O Ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, que os Correios correm "contra o relógio" para evitar a privatização.

kassab1700O ministro Gilberto Kassab durante cerimônia no Palácio do Planalto de sanção de lei sobre radiodifusão (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)
Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada. "Não temos saída", declarou. Devido à crise financeira, os Correios abriram um plano de demissão voluntária e passaram a fechar agências pelo país.
O ministro se diz contrário à privalização e afirma que o governo está fazendo "todo o esforço" para evitar. "É uma constatação difícil. Sou contra a privatização, mas não há caminho", declarou.
Kassab disse que o governo não tem recursos para investir nos Correios. Segundo ele, ao assumir o ministério, o déficit anual da estatal era de R$ 2 bilhões.
"Nós não temos saída: ou nós promoveremos o equilíbrio rapidamente ou nós vamos caminhar para um processo de privatização", declarou.
De acordo com Kassab, a situação da empresa é resultado de "má gestão".
"Má gestão é loteamento, corrupção, não encontrar receitas adicionais, não cortar para manter equilíbrio. A empresa corre contra o relógio", declarou.
Kassab deu as declarações depois de participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia de sanção da Lei de Revisão do Marco Regulatório da Radiodifusão.
Em 10 de fevereiro, em entrevista ao G1, Kassab descartou qualquer venda de participação nos Correios durante o atual governo, mas disse que “no futuro, com certeza, vai ter participação de capital privado”.
Na ocasião, ele afirmou que os Correios iriam reverter os sucessivos prejuízos registrados em 2015 e 2016.

 

Fonte:G1

Se o índice de desmatamento do cerrado brasileiro se mantiver como é hoje - cerca de 2,5 maior do que na Amazônia -, o mundo pode registrar a maior perda de espécies vegetais da história.

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A tese é de um artigo de pesquisadores do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS) e de outras instituições nacionais e internacionais, divulgado nesta quinta-feira na revista científica Nature Ecology and Evolution.

O cerrado perdeu 46% de sua vegetação nativa, e só cerca de 20% permanece completamente intocado, segundo os pesquisadores. Até 2050, no entanto, pode perder até 34% do que ainda resta.

Isso levaria à extinção 1.140 espécies endêmicas - um número oito vezes maior que o número oficial de plantas extintas em todo o mundo desde o ano de 1500, quando começaram os registros.

"Há 139 espécies de plantas registradas como extintas no mundo todo. Mas claro, sabemos que espécies foram extintas antes mesmo de a gente conhecê-las", disse à BBC Brasil Bernardo Strassburg, professor da PUC-Rio e coordenador do estudo e secretário-executivo do IIS.

"Mesmo assim, a perda no cerrado seria uma crise sem proporções."

O desmatamento na região, de acordo com os pesquisadores, cresceu em níveis alarmantes "por causa da combinação de agronegócio, obras de infraestrutura, pouca proteção legal e iniciativas de conservação limitadas".

Mesmo assim, Strassburg e sua equipe afirmam que o cenário apocalíptico projetado para 2050 pode ser evitado.

'Hotspot de biodiversidade'

O cerrado brasileiro, segundo o artigo, tem mais de 4,6 mil espécies de plantas e animais que não são encontrados em nenhum outro lugar.

"Essa projeção assustadora que encontramos é uma combinação de dois fatores: o cerrado é um hotspot global de biodiversidade principalmente por causa das plantas, e ele já perdeu metade da sua área", afirma Strassburg.

"A área de desmatamento do cerrado não é maior que a da Amazônia, mas a taxa de desmatamento é."

Para conseguir estimar o número de espécies perdidas pelo desmatamento nos próximos 30 anos com o mesmo ritmo atual, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes da Lista Vermelha de Espécies em Extinção (referentes a 2014) com projeções das mudanças no uso do bioma.
Das 1.140 que podem ser perdidas, 657 já são consideradas condenadas à extinção.

"Isso quer dizer que não tem mais cerrado suficiente para tanta espécie. Se o desmatamento parasse hoje e não fizéssemos mais nada para recuperar a região, elas seriam extintas de qualquer jeito", explica.

Seca

Se o aumento recente do desmatamento da Amazônia, segundo os cientistas, influenciou o regime de chuvas no Brasil, contribuindo para a seca dos últimos anos, a perda do cerrado também faz sua parte - mas no solo, e não na atmosfera.

"Tem gente que se refere ao cerrado como uma floresta de cabeça para baixo, porque dizem que as raízes lá são tão mais profundas que na Amazônia e na Mata Atlântica. Isso torna muito grande a capacidade do solo de absorver água, que será armazenada nos lençóis freáticos", diz Strassburg.

Hoje, 43% da água de superfície no Brasil fora da Amazônia está no bioma - o que inclui três dos principais aquíferos do país, que abastecem reservas no Centro-Oeste, no Nordeste e no Sudeste.
"Mas se você troca aquela vegetação por uma plantação de soja, essa capacidade de reter água e alimentar os lençóis freáticos se perde. E vale lembrar que no Brasil crise hídrica é também é crise energética."

O pesquisador alerta ainda para o fato de que o desmatamento projetado para as próximas três décadas emitiria cerca de 8,5 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.

"Isso é 2,5 vezes mais do que a redução da emissão de gases estufa que o Brasil conseguiu com a queda no desmatamento da Amazônia entre 2003 e 2012", explica.

Como impedir?

O artigo afirma que, restaurando áreas do cerrado que foram menos degradadas e são importantes para a biodiversidade, seria possível reverter até 83% do quadro de extinções previstas.

"Áreas que não foram muito degradadas ou não foram desmatadas há muito tempo conseguem se regenerar, até por causa das raízes profundas e porque têm um banco de sementes. As outras precisam de um esforço maior", afirma Strassburg.

A equipe do IIS, segundo ele, trabalha junto ao Ministério do Meio Ambiente para fazer um mapeamento das áreas que devem ser prioridade em um projeto de recuperação.

Mesmo assim, elas corresponderiam a apenas 3% do total do bioma. Seria o suficiente?

"A outra metade da equação é parar o desmatamento causado pela agropecuária", diz. "As culturas de cana-de-açúcar e de soja vão crescer 15 milhões de hectares nos próximos 30 anos", diz.

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que é possível usar áreas já desmatadas e pouco aproveitadas do cerrado para redistribuir este crescimento - evitando, assim, que a expansão da produção agrícola avance para territórios preservados.

Mais de 75% do cerrado já desmatado, segundo Strassburg, é utilizado em pastagem de baixa produtividade. Isso quer dizer que os produtores têm um boi por hectare, quando poderiam ter três.

"Se você colocasse só dois por hectare já liberaria terra suficiente para toda a expansão de soja e de cana, sem precisar fazer mais desmatamento", afirma.
O artigo diz que as políticas públicas necessárias para integrar agricultura e pecuária na região e evitar a perda do bioma já existem, e precisam apenas de integração.

Mas, para Strassburg, isso também dependerá dos produtores.

"O agronegócio brasileiro está numa encruzilhada no que diz respeito ao cerrado: pode se colocar como responsável pela maior crise de extinção de plantas registrada no mundo ou pode ser líder de em uma produtividade mais sustentável."

"Ele vai ser o grande vilão da história e perder acesso aos mercados globais ou dar lição de sustentabilidade e mostrar que é possível crescer contribuindo para a conservação das espécies?", indaga.

 

Fonte: BBC

Stênio Garcia, 84 anos, está na clínica São Vincente no Rio de Janeiro depois de fraturar duas costelas. A internação foi confirmada pela instituição. Marline Saade, mulher do ator, postou uma foto com ele em seu Instagram e explicou o acidente.

4822f17a5641e5150613a0243b1cddffStênio Garcia quebra duas costelas e é internado em hospital do Rio.(Imagem:Divulgação)

Durante a madrugada de segunda-feira, 27, Stênio acordou de madrugada e foi ao banheiro. No entanto, ele estava "meio tonto", caiu e fraturou a décima e a décima primeira costela.

"Com isso, machucou o pulmão e por isso ficará internado uns dois dias", declarou Marlene. Ela e o marido ficaram internados juntos na clínica. Marlene passará por um procedimento de retirada do útero na próxima quarta-feira, 29.

A mulher do ator afirmou que eles tentaram ficar em quartos um ao lado do outro. "Mas isso depende de ter dois quartos vagos, né?", ponderou. Marlene ainda pediu energias positivas e orações para os dois.
Fonte: Estadão

O sistema de mensagens instantâneas WhatsApp está testando uma função para editar ou apagar uma mensagem em até dois minutos após o envio. Essa função já existia na versão experimental, mas o limite de tempo era de 29 minutos, conforme explicou a empresa através em sua conta do Twitter @WABetaInfo.

3eadc3752a20695f66deee9ee9b1d835WhattsApp testa função para apagar mensagem enviada.(imagem:Divulgação)

Até agora, na versão normal do sistema, a função Apagar servia apenas para fazer a mensagem desaparecer da tela, mas não evitava que outros usuários a vissem. Diferentemente dos e-mails do Gmail, no WhatsApp não dá para voltar atrás nos textos, imagens, vídeos ou áudios enviados. Depois de apertar em “enviar” já é tarde demais para descobrir que a mensagem foi escrita na janela errada ou simplesmente se arrepender.

Apesar de já permitir cancelar as mensagens quase meia hora depois, a versão experimental deixava um rastro. O aplicativo mostra na conversa o aviso “o remetente revogou a mensagem”.

A redução do tempo para apagar uma mensagem convenceu uma pequena maioria de usuários. Em uma pesquisa virtual com 827 pessoas feita através do Twitter, 51% responderam que aprovavam o tempo de 120 segundos para voltar atrás, enquanto 49% consideraram que meia hora era melhor.

Fonte: Whattsapp

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