Eu disse: 'para tudo'. Quando Flamengo te chama, você não pode dizer não. Eu não sei se o Brasil sabe o respeito que o Flamengo tem fora da América. É muito respeitado na Europa. Quando se fala na Espanha de clubes brasileiros o primeiro que se tem à cabeça é o Flamengo."

Logo depois da apresentação oficial, Torrent vai ao campo do CT Ninho do Urubu para comandar o primeiro treinamento com o elenco Antes das atividades, no entanto, está previsto um rápido bate-papo entre o novo técnico e o plantel para que todos possam se conhecer e já se ambientar.

O Flamengo volta a campo em 9 de agosto, quando o time vai enfrentar o Atlético Mineiro, no Maracanã, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, torneio em que buscará defender o título conquistado em 2019.

Fonte: Estadão Conteúdo

O Brasil comemora nesta semana o centenário de suas conquistas olímpicas mais antigas. Nos Jogos de Antuérpia, o tenente Guilherme Paraense (1884-1968) foi o primeiro a atleta do país a receber uma medalha de ouro.

4a85f5c33fc7ce73796e0805cc5c0e72Reprodução/COB

Em 3 de agosto de 1920, com uma arma emprestada pelos concorrentes norte-americanos, o paraense de nome e de origem triunfou na disputa do tiro de revólver. O militar, que deixaria o Exército brasileiro em 1941 como tenente-coronel, acertou o centro do alvo em sua última tentativa, o que lhe rendeu a vitória.

"Todos os brasileiros estão hoje com o coração repleto de jubilo por ter o Brasil conquistado o titulo de Campeão Mundial de Tiro de Revólver, por intermedio do distinto official do seu Exército, Tenente Guilherme Paraense, que conseguiu avantajar-se a todos os consagrados mestres do tiro, conhecidos no Universo", relatou o Jornal do Brasil, que celebrou, em sua edição de 5 de agosto, "a brilhante figura do Brasil nas Olympiadas de Antuerpia".

Essa brilhante figura, naquela que foi a primeira participação do país nos Jogos, não se resumiu à conquista de Paraense. Na véspera do ouro, o time brasileiro de tiro obteve uma medalha de prata na pistola livre individual, com Afrânio da Costa, e uma de bronze, na pistola livre por equipes, com Fernando Soledade, Sebastião Wolf e Dario Barbosa, além do próprio Afrânio e de Paraense.

Foi um resultado excepcional -o Brasil só voltaria a ganhar uma medalha no tiro na Olimpíada de 2016, quando Felipe Wu levou uma prata-, e ainda mais excepcional se levadas em conta as dificuldades enfrentadas na viagem. Não foi fácil chegar à Bélgica, um trajeto completado aos solavancos, com bastante desconforto.

Os percalços da viagem são retratados com bom humor no curta-metragem "Ouro, Prata, Bronze... E Chumbo!", produzido e dirigido por José Roberto Torero em 2012. O filme exibe os vômitos do futuro campeão e os problemas de acomodação nos abafados dormitórios da terceira classe, o que fez os atletas optarem por dormir no refeitório.

"Olha, no Exército, a gente dorme mal, viu, mas isso aqui é bem pior. Sacode mais que burro manco. E eu não paro de enjoar. A gente até desistiu de dormir nas cabines e pediu para ficar aqui no bar mesmo. É mais ventilado, né?", sorri a versão anedótica do medalhista de ouro, interpretada por Daniel Ortega.

Brincadeira à parte, o desconforto era real e os problemas não se resumiam às noites mal dormidas. Quando o navio fez sua parada em Lisboa, os brasileiros da equipe de tiro se deram conta de que, pelo mar, não chegariam a tempo da competição.

O jeito foi descer ali e rumar à Bélgica em um trem de carga, no qual, descobertos, sofreram com o sol e com a chuva.

Eles desembarcaram em Antuérpia a tempo -a disputa tinha sido adiada em uma semana-, mas boa parte das armas e das munições havia sido retida no caminho. A Segunda Guerra Mundial (1914-1918) estava fresca na memória, e um grupo de estrangeiros viajando com pistolas e munição não era tratado com grande cordialidade.

Eles chegaram ao palco do torneio com apenas uma pistola, que não estava nas melhores condições. Quando Fernando Soledade a utilizou e registrou um mau desempenho, os concorrentes norte-americanos se compadeceram, uma solidariedade cultivada em partidas de xadrez entre as disputas olímpicas.

"O coronel Snyders, do Exército americano, que era o capitão da equipe deles de pistola livre, falou para mim: 'Senhor Costa, essa arma não vale nada. Vou arranjar duas para os senhores, feitas especialmente para nós, da fábrica Colt'. E voltou com duas belíssimas armas", contou diversas vezes Afrânio da Costa.

A camaradagem depois se tornaria contestação. A equipe norte-americana chegou a questionar os resultados obtidos pelos brasileiros, sem sucesso.

Já com a medalha de ouro no peito, Guilherme Paraense foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Antuérpia, que só ocorreu dias depois da conquista. Na volta ao Brasil, o paraense foi recebido pelo presidente Epitácio Pessoa e ganhou uma série de homenagens antes de retomar suas funções no Exército.

 

MARCOS GUEDES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) 

 

Fonte: Cidade Verde

 

 

O técnico Jorge Sampaoli ficou com uma impressão melhor do Atlético-MG neste segundo clássico contra o América-MG. O treinador notou que houve uma evolução da equipe após a vitória por 2 a 1 sobre o América-MG, neste domingo, 2 de agosto, no Mineirão, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro.

- Estamos nesse processo de evolução, tentando que, o tempo todo, o time alcance uma ideia. Impusemos o jogo em muitos momentos, de acordo com essa ideia, contra um time que tem muito claro o que faz. É um passo para o crescimento do grupo - disse o argentino.

O treinador pontuou que o Atlético-MG soube lidar bem com o Coelho - um time organizado e, até então, invicto em 2020 - e que o resultado poderia ter sido maior a favor do Galo.

- É a evolução do time em relação ao que estamos propondo. Pudemos controlar uma equipe que vinha muito bem, invicta, e a partida poderia ter terminado com uma diferença maior. Eles fizeram apenas o gol e uma jogada mais, e nós tivemos muito mais aproximação e muito mais chances- acrescentou.5f2740e3803a9Sampaoli ficou satisfeito com a evolução do time no clássico diante do América-MG-(Bruno Cantini/Atlético-MG)

 

 

Fonte: Lance.com

O Palmeiras derrotou a Ponte Preta neste domingo por 1 a 0 e está novamente na final do Campeonato Paulista. Outra vez terá o Corinthians pela frente, que pouco antes derrotou o Mirassol. O último encontro em uma decisão foi em 2018 e deu o rival alvinegro, em um clássico que causou polêmica, em razão da arbitragem. E quis o destino que o treinador palmeirense nesta temporada fosse justamente quem comandou a equipe no último título estadual, em 2008: Vanderlei Luxemburgo.

2217e1ec4989f76aa58b91dfd2470985Foto: César Greco/Ag. Palmeiras

Para manter as coincidências e animar os torcedores que gostam de superstição, o adversário da semifinal foi o mesmo que o Palmeiras enfrentou na final em 2008. A Ponte Preta lutou e 'vendeu caro' a derrota, mas novamente não conseguiu superar o rival alviverde.

Em um Allianz Parque vazio, mas com muitas bandeiras nas arquibancadas e gritos de torcidas nas caixas de som, o Palmeiras foi melhor durante toda a partida e mereceu a vitória, sem contestação. Em um elenco cheio de grandes nomes e jogadores que seriam titulares na maioria dos clubes brasileiros, quem fez a diferença foi Patrick de Paula, garoto de apenas 20 anos, que começou 2019 na base alviverde, mas conseguiu conquistar seu espaço e caiu nas graças de Luxemburgo.

Antes de Patrick fazer a diferença, o Palmeiras teve boas chances com Rony e Willian, mas os atacantes pararam nas mãos do goleiro Ivan. Gustavo Gómez chegou a acertar um cabeceio na trave, após cobrança de escanteio.

Parecia que a primeira etapa ficaria no 0 a 0, quando Patrick recebeu na frente da área e chutou. A bola desviou na zaga e enganou Ivan. O Palmeiras abriu o placar e se aproximou da final

Na etapa final, a Ponte decidiu sair do campo de defesa para tentar achar um gol e pelo menos levar a decisão para os pênaltis. O Palmeiras sentiu e Luxemburgo decidiu colocar Zé Rafael e Bruno Henrique, para voltar a ter mais a bola no pé e evitar surpresas.

O tempo ia passando e a ansiedade dos jogadores da Ponte aumentava. Consequentemente, os erros de passe também, o que facilitou a vida dos palmeirenses. O time de Luxa voltou a ter a bola no pé e abrir espaço para chegar ao gol. Aos 24, Zé Rafael chutou, Bruno Henrique desviou e Ivan fez uma grande defesa. Ainda havia esperança para a equipe de Campinas.

Em um contra-ataque rápido da Ponte, Roger aproveitou cruzamento e finalizou em cima do goleiro Weverton, na única oportunidade real da equipe de empatar a partida. Scarpa ainda carimbou a trave em chute de fora da área, mas a chance perdida não fez falta. O Palmeiras conseguiu passar para a decisão e se aproxima de acabar com o jejum de 12 anos sem o título do Paulistão.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo (Luan), Gómez e Diego Barbosa; Gabriel Menino (Gustavo Scarpa), Patrick de Paula, Ramires (Bruno Henrique), Rony (Lucas Lima) e Willian (Zé Rafael); Luiz Adriano. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
PONTE PRETA - Ivan; Apodi (Bruno Reis), Wellington Carvalho, Trevisan e Guilherme Lazaroni; Dawhan (Danrlei), Jeferson (Moisés), Zanocelo (Osman) e João Paulo; Bruno Rodrigues e Roger (Safira). Técnico: João Brigatti
Gol - Patrick de Paula, aos 45 minutos do 1º Tempo
CARTÕES AMARELOS - Felipe Melo, Guilherme Lazaroni, Trevisan, Danrlei e João Paulo
ÁRBITRO - Flavio Rodrigues de Souza.
LOCAL - Allianz Parque.
Por Daniel Batista
Estadão Conteúdo

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