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O ex-ministro Sergio Moro investiu no discurso lava-jatista durante o segundo dia de visita à Paraíba. O pré-candidato do Podemos à Presidência cumpre agendas na região metropolitana de João Pessoa nesta sexta-feira (7).

a10c31b04d0ff9abac15974191b7c68aFoto Isac Nobrega/PR

Durante entrevista a uma rádio local, Moro criticou o STF (Supremo Tribunal Federal) pelas decisões que anularam as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato. Além disso, o ex-juiz negou que tenha sido parcial contra o petista nos julgamentos.

"Infelizmente, alguns tribunais, inclusive o STF, parte dele, têm anulado condenações, não dizendo, porque eles não conseguem, que as pessoas são inocentes, mas dizendo que não podiam ter sido julgados em Curitiba e que o juiz tinha animosidade em relação ao acusado. Fiz meu trabalho aplicando a lei", afirmou.

"A anulação da condenação do ex-presidente Lula foi um baita erro Judiciário", disse.

Apesar das críticas às decisões, Moro disse que respeita o STF como instituição e teceu elogios ao presidente da corte, ministro Luiz Fux, de quem é próximo.

"Tenho grande respeito pelo STF como instituição. O presidente do Supremo é uma grande personalidade e tem um sério compromisso no combate à corrupção."

Na entrevista, o ex-juiz também defendeu a criação de uma corte específica para julgar casos de corrupção no Brasil com juízes específicos para atuar junto a esse tipo de caso. Em paralelo, Moro reafirmou a defesa do fim do foro privilegiado para políticos.

"Com o fim do foro privilegiado, um governante que fizer algo errado vai ser julgado igual a outra pessoa. Também defendo a criação de uma corte nacional anticorrupção. Vamos criar um tribunal específico usando juízes selecionados com vocação e passado ilibado para romper essa tradição de impunidade com a corrupção", disse.

O ex-magistrado afirmou que quem coordenará o grupo de juristas para elaborar suas propostas de Reforma do Judiciário é o professor de direito constitucional Joaquim Falcão, membro da ABL (Academia Brasileira de Letras).

Outra promessa de Sergio Moro é o fim da reeleição para cargos de executivo. Ele disse que o veto à medida deve ser implantado no Brasil em 2023, primeiro ano do mandato de quem for eleito em outubro.

Moro chegou à Paraíba na quinta-feira (6). No Aeroporto de João Pessoa, onde desembarcou, ele foi xingado por um grupo de pessoas que gritava as expressões "traíra" e "juiz ladrão".

Em entrevista a uma rádio de Pernambuco nesta quinta, Moro foi questionado sobre as manifestações contra ele e levantou a possibilidade de que essas pessoas tenham sido financiadas para xingá-lo na chegada à Paraíba.

"Nesse tempo de internet, pega lá duas pessoas que ainda provavelmente foram pagas e fazem lá uma gritaria. Cheguei lá no aeroporto e tinha uma multidão favorável, elogiando, pedindo para tirar foto. Onde estou indo as pessoas pedem para tirar foto, selfie, tem sido uma receptividade enorme".

Na quinta, em reunião com empresários, Sergio Moro disse que foi traído pelo presidente Jair Bolsonaro. A fala se deu durante um encontro em Campina Grande, segunda maior cidade paraibana.

Em entrevista nesta quinta-feira, o ex-juiz ainda declarou que tem orgulho de ter entrado e de ter saído do governo Bolsonaro.

Nesta sexta, Moro dedicou a manhã e o início da tarde a conceder entrevistas a emissoras de rádio locais. Além disso, tem reuniões com aliados políticos. Ele segue em João Pessoa até este sábado (8).

Na Paraíba, o principal articulador de Sergio Moro é o deputado federal Julian Lemos (PSL), ex-apoiador do presidente Jair Bolsonaro. No estado, o Podemos procura um palanque para Sergio Moro. Isso porque as principais forças políticas locais estão vinculadas a outros postulantes do Palácio do Planalto.

O governador João Azevêdo, mesmo sendo filiado ao Cidadania, flerta com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e poderá voltar ao PSB. O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), pré-candidato ao governo da Paraíba, apoia o governador de São Paulo, João Doria, na disputa pela Presidência.

Sergio Moro ainda deverá fazer visitas a Ceará e Sergipe nos próximos meses. No Ceará, a principal figura do Podemos é o senador Eduardo Girão, eleito na onda bolsonarista de 2018 e um dos principais defensores do governo na CPI da Covid no Senado. Já em Sergipe, Moro deverá circular com o senador Alessandro Vieira, pré-candidato do Cidadania à Presidência.

Fonte: Folhapress

A vereadora de Teresina, Fernanda Gomes (Solidariedade ), será candidata a deputada federal nas eleições de 2022. A informação foi confirmada pelo pai da parlamentar e presidente estadual do partido, o deputado Evaldo Gomes, nesta terça-feira (03).

05fc3afb86601723d452d146eda90400Foto: Roberta Aline/ Cidade Verde

Fernanda Gomes tem 23 anos e exerce o primeiro mandato na Câmara Municipal de Teresina, após ser eleita em 2020. Na época, a parlamentar alcançou mais de 6 mil votos, sendo a terceira mais votada e desbancando outros nomes tradicionais que buscavam a reeleição no Legislativo Municipal.

Em entrevista, Evaldo Gomes, que tem dito que o partido poderá eleger um deputado federal com 50 mil votos, afirmou que a vereadora reforçará a chapa do grupo.

O deputado negou também que a candidatura de Fernanda Gomes possa vir a provocar “ciúmes” em outros pré-candidatos, visto o parentesco. Segundo ele, a decisão pelo lançamento do nome da vereadora foi tomada em consenso com os membros do Solidariedade.

“Todos são favoráveis, sim, a candidatura da Fernanda e buscamos mais nomes para formar a chapa”, pontuou.

Ainda para reforçar o time, o Solidariedade poderá receber mais dois nomes, sendo um o ex-deputado Paes Landim e o outro o jornalista Hilder Monção. Além disso, a sigla também mira em nomes que podem deixar o PL, como a deputada Marina Santos e o ex-deputado Maia Filho, o Mainha.

“A gente pretende conversar com pessoas que foram deputados federais, temos, infelizmente, o PL que se organizou muito bem no início por ser o partido Bolsonaro e ser um grupo que está ao lado presidente Lula e governador Wellington Dias terão dificuldades. Então, estamos abrindo portas para dialogar”, pontuou.

 

Fonte:cidadeverde.com

Cofundador do Partido Novo, o ex-presidenciável João Amoêdo admite: "Sou pessimista". Não acredita que a terceira via vá encorpar até a eleição.

d8a38f720fd38188f9cc994211b48083Foto: Divulgação/Novo

Se o pleito de 2022 ficar entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), e para ele tudo indica que ficará, vai fazer algo inédito em sua vida: votar nulo. "Não gosto da ideia", diz à reportagem em entrevista por videoconferência. Mas "votar em qualquer um dos dois não é justificável".

O ex-banqueiro diz que não se arrepende de ter votado em Bolsonaro no segundo turno de 2018, dado "o quadro que tinha" à época. Hoje não tem dúvidas: ele deveria ser destituído do cargo. Insistir na terceira via em vez de pressionar pelo impeachment foi um erro estratégico, em sua opinião.

Amoêdo se define hoje como um "filiado passivo" do partido que ajudou a tirar do papel em 2015. Conta que pediu para voltar à direção do Novo há três meses, mas foi vetado. Com rachas internos e identidade dúbia, a legenda, "em alguns aspectos, tem deixado a desejar", segundo sua face mais pública.

Pergunta - O sr. disse, em março de 2020, que não se arrependia de ter votado em Bolsonaro. Mantém a resposta?
João Amoêdo - Se você me disser, 'ele foi pior do que imaginava?' Imaginava um presidente muito ruim. Conseguiu ser pior. Não fez nada do que precisava fazer e ainda desfez coisas que estavam feitas. Agora, naquele momento, com o quadro que eu tinha, aquela era a opção a ser tomada. Mas se você me perguntar, 'votará no Bolsonaro novamente?' De jeito nenhum.

FHC disse que sentia "mal-estar" por não ter votado em Fernando Haddad (PT) contra Bolsonaro em 2018. Hoje, num eventual segundo turno entre o presidente e Lula, vota como?
JA - Em nenhum dos dois. Em 2018, optei por Bolsonaro porque tinha aquela promessa toda de governo liberal. Eu tinha muita desconfiança porque ele nunca fez isso [enquanto deputado]. Tem até um vídeo meu dizendo: muita gente estava votando [no Bolsonaro] achando que significaria a derrota do PT. Se fosse um governo ruim, o risco seria o contrário. O PT voltar e ainda mais forte, que é exatamente o que está acontecendo, né?

O voto nulo é melhor do que escolher o que, para o sr., seria o mal menor?
JA - Nunca votei nulo, não gosto da ideia. Mas o duro, especialmente como agente político, é você depois ter que justificar o que não é justificável. Votar em qualquer um dos dois não é justificável.

Geraldo Alckmin como vice de Lula é uma aliança que faz sentido para o sr.?
JA - Acho muito estranho, os dois foram competidores. Em tese, o Alckmin sempre vendeu uma linha ideológica diferente da do PT. Acho que esse processo não faz muito sentido.

É possível uma frente ampla de verdade, como vimos na Hungria?
JA - Que una esquerda e direita? Tenho dificuldades de ver isso basicamente porque Lula, na minha avaliação, foi uma pessoa que atentou contra a democracia quando fez compra de votos através do mensalão, quando implementou a questão do petrolão. Um líder que atuava no nicho democrático e, por vias escusas, fez um sistema contrário às decisões democráticas. Da mesma forma como vejo no Bolsonaro um ataque às instituições. Esses mecanismos usados pelo PT também, no meu entender, tiveram o mesmo objetivo.

Acha que são riscos equivalentes, Lula e Bolsonaro?
JA - Difícil dizer. Como existe predisposição dos dois, e já fizeram isso em situações anteriores"¦ Ao referendar uma nova candidatura pro Lula, a gente está dando carta-branca para ele. E desde 2020 tenho defendido o impeachment de Bolsonaro. O fato de não termos avançado nessa pauta, acho que a gente deixou exemplo ruim. Se um presidente fez tudo o que Bolsonaro fez [e continua no cargo], que sinalização damos?

As instituições, sob o PT, não foram atacadas como estamos vendo agora. Por que os vê como ameaças iguais à democracia?
JA - Acho que não foram tão atacadas quanto foram agora, mas tinha um projeto de poder que poderia levar, num segundo momento, a isso. Elas foram, em alguns casos, um pouco aparelhadas. Vimos isso nas estatais. E acho que poderia haver um processo de permanência no poder que levasse, com o tempo, a que elas fossem mais avariadas. Quando você tem um candidato [Lula] que diz que pretende fazer regulamentação da mídia, acho uma sinalização muito ruim.
Sergio Moro (Podemos) tem se mostrado, até aqui, o nome mais competitivo da terceira via. Moro é uma pessoa séria, bem-intencionada, mas claramente ainda é um projeto em construção. De fato, nas pesquisas é o que tem mais chance, mas Lula está bastante isolado, mesmo Bolsonaro está distante. Para poder crescer, Moro vai ter que responder algumas perguntas. Quais alianças fará, quais propostas tem e como pretende executá-las.

E o sr. tem um preferido da terceira via?
JA - O que a gente vê, infelizmente, são as pessoas sempre escolhendo um candidato para derrotar o anterior. Hoje não vislumbro um nome com projeto pronto, mas vamos ver o que Moro terá a apresentar.

O sr. não parece muito otimista.
JA - Eu sou pessimista. Sempre tive a tese de que, apesar de ser difícil, o impeachment deveria ter sido o foco fundamental. Primeiro porque obviamente era devido, Bolsonaro merece pagar por tudo o que fez. A sociedade ficou muito tempo na tal da terceira via, não deu o peso que acho que deveria ter dado ao impeachment. Sei que é difícil, com um presidente da Câmara que apoia o presidente, mas deveria ter pressionado. Então não sou muito otimista, não. Claro que sempre pode acontecer um evento inesperado, mas não me parece muito provável.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, era um fiador do governo Bolsonaro entre liberais. Ainda é?
JA - De jeito nenhum. Guedes tinha um discurso muito bom, mas ele ficou no discurso. Teve a reforma da Previdência. Reforma administrativa não fez, privatização não fez, abertura da economia também não aconteceu, a reforma tributária foi deixada de lado. Ele, que era para ser referência, o tal do posto Ipiranga, passou a ser o contrário. A ter uma postura parecida com Bolsonaro, fez várias declarações absurdas. Um desserviço à tese do liberalismo. "

Os rachas internos, a saída de Christian Lohbauer, que foi seu vice em 2018... O que está acontecendo no Novo?
JA - Deixei a gestão do partido em 2020. Eu estava totalmente fora da gestão. Agora, pelo fato de ter sido [presidenciável], acabei ganhando alguma visibilidade, um crescimento grande nas mídias sociais. A partir de 2020, passei a fazer oposição firme ao Bolsonaro, por todos os ataques ao Estado de Direito.
Alguns quadros do Novo, dada a força que Bolsonaro tem nas redes, ficaram incomodados com isso. O partido como instituição ficou dividido entre ter uma pessoa que não fala pelo partido –mas muitas vezes me veem como se eu falasse– e seguir a agenda de alguns candidatos. Enfraqueceu-se porque não tomou posicionamento desde o início. Mesmo quando tomou, de mais recentemente se colocar a favor do impeachment, deixou os mandatários para não necessariamente seguirem essa orientação. Para filiados, formadores de opinião, imprensa, ficou uma coisa dúbia. A identidade não fica clara.

Em março, o sr. disse que pretendia continuar no Novo enquanto ele se mantivesse fiel aos princípios. Está se mantendo?
JA - Continuo como filiado. Agora, acho que em alguns aspectos tem deixado a desejar. O problema maior que vejo: não estamos na política para fazer exatamente o mesmo que os outros partidos. Estamos lá para ter coerência. Muitas vezes o partido busca soluções de curto prazo. Por exemplo, começa a discutir coligações em Minas. Mas como elas serão feitas? Em cima dos valores do partido ou com base no cálculo eleitoral?

Mesmo com críticas claras ao Novo, o sr. permanece nele. Qual seu papel ali hoje?
JA - Até me ofereci, uns três meses atrás, para voltar à direção do partido. Fiz uma carta dizendo, "olha, a gente está perdendo muitos filiados, acho que não está havendo uma construção do Novo como deveria haver". Não fui aceito.
Agora tenho que deixar claro que o que acontece no Novo hoje não é responsabilidade minha. Não tenho nenhuma ingerência. Ideia do partido sempre foi, "nós vamos crescer com a marca se fortalecendo, se fizermos caminho inverso, de deixar a marca para ter crescimento, não teremos uma coisa nem outra".
Hoje diria que sou filiado passivo no processo. Preciso me desvincilhar da narrativa falsa de que mando [na legenda] para que as pessoas possam assumir suas responsabilidades. Vamos ver como a coisa evolui.

Vou usar metáfora bolsonarista: casamento em crise. Não pensa no divórcio?
JA - Não tenho nenhuma pretensão de sair. Esse casamento deu um trabalho danado, foram dez anos para convencer a noiva a ir para a igreja [ri]. Continuo vendo o Novo como opção única para mudar o quadro político no Brasil.

Fonte: Folhapress

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse, em entrevista ao vivo ao jornal Valor Econômico, que tem identificação muito maior com o presidente Jair Bolsonaro do que tinha com petistas. Antes aliado do PT no Nordeste, Ciro apoiou Fernando Haddad no segundo turno de 2018, mas foi nomeado ministro neste ano para melhorar a articulação do governo Bolsonaro com o Senado e o Centrão.

eb79a35c54f40d262baab2990b831871Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

"Tenho mil vezes mais identificação com o que pensa o presidente Jair Bolsonaro do que eu tinha com o PT. Estou muito mais leve e feliz de estar ao lado de um homem como Bolsonaro e estarei com ele em quantas eleições ele queira disputar", garantiu Nogueira

O ministro-chefe da Casa Civil também disse que recuperação econômica ganhará tração com ajuda do Auxílio Brasil de R$ 400 e, com isso, o cenário eleitoral será "totalmente diferente" até maio. "De acordo com pesquisas que eu tive acesso, 36% da população que não vota no Bolsonaro disse que votaria se a inflação cair e o emprego aumentar. Esses dois índices são claros que vão acontecer. Até maio o País estará na recuperação econômica e o cenário eleitoral estará completamente diferente da pesquisa", disse o ministro na entrevista Valor. "O presidente tem o que mostrar e teremos tempo de televisão para mostrar", ressaltou.

Ciro Nogueira também afirmou que o PT não deve ganhar as eleições na maioria dos Estados do Nordeste, onde o partido é forte, e que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, está "mais do que convencido" a disputar o governo de São Paulo.

Reformas

Durante a entrevista, o ministro-chefe da Casa Civil ainda fez uma cobrança pública para a tramitação da reforma tributária, paralisada no Senado, mas reconheceu as dificuldades de dar andamento à pauta em ano eleitoral. "Agora, é só a força popular As pessoas vão ter que explicar porque isso não está andando".

Fonte: Estadão Conteúdo