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O vereador Gilberto Paixão (PT) foi mais um vereador da Câmara Municipal de Teresina que não digeriu as declarações de Edson Melo (PSDB) a respeito dos companheiros de parlamento que estão na oposição. Para Paixão, o tucano mostrou o quanto é “prepotente e arrogante”.

vereador gilberto paixaoVereador Gilberto Paixão.(Imagem: Lucas Dias/GP1)

“Eu vejo isso como um sinal de desespero do Firmino e do blocão que está com ele, Eles esquecem que quem dá vitória em eleição é o povo e não um blocão. Outra coisa, o povo está insatisfeito e vai mostrar que vai ter segundo turno e será com o Amadeu Campos, que está em ascendência. O vereador Edson Melo mostra o quanto é prepotente e arrogante quando faz uma afirmação dessas passando por cima do povo”, disparou Paixão.

O impasse começou depois que o vereador Edson Melo afirmou que todos os vereadores da oposição na Câmara Municipal já tinham admitido, internamente, a vitória de Firmino Filho ainda no primeiro turno. Ele reforçou a fala dizendo que os oposicionistas só falavam ao contrário para a imprensa.

O tucano ainda revelou que havia apostado com o também vereador Edvan Silva (PTC) uma importância em dinheiro na vitória do prefeito Firmino Filho.

 

Fonte:GP1

Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff defendem que ela faça um discurso "duro" e "firme" no Senado nesta segunda-feira (29), quando vai ao plenário para se defender no julgamento final do processo do impeachment.

2177dd8258596dadbbf5e3d002d4cf1fAmanhã, Dilma prestará depoimento. Esta é a primeira vez que ela irá ao Congresso desde que foi afastada do cargo.(Imagem:Divulgação)

Para senadores ouvidos pelo G1 e para o advogado de defesa, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, Dilma deve, além de enfatizar que não cometeu crime, não cair em eventuais provocações de adversários.

No entanto, os aliados da petista divergem sobre o uso dos termos "golpe" ou "golpista" no pronunciamento, com previsão de duração de 30 minutos, prorrogáveis por período indeterminado a critério do presidente da sessão, ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O depoimento de Dilma é esperado como um dos principais atos do julgamento do impeachment. Esta vai ser a primeira vez que ela irá ao Congresso desde que foi afastada da Presidência da República, em maio.

A sessão está prevista para começar às 9h. Após o pronunciamento, Dilma receberá perguntas formuladas pela acusação, pela defesa e por senadores e poderá responder se quiser. Assessores e aliados dizem que a disposição dela é responder.

Segundo a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ministra e amiga pessoal de Dilma, senadores contrários ao impeachment vão se reunir com a presidente afastada no fim de semana para definir a estratégia a ser usada na segunda-feira.

Um dos que defendem o tom mais “duro” no discurso de Dilma, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avaliou que a presidente afastada precisa resistir e não cair em possíveis “provocações” de parlamentares favoráveis ao impeachment.

Ele disse também acreditar que Dilma não deve “elevar o tom”, fazer acusações contra senadores, apontar eventuais envolvimento deles em casos de corrupção ou chamá-los de “golpistas”.

Ex-ministro de Dilma, o senador Armando Monteiro Neto (PTB-AL), por sua vez, defendeu que a petista faça uma fala “firme” durante a sessão, “como é a característica” da presidente afastada.

“Ela tem que fazer uma fala firme e ser altiva. Evidentemente, se ela puder temperar sua fala com um toque mais humano, é sempre bom. E não me parece que ela está vindo aqui apontar o dedo aos senadores, chamá-los assim [golpistas]. […] Até porque não seria uma linguagem própria e não a ajudaria nesse contexto [de julgamento]”, declarou o G1.

Na mesma linha, o senador Jorge Viana (PT-AC) declarou que Dilma deverá “enfatizar” e “deixar claro” que não cometeu crime de responsabilidade.

“O depoimento dela será num tom de respeito ao Senado, mas procurando justiça, claro. Tem que ser o tom da verdade e certamente não vai sair disso”, disse. “A presidenta está sofrendo uma grande injustiça, ela tem, sim, direito à indignação, mas vai tratar com respeito os senadores”.

Sobre a ida de Dilma ao Senado, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defende que ela faça um discurso “com o coração” a fim de sensibilizar os senadores.

“Ela tem que falar com a razão, a alma e o coração. O melhor para o Brasil não é o impeachment. E, depois da volta dela, precisamos ter um clima de reconciliação nacional para haver um governo de unidade”, defendeu o peemedebista.

Divergência

Uma das principais aliadas de Dilma no Senado, Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), por outro lado, disse “discordar” dessa tese, pois acredita que a presidente afastada deve, sim, chamar de “golpistas” os senadores que defendem o impeachment. “Por que ela esconderia isso?”, indagou.

Para Vanessa Grazziotin, a sessão de segunda será um “debate muito forte” porque “todos os lados estão muito nervosos”.

“Se alguém no plenário elevar o tom contra ela [Dilma], algum senador, não será ela quem responderá. Seremos nós, no outro lado do plenário”, declarou. “Gente, alguém vai para o abatedouro como um cordeiro que é mansinho?”, indagou.

O advogado de Dilma no processo, José Eduardo Cardozo, disse ao G1 não saber o tom que Dilma usará em seu discurso, mas afirmou que “certamente será de uma chefe de Estado acusada injustamente”.

“Dilma fará uma contextualização política sobre o assunto e abordará os aspectos que considera mais descabidos nas acusações contra ela. Eu usei o termo ‘golpista’ o tempo inteiro, por escrito e nas minhas falas, assim como vários juristas de todo mundo têm utilizado, e não vejo por que ela não fazê-lo [chamar senadores de golpistas]”, afirmou o ex-ministro da Justiça.

Lula

Na segunda, Dilma contará com uma estrutura especial no Senado. Além de parte do gabinete do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi colocada à disposição dela a tribuna de honra do plenário, onde poderão ser acomodados ex-ministros e auxiliares.

Ela vai ter a presença de seu mentor político e antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lista de pessoas que vão acompanhar Dilma na sessão tem ainda 18 ex-ministros – como Jaques Wagner (Casa Civil) e Aloizio Mercadante (Educação) –, presidentes de partidos – entre eles Rui Falcão (PT) e Carlos Lupi (PDT) – e assessores que a acompanham no Palácio da Alvorada.

Fonte: G1

A senadora piauiense Regina Sousa (PT) comentou a ação da Polícia Federal em indiciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Além deles, outras três pessoas também foram indiciadas nesta sexta-feira (26).

A parlamentar declarou que Lula foi indiciado hoje, porque o ex-presidente disse que acompanharia Dilma Rousseff na segunda-feira (29), quando a presidente afastada fará sua defesa na etapa final do processo de impeachment, no Senado. Afirmou ainda que o desentendimento entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, "era teatro".

senadora regina sousaSenadora Regina Sousa.(Imagem:Lucas Dias/GP1)
“Tudo certo, né? Polícia Federal indicia Lula e Moro devolve o passaporte da mulher do Cunha, pra bichinha ir ali em Miami, comprar um vestido hoje novo. Não falei que a briga entre Gilmar Mendes e Moro era teatro? Indiciaram Lula hoje porque ele disse que viria com Dilma ao Senado segunda. Já pensou o constrangimento dos que viviam babando os dois?”, declarou a política.

 

Fonte:GP1

7e815c2bf6331ab99592e90878d03628Dilma não teve capacidade de virar um voto, diz Heráclito.(Imagem:Divulgação)

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB) culpou a própria presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pelo seu impeachment. Para o parlamentar, Dilma não mantinha um bom relacionamento com o Congresso Nacional.

 

"A Dilma em 3 meses de governo saiu de uma maioria de 300 e tantos deputados que o apoiavam para 110. A culpa é dela. Faça um levantamento de quantos parlamentares ela recebeu. A Dilma não teve capacidade de virar um voto durante esse período. Só perdeu", disse durante entrevista à TV Cidade Verde.

Segundo Heráclito, um presidente não pode virar as costas para o Legislativo e o Judiciário. "Esse é um processo que veio crescendo. Em regime democrático você não pode subestimar o poder Legislativo e o Judiciário", declarou, mencionando o agravante das pedaladas fiscais.

"A pedalada é grave. Se no passado houve, não podemos repetir o passado. O que não pode é o povo pagar o preço", acrescentou.

Ainda de acordo com o deputado, logo após o impeachment o país precisa parar e discutir seus rumos. "O Brasil está tão cansado que vai se fazer tudo para dar certo. No dia seguinte, você tem que sentar e discutir, já que há uma maioria sólida", completou.

 

Fonte:cidadeverde.com

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