• Jorge
  • chopp sabora
  • Garoto
  • Construforte
  • Paraiba
  • Oticas Floriano
  • Dario PAX
  • Posto Aliança
  • Paraiba
  • Posto Aliança
  • Dario PAX
  • chopp sabora
  • Oticas Floriano
  • Construforte
  • Garoto
  • Jorge

Os advogados do ex-deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei, protocolaram um pedido para que a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) suspenda a tramitação do processo que pode resultar na cassação de seu mandato.

94697919f2862393c7decb93a25b026fFoto: Divulgação/Alesp

O parlamentar renunciou ao cargo no dia 20, uma semana depois que o Conselho de Ética da Casa aprovou a sua cassação por unanimidade.

Sua defesa afirma agora que, com isso, o processo perde a validade e deve ser suspenso. Se a ideia vingar, Arthur do Val mantém seus direitos políticos e pode ser candidato a deputado federal ainda em 2022.

O deputado Carlão Pignatari, que preside a Assembleia, determinou a suspensão da reunião da Comissão de Constituição e Justiça marcada para esta terça (26) que seguiria analisando o processo. E enviou o pedido dos advogados à procuradoria da Casa, que deve emitir um parecer.

Do Val é julgado por quebra de decoro parlamentar depois de viajar à Ucrânia e enviar áudios a amigos com comentários sexistas sobre as mulheres do país em guerra. Entre outras coisas, ele disse que as ucranianas são fáceis porque são pobres.

Integrantes da Assembleia Legislativa desconfiam que a União Brasil, partido ao qual Arthur do Val se filiou em março, depois de ser expulso do Podemos, está costurando um acordo para manter o ex-parlamentar na disputa de 2022.

A legenda apoia a candidatura do atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB-SP) à sucessão de João Doria.

"A lei é clara: mesmo com a renúncia, o processo deve prosseguir", diz o deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP), que integra a CCJ da Alesp. "Se paralisarem o processo, vamos judicializar", afirma ele.

Os advogados de Mamãe Falei dizem que a tramitação só não poderia ser interrompida caso o processo de cassação já tivesse sido despachado para o plenário, o que ainda não tinha ocorrido.

Fonte: Folhapress/Mônica Bergamo.

O deputado Gessivaldo Isaías, presidente municipal do Republicanos, comentou nesta terça-feira (26) sobre a filiação do prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, ao partido.

8b9a70823dfe85442fca52023cc65824Foto: Arquivo Cidade Verde

Dr. Pessoa havia se filiado simbolicamente ao Republicanos em março deste ano, a oficialização da ida para o partido, no entanto, ocorreu sem um grande ato e foi confirmada pelo próprio gestor somente após ocorrer.

Para Gessivaldo, ter uma grande solenidade ou apenas decidir assinar a ficha de filiação é uma decisão pessoal que cabe a cada um.

“Fica a questão de cada um, as vezes a pessoa quer a solenidade, as vezes a pessoa quer um ato de filiação. Eu acredito que qualquer partido teria a honra de constar o prefeito da capital em seus quadros, independente de solenidade ou não é uma honra”, pontuou.

Fonte: cidadeverde.com

Se confirmar a pré-candidatura a deputado federal, Sergio Moro (União) pode ameaçar em São Paulo a eleição de pré-candidatos alinhados ao discurso lava-jatista e anticorrupção do ex-juiz.

648fbf0c98174d0646743a532e18049aFoto: Renato Andrade/ Cidade Verde

Moro caminha para uma pré-candidatura à Câmara dos Deputados, após ter sido barrado pelo partido de Luciano Bivar (PE) na disputa pelo Palácio do Planalto. O próprio Bivar foi lançado como nome da legenda à Presidência e tenta compor chapa com a senadora Simone Tebet (MDB).

Além disso, a União Brasil estuda lançar para o Senado o nome do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite. Com isso, restaria a Moro concorrer a uma vaga como deputado federal, como a legenda deixou claro desde que o ex-ministro migrou do Podemos no fim de março.

Na União Brasil (resultado da fusão de PSL e DEM), Moro é visto com potencial para ser um dos mais votados em São Paulo, ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de Guilherme Boulos (PSOL), coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Internamente, o partido calcula que o ex-juiz tem potencial para puxar em torno de cinco deputados. Sem Moro, a União faria de 10 a 12 deputados em São Paulo. Com o ex-juiz, chegaria a 17.

A legenda quer que sejam beneficiados os candidatos de meio de chapa –aqueles que receberiam entre 60 mil e 70 mil votos, abaixo do quociente eleitoral do estado, que deve ser de 270 mil a 300 mil.

Os chamados puxadores de voto ajudam na eleição de colegas de partido porque, no atual sistema, a distribuição das 513 cadeiras de deputado federal não se dá simplesmente seguindo a lista dos mais votados. É levado em conta o total de votos dados a todos os candidatos do partido.

Ou seja, legendas que reúnam muitos candidatos bem votados, ou puxadores de voto, tendem a eleger mais parlamentares, mesmo que alguns deles tenham recebido menos votos do que concorrentes de outras siglas que, no conjunto de seus candidatos, tenham obtido menos votos.

Ao mesmo tempo em que ajudaria a aumentar a bancada da União Brasil, a pré-candidatura de Moro a deputado federal poderia impactar votações de colegas de partido e de adversários em outras legendas que compartilham o mesmo discurso anticorrupção e em defesa da Operação Lava Jato.

Dentro da União, um nome que poderia ser afetado é o do deputado Kim Kataguiri. Em 2018, ele foi o quarto mais votado no estado, com 465.310 votos. A perspectiva é que parte desses eleitores migre para o ex-juiz, mas sem comprometer a reeleição do congressista.

Kataguiri é um dos nomes que o partido considera "eleitos" e que não precisariam do efeito puxador de votos. Isso porque ele mantém uma base sólida de apoiadores do MBL, movimento do qual foi um dos fundadores.

Na avaliação de parlamentares ouvidos pela reportagem, haveria impacto também em candidaturas que carregam a bandeira anticorrupção, como a de deputados do Novo, por exemplo. Em 2018, o parlamentar do partido que recebeu mais votos foi Vinicius Poit, com 207.118. Atualmente, ele é pré-candidato ao Governo de São Paulo e aparece com 2% na última pesquisa Datafolha.

Os outros dois deputados do partido, Adriana Ventura e Alexis Fonteyne, tiveram votação bem menos expressiva –64.341 e 45.298, respectivamente.
Parlamentares com discurso pró-Lava Jato também poderiam ter parte dos votos transferida ao ex-juiz.

Seria o caso do deputado Alex Manente (Cidadania), que recebeu 127.366 em 2018. Em discurso em junho do ano passado na Câmara, o congressista qualificou Moro de "juiz fundamental para o Brasil para que tivéssemos um marco no combate à corrupção e à impunidade" e fez elogios à operação.

Eleita com 1.078.666 votos, a deputada Joice Hasselmann (PSDB) também seria afetada pela eventual entrada de Moro na disputa. A parlamentar, que já foi líder do governo no Congresso, perdeu parte de seu eleitorado após o racha no PSL que opôs aliados do presidente Luciano Bivar e bolsonaristas –ela ficou ao lado bivarista.

Defensora da Lava Jato, a deputada já declarou na tribuna respeitar a operação. "E quero que muitas outras Lava Jatos ocorram neste país", disse em discurso feito em julho de 2020.

"Quero deixar aqui o meu relato de profundo respeito ao nosso eterno juiz da Lava Jato, o Sergio Moro, ao nosso procurador Deltan Dallagnol [pré-candidato a deputado pelo Podemos] e a todos os outros procuradores e juízes que fizeram parte dessa operação."

A participação de Moro também poderia prejudicar candidaturas de bolsonaristas que tiveram votação menos expressiva em 2018 –alguns inclusive permaneceram no U
nião, como Guiga Peixoto.

Reservadamente, alguns congressistas ouvidos pela reportagem levantam dúvidas sobre a possibilidade de Moro concordar em sair candidato a deputado federal. O ex-juiz dá sinalizações de que não desistiu da Presidência, enquanto seus aliados continuam montando uma agenda nacional para preservar seu status de presidenciável.

"A possibilidade [de ser deputado] existe se a gente convencê-lo. Mas não é o desejo dele. Eu tenho trabalhado no partido para que o Moro fique com toda estratégia, estrutura, e a gente vai fazer agendas grandes com ele agora, por todo o território nacional, para que ele tenha o status de presidenciável sempre preservado", afirma o deputado Junior Bozzella (União Brasil-SP).

"Porque se amanhã ele sair a qualquer candidatura que não a de presidente, ele seja realmente um excelente puxador de voto, seja no Senado, com o Rodrigo [Garcia], para servir ao palanque do Bivar, seja para ser um candidato a governador, seja para ser um deputado federal com 3 milhões de votos", acrescentou.

"Mas o Moro considera também não ser candidato a nada e apoiar o projeto do Bivar", diz.
Após retornar de uma temporada nos Estados Unidos, Sergio Moro se filiou ao Podemos em novembro do ano passado, com a intenção de disputar a presidência da República. A permanência no partido, no entanto, durou pouco.

O ex-juiz decidiu migrar para a União Brasil, às vésperas do fechamento da janela partidária, que foi o período de um mês em que os parlamentares puderam trocar de legenda sem risco de perder o mandato por infidelidade.

Na ocasião, disse que abria mão momentaneamente de se lançar candidato ao Planalto, mas pouco depois começou a articular novamente em favor de seu nome, desagradando caciques do partido. A cúpula da União Brasil então decidiu lançar Bivar, movimento que pode enterrar de vez o pleito do ex-juiz.

Fonte: Folhapress

O ex-presidente Michel Temer (MDB) tem dito que não vai se manter neutro em caso de segundo turno entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Concretizado esse cenário, ele deverá declarar apoio ao atual presidente.

29b1ddb3238c8679655bd1bae5fcdb47Foto: Beto Barata/PR

Temer tem apontado dois motivos para isso. O principal é que Lula e o PT já prometeram desfazer algumas das principais medidas aprovadas no governo do ex-presidente, que ele considera serem parte fundamental de seu legado, como o teto de gastos e a reforma trabalhista.

Além disso, os petistas seguem chamando o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de "golpe" seis anos depois, algo que incomoda bastante o emedebista.

Embora tenha críticas ao atual presidente, Temer tem tido boa interlocução com ele. No ano passado, ajudou a intermediar uma trégua entre Bolsonaro e o STF.

Na última sexta (22), no entanto, não teve o mesmo sucesso ao sugerir ao presidente que revogasse o decreto que concedeu perdão ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).
Com a dificuldade das forças de "centro" para construir uma alternativa viável, Temer tem recebido sondagens para que encarne uma candidatura com esse perfil em outubro.

Ele tem dito que não considera a hipótese e que vê as sugestões como um reconhecimento sobre sua gestão.

Em abril, ao participar de debate na Brazil Conference, conferência organizada por acadêmicos brasileiros na região de Boston (EUA), uma enquete on-line perguntou se as pessoas sentiam saudade da gestão dele. Cerca de 80% disseram que sim.

 

Fonte: Fábio Zanini
São Paulo, SP (FOLHAPRESS)