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A violência nos jogos de futebol no Brasil é crescente, sem que sejam adotadas as providências necessárias pelas autoridades. Aqui no Piauí vivemos anos e anos sem fatos graves nos estádios. O espetáculo das torcidas era muíto especial.

8e31bfbe8a608adda5754fe238c660b1O Estádio Albertão não é responsável por violências de torcedores.(Imagem:Divulgação)

Nos anos de ouro do futebol piauiense tivemos dezenas de jogos com 10 mil, 20, 30,40 mil torcedores em clássicos locais e em jornadas interestaduais. O show nas arquibancadas era uma beleza.

E assim foi até que formaram uma torcida do River em Teresina para desafiar os adversários, agredir, provocar. Nem os policiais escaparam das agressões.

Foram realizadas algumas reuniões e passadas à imprensa informações de que "as medidas estão sendo tomadas". E nada.Após os acontecimentos registrados no jogo River 1 x 1 Fortaleza, dia 24.07, ocorreu mais uma reunião, após a qual a senhora Promotora Graça Monte Teixeira declarou que 'O Ministério Público entra na Justiça com ação de banimento de torcidas organizadas por 5 anos".

Declarou ainda a dra. Graça Monte Teixeira que "a Federação será responsabilizada pelo cumprimento da medida, na condição de realizadora dos jogos".

Para a próxima terça-feira(2) a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros farão uma visita ao Estádio Albertão e certamente vão exigir medidas imediatas "contra a violência". Possivelmente vão interditar o Albertão mais uma vez ao tempo em que viram as costas para a violência absurda que acontece em todos os pontos da cidade e do Estado do Piauí de um modo geral.

Não estou dizendo que o Albertão está ótimo. Tenho feito comentários duros sobre o descaso do Governo, através da FUNDESPI, aos serviços que deveriam ser executados aos poucos até uma conclusão aceitável.co.

Todos nós que militamos no esporte sabemos que as brigas são previamente marcadas para as avenidas da cidade, antes dos jogos. A Polícia também sabe. A violência nada tem a ver com as condições do estádio. E a Polícia também sabe.

A VIOLÊNCIA NO FUTEBOL DE SÃO PAULO

Recentemente uma das revistas semanais(salvo engano foi a Veja) publicou uma matédia da jornalista Renata Luccchesi, com o título BOLA FORA: proibir entrada da torcida adversária nos estádios não acabará com a violência no futebol. Algumas partes do texto:

- No domingo(3), dia de clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians, confrontos entre torcedores se espalharam pela região metropolitana de São Paulo, antes e depois da partida. Em um deles, um homem que não participava de briga foi atingido por um tiro no coração e morreu.

A tragédia motivou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de instituir três novas medidas, válidas até 31 de dezembro deste ano: os clássicos terão torcida única, os clubes não poderão fornecer ingressos aos grupos organizados( casos da Mancha Alviverde,do Palmeiras, e da Gaviões da Fiel, do Corinthians) e será proibida a entrada de adereços, camisas ou faixas que os identifiquem como tais.

- As medidas são inócuas, e mais que isso: elas iluminam a incapacidade do Estado de evitar a violência. Uma pesquisa coordenada pelo sociólogo Maurício Murad, da Universidade Salgado de Oliveira, revela que 80% dos conflitos entre torcidas organizadas ocorrem fora dos estádios.

Uma medida que se restringe ao ambiente do estádio é imediatista, simplista. Diz Murad. É irreal imaginar que as brigas entre torcedores desaparecerão. Há três saída: punição, a curto prazo; prevenção, a médio; e reeducação, a longo.

- Na Inglaterra, o torcedor flagrado em briga tem de ficar de três a dez anos afastado dos estádios. Para que se garanta o cumprimento da pena, ele deve permanecer em uma delegacia enquanto o seu time joga ou entregar o passaporte cinco dias antes da partida, caso ela seja fora do país. Uma lei semelhante existe no Brasil, mas não é cumprida.

É bom que as autoridades piauienses saibam o que vem acontecendo no Brasil e agora no Piauí também envolvendo torcidas organizadas no futebol.

Vale lembrar também que dezenas de policiais são escalados para fazerem a proteção de grupos de torcedores nas ruas a caminho dos estádios ou na saída após os jogos. Fica claro : fora dos estádios os tais grupos são escoltados. Que torcedores são esses ? A Polícia sabe.

 

Fonte:cidadeverde.com

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