Na reunião que aconteceu na manhã de hoje(03), os empresários discutiram formas de colaborar com o Poder Público e a sociedade civil para evitar que o número de pessoas infectadas não aumete de forma desordenada e atrapalhe o funcionamento do comércio. A reunião aconteceu na sede da Associação Comercial e contou com os membros da diretoria das entidades.

WhatsApp Image 2020 07 03 at 10.51.57Empresários reunidos na Associação Comercial. (Imagem:Ascom)

Fonte:Ascom

É difícil controlar o avanço de uma pandemia que já causou mais de 62 mil mortes no país, e ainda está longe de chegar ao fim, quando o presidente da República não só nega o problema, mas insiste em boicotar todas as iniciativas para conter a propagação do vírus. Hoje de madrugada, foi publicado no Diário Oficial da União o veto do presidente Jair Bolsonaro ao uso obrigatório de máscaras sempre que o brasileiro precisar sair de casa.

pbFoto: Estadão Conteúdo

Bolsonaro vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras em órgãos e entidades públicos e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. A justificativa usada por ele foi de que a obrigatoriedade do equipamento de proteção “incorre possível violação de domicílio”.

Médicos do mundo inteiro apontam a máscara como uma maneira eficaz, simples e barata de ajudar a conter a transmissão da doença. As pessoas devem usá-la para se proteger e proteger os outros. É o sentido de responsabilidade e compromisso com o bem comum, que os orientais já praticam há muito tempo.

Desde o início, o presidente vem minimizando a mais grave pandemia dos últimos cem anos. Participa de eventos com aglomerações de pessoas, sem o uso de máscara, e se coloca contra o isolamento social, indispensável para evitar uma explosão simultânea de casos. Ele excluiu do texto a parte em que havia a previsão de punição para os infratores reincidentes que deixassem de usar a máscara em locais fechados.

Agora, resta torcer para o bom senso da população, para que escute a ciência e observe a experiência bem sucedida no resto do mundo, onde a máscara tem ajudado a salvar vidas.

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Em denúncia enviada à Justiça nesta sexta-feira (3), o Ministério Público Federal (MPF) afirma que o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o senador José Serra (PSDB-SP) teria três etapas e que o parlamentar teria recebido, ao menos, R$ 4,5 milhões em propina da Odebrecht entre 2006 e 2007.

“Especificamente, JOSÉ SERRA praticou, entre outros, três crimes de lavagem de ativos por ter participado, de forma consciente e voluntária, da primeira (por meio do uso da CIRCLE TECHNICAL, de JOSÉ AMARO), da segunda (por meio do uso da DORTMUND INTERNATIONAL) e da terceira camadas de ocultação e dissimulação (por meio de transferências para a FICUS CAPITAL e para a CITADEL FINANCIAL ADVISORY)”, diz trecho da denúncia.

Na primeira etapa, segundo o MPF, Serra teria solicitado R$ 4,5 milhões à empreiteira e os valores deveriam ser pagos por meio da offshore chamada Circle Technical Company Inc.

Na segunda etapa, os valores recebidos pela empresa Circle, da Odebrecht, foram pulverizados e que, “embora os valores respectivos tenham sido movimentados pelo sistema financeiro, eles seguiam sob controle de José Amaro”, amigo de Serra. O MPF diz ainda que algumas das transferências foram realizadas à offshore Dortmund, que é controlada pela filha de José Serra, Verônica Allende Serra.

Na terceira etapa, por fim, a Dortmund teria enviado ao Banco Arner um pedido de transferência U$ 25.000,00 à Ficus Capital, empresa atuante no mercado financeiro internacional, com Francisco Ravecca como um dos sócios.

O MPF diz que “assim, parte dos valores – oriundos da ODEBRECHT – que ingressaram na conta da DORTMUND por meio de transferências realizadas a partir de contas de JOSÉ AMARO foram remetidos a FRANCISCO RAVECCA. Dessa forma, valores transferidos a JOSÉ AMARO RAMOS, pela ODEBRECHT, por solicitação de JOSÉ SERRA e tendo este como beneficiário final, foram remetidos, a partir de diversas operações, ao controle de VERÔNICA SERRA, filha do referido agente político, sendo, ao fim, liquidados para outras contas, em uma terceira camada de dispersão patrimonial, integrante, a toda evidência, de uma cadeia de lavagem de ativos”.

 

Com informações, R7.

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