A Prefeitura de Teresina assinou nesta sexta-feira (3) decreto dos protocolos para a retomada parcial das atividades econômicas na capital. O decreto divulga as regras para as etapas de flexibilização nos dias 6 e 13 de julho que deverão ser seguidas por empresários, funcionários e clientes. Clique aqui e veja o Protocolo Geral para reabertura econômica

af6f3a06b784608a70f488ec4ca6b017Foto: Roberta Aline

O decreto prevê, nestas primeiras etapas, níveis rigorosos de restrição que já haviam sido anunciados pelo prefeito Firmino Filho no dia 29 de junho. A proposta da prefeitura é que a ocupação máxima do espaço de atendimento ao público seja de um cliente por 4 m², a uma distância de aproximadamente 2 metros.

Nas etapas dos dia 6 e 13 de julho apenas metade dos funcionários deve estar trabalhando. Os setores só poderão abrir 4 dias da semana, com carga horária máxima de seis horas diárias.

O protocolo rigoroso de flexibilização de abertura se aplica a 27 ramos econômicos das áreas da indústria extrativista, de metalúrgica e fabricação de móveis, além do setor de construção de edifícios, comércio de materiais de construção e comércio de veículos e de peças e acessórios.

De acordo com a prefeitura, a reabertura está marcada para o próximo dia 6 de julho e vai começar pelos setores da indústria, agropecuária e construção civil. A segunda etapa, com início previsto para 13 de julho, atende as empresas ligadas aos setores de concessionárias, vendas de peças e automotivo, e atividades jurídicas, de contabilidade e auditoria.

Abaixo segue a flexibilização dos setores. Nas datas, a letra (C) indica o nível rigoro de abertura nesta primeira etapa e poderá seguir para os níveis baixo e intermediário nas prócimas datas.

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Protocolo
Para a reabertura, o protocolo geral da prefeitura questiona se a empresa dispõe de lavatórios na entrada do serviço para funcionários bem como o fornecimento de álcool em gel. A orientação para os trabalhadores deverá ser a de não levar bolsas, carteiras e chaves para o ambiente de trabalho.

As empresas deverão fornecer ventilação ambiente e garantir limpeza frequente dos aparelhos de ar-condicionado. Estão proibidos os bebedouro de bico inclinado e os funcionários terão que usar garrafas individuais para beber água.

Para evitar o uso de dinheiro, as empresas terão que disponibilizar métodos eletrônicos de pagamento e trabalhar com o atendimento agendado. A sinalização do piso deverá estabelecer a distância entre os clientes e funcionários. Também há indicativo de horários de limpeza do local que devem ser divulgados.

As empresas autorizadas que optarem pela reabertura terão de evidenciar que possuem quantidade de EPIs suficiente para os funcionários. O descarte correto de lixo também deve ser planejado.

O cumprimentos por aperto de mão ou beijos e abraços entre funcionários e clientes é proibido. Cabelos longos deverão ser presos e o uso de de bijuterias deve ser evitado. Os trabalhadores também deverão realizar a troca de uniforme na volta para casa.

 

Fonte:cidadeverde.com

Na reunião que aconteceu na manhã de hoje(03), os empresários discutiram formas de colaborar com o Poder Público e a sociedade civil para evitar que o número de pessoas infectadas não aumete de forma desordenada e atrapalhe o funcionamento do comércio. A reunião aconteceu na sede da Associação Comercial e contou com os membros da diretoria das entidades.

WhatsApp Image 2020 07 03 at 10.51.57Empresários reunidos na Associação Comercial. (Imagem:Ascom)

Fonte:Ascom

É difícil controlar o avanço de uma pandemia que já causou mais de 62 mil mortes no país, e ainda está longe de chegar ao fim, quando o presidente da República não só nega o problema, mas insiste em boicotar todas as iniciativas para conter a propagação do vírus. Hoje de madrugada, foi publicado no Diário Oficial da União o veto do presidente Jair Bolsonaro ao uso obrigatório de máscaras sempre que o brasileiro precisar sair de casa.

pbFoto: Estadão Conteúdo

Bolsonaro vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras em órgãos e entidades públicos e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. A justificativa usada por ele foi de que a obrigatoriedade do equipamento de proteção “incorre possível violação de domicílio”.

Médicos do mundo inteiro apontam a máscara como uma maneira eficaz, simples e barata de ajudar a conter a transmissão da doença. As pessoas devem usá-la para se proteger e proteger os outros. É o sentido de responsabilidade e compromisso com o bem comum, que os orientais já praticam há muito tempo.

Desde o início, o presidente vem minimizando a mais grave pandemia dos últimos cem anos. Participa de eventos com aglomerações de pessoas, sem o uso de máscara, e se coloca contra o isolamento social, indispensável para evitar uma explosão simultânea de casos. Ele excluiu do texto a parte em que havia a previsão de punição para os infratores reincidentes que deixassem de usar a máscara em locais fechados.

Agora, resta torcer para o bom senso da população, para que escute a ciência e observe a experiência bem sucedida no resto do mundo, onde a máscara tem ajudado a salvar vidas.

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