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Os familiares da senhora Maria do Rosário Gomes Machado de Araújo comunicam o seu falecimento ocorrido hoje em sua residência localizada na Vila Militar, por tras do Quartel do 3º BPM. Dona Rosário era esposa do Sargento Juvenal Machado de Araújo e o velório será em sua residência. Por conta do seu falecimento, foi cancelada a solenidade que estava marcada para as 19h de hoje naquela unidade militar.

WhatsApp Image 2019 06 17 at 12.04.05Maria do Rosário. (Imagem:Divulgação)

Da redação

No Brasil, poucos têm o hábito de poupar e mesmo quem tem, prefere as aplicações de menor risco. Para evitar perdas, os brasileiros não apostam muito nas estratégias de investimento.

dinheiro moedas pixabay10Foto: Pixabay / reprodução gratuita

Essa é a constatação da última pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). E é exatamente por causa desse medo de perder que a poupança ainda lidera o ranking das modalidades de investimento mais usadas no país, sendo preferência para 65% dos brasileiros.

A falta de informação sobre finanças e investimento é um grande problema no país: 25% dos poupadores preferem manter o dinheiro em casa e outros 20% o deixam parados em conta corrente. Nessas duas condições, o dinheiro não rende absolutamente nada.

Apenas 8% investem na previdência privada e 7% nos títulos do tesouro direto.

Perfil conservador demais

A poupança é a "queridinha" da população brasileira também pela facilidade de saque e pelo costume. Mas muita gente investe na poupança por achar que não tem dinheiro suficiente para aplicações "mais arrojadas". Só que é possível investir no Tesouro Direto com valores a partir de R$ 30. E hoje já existem no mercado opções de CDB, LCI e LCA sem valor mínimo.

Mas, 17% afirmaram ter medo de perder dinheiro, o que mostra o desconhecimento sobre as modalidades de renda fixa.

 

Fonte:cidadeverde.com

O diretor, ator e produtor Daniel Filho, 81, não tem dado entrevistas nos últimos anos, mas resolveu abrir uma exceção à Folha de S.Paulo por causa do "momento atual brasileiro".

fe355ff722016d994a574e784b2eb069Foto: Reprodução/Instagram

O tema da reportagem era os 40 anos de "Malu Mulher", mas em pouco mais de uma hora de conversa, ele fez questão de abordar outros assuntos como o cinema brasileiro, a paralisação da Ancine e os novos rumos da televisão brasileira.

Opositor ao presidente Jair Bolsonaro, Filho não poupou críticas às políticas do atual governo. "Todos nós [artistas e produtores culturais] estamos parados, sofrendo diante dessa imbecilidade reinante."

Responsável por sucessos da televisão e do cinema, como as séries "Confissões de Adolescente" (1994-1995) e "A Grande Família", e o filme "Se Eu Fosse Você" (2006), o diretor destacou a importância da classe artística não perder a esperança e continuar batalhando para "acender uma vela quando há uma escuridão". "Essa é uma obrigação nossa." Ele também destacou a importância da imprensa no atual cenário político.

"O Brasil não é de idiotas. Se fosse de idiotas não tínhamos feito tudo que fizemos. O cinema brasileiro não é idiota, a televisão brasileira não é idiota", afirma ele, em clara referência ao discurso de Bolsonaro que chamou de "idiotas úteis" os estudantes que se manifestaram em todo o país contra os cortes da educação.

Filho afirma que está com dois filmes prontos para lançar: uma nova versão do longa "Boca de Ouro" (1963), baseado na peça de Nelson Rodrigues (1912-1980) sobre um poderoso chefe do jogo do bicho; e o policial "Silêncio da Chuva".

Mas a situação da Ancine (Agência Nacional do Cinema), que anunciou em abril a suspensão de novos recursos para bancar projetos, o preocupa. "Tenho esses filmes, mas estou esperando que porra vai acontecer com a Ancine parada desse jeito", reclamou.

Para ele, a paralisação da agência de fomento provoca impacto em toda a indústria cinematográfica e nos trabalhadores envolvidos no setor. "Ah pegou R$ 4 milhões para fazer um filme. Não, eu não peguei R$ 4 milhões e comprei um apartamento. Esse dinheiro rodou, está rodando, tem gente trabalhando, pagando imposto, isso está sendo tributado [...] Se levantar o número de imposto que a gente paga, a gente devolve mais dinheiro do que supostamente nos é dado."

O diretor também diz ser um absurdo o que ocorreu no lançamento de "Vingadores:Ultimato", que ocupou 80% das salas de cinema do país, prejudicando produções nacionais, como "De Pernas Pro Ar 3", estrelado por Ingrid Guimarães.

Ele afirma que estava em Paris na época da estreia do filme de heróis e notou como lá e em outros países da Europa, a saga da Marvel não ocupou todos os horários dos cinemas. "Eles continuaram passando bastante filme francês."

Daniel Filho fez uma comparação com "Malu Mulher". A série, criada há 40 anos por ele, fez parte de um projeto, que incluía também "Carga Pesada" e "Plantão de Polícia", para ocupar a faixa das 22h da Globo com produtos nacionais.

Até então, seriados americanas como "Kojac e "Hawaii Five-O" dominavam o horário. "Aconteceu exatamente o contrário agora, com esse massacre do filme dos 'Vingadores' em um longa brasileiro, que estava indo muito bem, ['De Pernas Pro Ar'], e que foi retirado sem nada nem porquê."

NOVOS PROJETOS
Fora da Globo desde 2015, Daniel Filho segue atuante na dramaturgia e só lamenta não ser mais novo para entrar nesta "nova briga" pela preferência do público que, diferentemente do passado quando era disputada por Globo, Record, Tupi, agora, na visão dele, tem como protagonistas plataformas de streaming, como Netflix, Amazon e HBO.

Para o diretor, a televisão como era feita "há alguns anos" não existe mais. Hoje, afirma ele, o telespectador é "dono do seu tempo", escolhe a hora, o meio e o que vai ver da programação disponível.

"O produto, então, tem que ser muito bom para ser assistido pelas pessoas. E elas vão procurar o horário e a maneira de ver isso", diz.

Apesar dessa "grande revolução audiovisual", ele diz não acreditar que a televisão vai morrer nem o cinema. "Esse tipo de conteúdo, seja de humor, seja policial, seja de época, seja o que for, vai continuar existindo e nós temos que continuar fornecendo isso, mas atentos ao que está acontecendo no mundo."
Mesmo dizendo que não está dentro da briga pela audiência, Filho confirma que tem uma proposta para fazer um projeto em dramaturgia, que deve ser lançado entre o final deste ano e início de 2020.

"É uma coisa bem generosa, carinhosa, que me dá uma amplidão de trabalho boa." O diretor, porém, não deu mais detalhes sobre a novidade, alegando que essas empresas têm cláusulas restritas de confidencialidade.

Na visão do diretor, o artista tem que estar com a "antena" ligada para captar o momento e falar sobre assuntos na dramaturgia que vão mexer com a vida das pessoas.

Foi o que ele fez em "Malu Mulher", um programa considerado de vanguarda, porque conseguiu entender aquela nova geração de mulheres, que não queria mais viver à sombra dos homens.

O seu novo projeto, afirma ele, tem um pouco desse espírito, embora pondere que não tem nada a ver com a série protagonizada por Regina Duarte. Filho também diz que recebeu propostas para fazer uma nova versão de "Confissões de Adolescente", mas não confirma a sua execução. "É uma coisa que eu já fiz, estou querendo fazer coisas novas", despista.

Conhecido por abordar em vários projetos a temática feminina, Daniel FIlho também foi diretor das séries "Mulher" (1998-1999) e "A Justiçeira" (1997). Ele ressalta que fica feliz ao ver o espaço que as mulheres têm ocupado em vários setores da sciedade.

"Eu tenho a teoria que se o mundo fosse dirigido por mulheres, talvez, a gente tivesse menos guerra, menos porrada. Acho que depois de anos, séculos e eras, está na hora de a gente [homem] relaxar um pouco e entregar esse comando à mulher."

Fonte: Folha Press

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