Ao prestar o juramento presidencial perante o presidente da Suprema Corte americana, Donald J. Trump se tornou oficialmente o 45º presidente dos Estados Unidos na tarde desta sexta-feira(20), sucedendo Barack Obama. O republicano usou na cerimônia a mesma Bíblia usada na posse de Abraham Lincoln e também uma que ganhou de sua mãe, em 1955.

decb883408faaefce9d56f0ba330c7b1Donald Trump toma posse como novo presidente dos Estados Unidos.(Imagem:Divulgação)
Em seu discurso de posse, Trump diz que a cerimônia de posse tinha um significado especial, pois está transferindo o poder de Washington e o levando de volta ao povo. Por muito tempo, um grupo pequeno na capital dominou as decisões e o poder, e a população não foi beneficiada, afirmou. "O povo vai governar esta nação novamente", prometeu.
Veja alguns destaques da fala de Trump:

"O povo vai governar esta nação novamente"
"Juntos, vamos determinar o curso da América e do mundo por muitos, muitos anos para vir. Vamos enfrentar desafios. Vamos enfrentar dificuldades. Mas vamos fazer o trabalho."

Trump disse que as vitórias dos poderosos no passado não foram as vitórias do povo. "Havia pouco para ser celebrado pelas famílias pelo nosso país. Isso tudo muda, começando aqui e agora. Porque este momento é o momento de vocês, pertence a vocês", discursou.
"O que realmente importa não é que partido controla o governo, mas se o governo é controlado pelo povo", diz Trump. "Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos. Todos estão ouvindo vocês agora".

O novo presidente afirmou que os EUA defenderam as fronteiras de outros países com seus militares, e se recusou a proteger as suas próprias, além de ter gastado bilhões de dólares no exterior, enquanto havia muitos problemas internos.

Voltou também a falar sobre as fábricas que fecharam no país, sem pensar nos milhões de trabalhadores americanos que foram deixados para trás.
Em partes da fala, o novo presidente assumia um tom de campanha, dizendo que gerará empregos, construirá estradas e viadutos. "Quando a América está unida, nada pode pará-la!", defendeu. Para encerrar, Trump repetiu o slogan de sua campanha, "Make America great again" ("tornar a América grande novamente").

Trump foi eleito em 8 de novembro de 2016, quando conquistou a maioria do colégio eleitoral, embora sua adversária, a democrata Hillary Clinton, tenha tido mais votos populares. O resultado final contrariou pesquisas, surpreendeu analistas e a imprensa norte-americana, que até o começo da apuração dava como praticamente certa a vitória de Hillary.

"Estou aqui hoje para honrar nossas democracia e nossos valores duradouros. Nunca deixarei de acreditar no nosso país e seu futuro", disse Hillary por meio do Twitter.Com um discurso direto e muitas vezes agressivo, Trump foi um dos mais polêmicos candidatos à Casa Branca e se envolveu em discussões com diversos grupos e indivíduos ao longo de quase um ano de campanha. Ainda assim, derrotou outros 14 pré-candidatos de seu partido na disputa pela vaga para concorrer à presidência.

Votado por 47,01% dos eleitores, Donald Trump terá que encarar a divisão – e uma enorme desconfiança – da população desde o início de seu mandato. Segundo levantamento da CNN, ele assume o cargo com uma taxa de popularidade de apenas 40%, menos do que a metade da de seu antecessor, Barack Obama, que se tornou presidente com um índice de 84%. Além disso, ele também é menos popular do que George W. Bush e Bill Clinton, segundo a mesma pesquisa.

Seguindo o tom da época de campanha, Trump desdenhou desses números dias antes da posse, expressando-se através de seu perfil no Twitter: "As mesmas pessoas que fizeram as falsas pesquisas eleitorais, e estavam tão erradas, estão agora fazendo pesquisas de taxa de aprovação. Eles estão sendo parciais como antes", reclamou.
Dia de posse

O ainda presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a sexta-feira participando de uma cerimônia religiosa em uma igreja em frente à Casa Branca.
Depois foi com sua esposa, Melania, para se reunir com Barack e Michelle Obama antes de todos partirem ao Capitólio para a cerimônia de posse do magnata.

Obama e a primeira-dama Michelle cumprimentaram o bilionário líder de campanha republicano e sua esposa Melania na escadaria da mansão presidencial.

"Senhor Presidente eleito", como vai? Obama perguntou. Os dois casais se dirigiram ao tradicional chá com seus vice-presidentes e líderes do Congresso. Antes disso, um presente da nova primeira-dama gerou comoção. Após um abraço, Melania presenteou Michelle com uma grande caixa da joalheria Tiffany's.

Sob os olhares de todos, Michelle pareceu perplexa, sem saber onde colocar o presente surpresa, enquanto os quatro posavam para uma fotografia. Nenhum dos fuzileiros que estavam de pé ao lado deles foi autorizado pelo protocolo a quebrar sua saudação para segurar a caixa, e o problema só foi resolvido quando Obama entrou na Casa Branca para deixar o misterioso presente.

Protestos
Enquanto tudo ocorria dentro do previsto na formalidade de posse, manifestantes vestidos de preto quebraram vidros de lojas e janelas de carros durante uma marcha de protesto contra a posse de Trump, em Washington. Uma filial da rede Starbucks, uma do McCafe e uma agência do Bank of America foram vandalizadas alvo dos manifestantes, segundo testemunhas. Houve correria e a polícia utilizou spray de pimenta para dispersar o grupo.

Fonte: G1

Com a corrida pela presidência da Câmara e a proximidade da eleição interna, os partidos iniciaram uma disputa pelos cargos da Mesa Diretora e o pragmatismo passou a dominar a busca por alianças políticas na Casa.

camaraPlenário da Câmara dos Deputados, durante sessão no ano passado (Foto: Bernardo Caram/G1)
A eleição para presidente da Câmara está marcada para 2 de fevereiro e estão em jogo, ao todo, 11 cargos no comando da Casa. Os cargos deverão ser ocupados pelos próximos dois anos e a função dos deputados indicados é tocar o dia a dia da Câmara política e administrativamente.
Opositor ao governo Michel Temer e ministro das Comunicações na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, André Figueiredo (PDT-CE), por exemplo, é pré-candidato e ainda tenta convencer PT e PCdoB, também da oposição, a apoiá-lo. Parte das bancadas, porém, estuda apoiar a possível candidatura à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado do Palácio do Planalto e que votou a favor do impeachment de Dilma no ano passado.
A articulação já gerou críticas de aliados do PT. Ministro da Integração Nacional no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes (PDT-CE), por exemplo, postou no Facebook nesta semana que "não quer acreditar" que o PT apoiará Rodrigo Maia:
"Sendo verdade, perderam completamente a noção de país, de nação e de interesse público. Trocar o restinho de respeitabilidade por um carguinho e suas mordomias seria nada menos do que traição".
Na mesma linha, o próprio André Figueiredo chegou a dizer que, para ele, é uma "grande incoerência" partidos que fazem oposição ao Palácio do Planalto apoiarem um aliado de Michel Temer.
Para o novo líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), contudo, as conversas da legenda com Rodrigo Maia não significam precisamente um "problema". Ele ressaltou ao G1 que o PT já teve presidentes da Câmara que receberam votos de siglas adversárias.
Na avaliação do deputado, é "importante" o PT garantir espaço na nova Mesa Diretora, até mesmo para ter mais força como oposição a Temer.
"Estamos vivendo uma situação política radicalizada. Para exercermos nossa força de oposição, temos que ter nosso espaço político representado".
Nesta semana, Zarattini esteve no ato de lançamento da candidatura de Jovair Arantes (PTB-GO) à presidência da Câmara. Jovair foi o relator do impeachment de Dilma na Câmara e recomendou o prosseguimento do processo por considerar que ela havia cometido crime de responsabilidade.
No caso do PCdoB, o partido também estuda apoiar a possível candidatura de Rodrigo Maia. A decisão, contudo, só deverá ser tomada no próximo dia 17 (assim como no caso do PT). O líder do partido, Daniel Almeida (BA), disse ao G1 que Maia é o candidato com maior chance de harmonizar a Casa.
Ele afirmou, ainda, que vai buscar formar aliança com siglas que tenham tamanhos semelhantes de bancada, independentemente da posição política. Os blocos podem ser desfeitos após a eleição.
PSOL critica

ivan valente em entrevista coletivaDeputado Ivan Valente (PSOL-SP), durante entrevista coletiva na Câmara (Foto: Nathalia Passarinho/G1)
Também oposição ao governo de Michel Temer, o PSOL, que não integrava a base de Dilma, mas votou contra o impeachment, critica a aproximação de legendas com ideologias distintas em troca de apoio mútuo, segundo o líder, Ivan Valente (SP).
"Eu sou contrário [a esse tipo de aliança]. Acho que os partidos, particularmente o PT, que era do governo, e também outros que apoiavam a Dilma [Rousseff], o que não era o nosso caso, ao apoiarem a candidatura de quem ajudou a fazer essa ruptura institucional [impeachment], me parece que confunde bastante não só a sociedade civil, mas a sua própria militância. Acho que não vale a pena, em nome de cargos, de pequenos espaços, perder a identidade", afirmou.
Para Ivan Valente, este é o momento de os partidos de oposição, como o PT, reafirmarem o posicionamento deles contra o governo Temer e às legendas que o sustentam no Congresso.
Centrão
Composto por partidos conservadores de centro-direita que apoiam o governo Temer, o Centrão também está dividido, isso porque há, pelo menos, dois deputados do bloco interessados em assumir a presidência da Câmara: Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO).
Parte das siglas do Centrão, porém, já articula nos bastidores não apoiar nenhum dos dois e, em busca de cargos na Mesa Diretora, negocia com outros deputados.
O PR, por exemplo, decidiu apoiar Rodrigo Maia, segundo afirmou ao G1 o líder do partido, Aelton Freitas (MG). "Não tem jeito de fazer omeletes sem quebrar ovos", disse o deputado, ao justificar a decisão de não apoiar um integrante do Centrão.
Oficialmente, Maia ainda não se disse candidato, mas já iniciou uma espécie de campanha informal e declarou que "caminha" para disputar a reeleição.

 

 

Fonte:G1

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (11), em sua primeira entrevista coletiva após a eleição, que vai ser "o maior produtor de empregos que Deus já criou".

208272ddd6415153d435032b6474cf4dTrump passa empresas aos filhos e diz que doará lucro.(Imagem:Divulgação)

Ele afirmou que nas últimas semanas esteve muito ativo trabalhando pelo governo, principalmente no setor econômico, e que haverá grandes notícias na próxima semana no setor automotivo, com a construção de uma grande fábrica. Disse também que é preciso reativar a indústria farmacêutica do país.

Trump afirmou que se a eleição não tivesse ocorrido como foi, muitas empresas não estariam voltando para os EUA e estariam construindo em outros países.

Segundo o presidente eleito, durante seu mandato, se as empresas quiserem se mudar dos EUA para o México e demitir seus funcionários em estados americanos, elas terão que pagar altos impostos para vender produtos nos EUA. Trump disse que há muitos estados no país e que as companhias podem se mudar dentro deles. "Eu não ligo, desde que seja dentro das fronteiras dos EUA." Para ele, se os políticos tivessem feito isso anos atrás, haveria milhões de empregos a mais no país atualmente.

Sobre sua proposta de fazer um muro na fronteira entre os EUA e México, ele reiterou: "Vamos construir o muro". Ele disse que não quer esperar por uma negociação com o México, que pode durar mais de um ano, para começar a construir, e voltou a afirmar que o país vizinho irá reembolsar os EUA pela construção. Ele disse ainda que respeita o governo e o povo do México.

Rússia

Questionado sobre uma possível ação hacker da Rússia nos EUA, Trump disse que os americanos sofrem ataques hackers de outros países também, incluindo a China. Ele disse que respeita o fato de o presidente russo Vladimir Putin ter se posicionado sobre o assunto. O magnata também foi questionado sobre uma possível ajuda de Putin para ser eleito. "Se Putin gosta de Donald Trump, eu considero isso como um ativo, não como um problema."

Ele disse também que a Rússia será tratada com muito mais respeito por parte dos EUA quando ele a governar do que quando outros governaram.
O magnata voltou a dizer que não tem ligações ou negócios na Rússia, nem empréstimos. "Poderíamos fazer negócios com a Rússia facilmente se eu quisesse", disse, acrescentando que optou por não seguir esse caminho por saber que seria questionado. Ele apresentou uma pilha de documentos que, segundo ele, apontam sua recusa em fazer negócios no país de Putin.

Antes do início da coletiva, um representante de Trump disse que a publicação de documentos que apontam que a Rússia tem informações comprometedoras sobre o magnata foi irresponsável, e uma "tentativa triste de conseguir cliques" por parte da imprensa americana.

O relatório que vazou nos EUA cita 'atividades sexuais pervertidas' e diz que presidente eleito recebia informações de espionagens do Kremlin. No Twitter, Trump afirmou que "notícias falsas" são uma "caça às bruxas política".

Na entrevista, Trump voltou a dizer que os documentos que vazaram são falsos e que foram encomendados por rivais seus.

Trump disse que os agentes de inteligência são "vitais e muito importantes", mas que o vazamento de relatórios secretos para a imprensa é ilegal. Ele afirmou que em 90 dias irá apresentar um grande relatório sobre como se defender de hackers.

Trump disse que está muito orgulhoso da equipe que vem formando e que quer estar cercado pelas melhores pessoas. Segundo ele, o país tem perdido muito recentemente. "Não fazemos mais bons negócios."

Questionado sobre o sistema de saúde dos EUA, o presidente eleito disse que o Obamacare - política de Obama para a área - é um "desastre completo e total", e que todos ficarão orgulhosos do que ele irá fazer com o cuidado de saúde no país. Ele disse que, assim que seu secretário de Saúde for aprovado, será apresentado um substituto para o Obamacare.

Empresas pessoais

Trump disse ainda que no fim de semana recebeu uma oferta de US$ 2 bilhões para fazer um negócio em Dubai e que a recusou. "Eu não precisaria ter recusado, porque como vocês sabem, eu não tenho conflitos de interesse por ser presidente. Mas eu não quero tomar vantagem de nada."

Sobre suas empresas, ele disse que seus dois filhos, Eric e Donald Jr., vão tocar os negócios nas organizações com seu nome durante seu período como presidente, e que eles não irão discutir suas decisões com ele.

Sheri Dillon, advogada de Trump, também falou sobre o afastamento dele de seus negócios pessoais durante a entrevista coletiva, afirmando que a medida vai causar considerável perda financeira, mas foi tomada para deixar claro que ele não está utilizando a presidência em benefício de seus negócios pessoais. Ela lembrou que a Constituição não requer que o presidente eleito faça nada em relação a seus negócios, mas que ele quer fazer mais do que o necessário.

Dillon disse que negócios com outros países não serão feitos pela empresa de Trump durante seu governo, e que negócios internos, dentro dos EUA, serão analisadas para evitar conflitos. Disse ainda que o magnata irá doar ao Tesouro americano lucros de seus hotéis.

No início de sua fala, Trump disse que parou de dar entrevistas coletivas porque estavam sendo publicadas notícias incorretas, mas agradeceu a presença dos jornalistas e das equipes de imprensa.

Antes de Trump, seu vice, Mike Pence, disse que Trump "fará a América grande novamente". Pence disse que sempre foi apoiador de uma imprensa livre, mas que para isso é preciso responsabilidade. Ele também criticou a publicação de documentos, segundo ele, falsos.

Trump vai tomar posse no dia 20 de janeiro.

Fonte: G1

Mais uma vez a vice-governadora Margarete Coelho (PP) assume o comando do Executivo Estadual, desta vez por conta da viagem internacional que Wellington Dias (PT) fará nos próximos dias.

Na sexta-feira, ele já deverá estar em Frankfurt, onde visita a sede do banco Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW). O governador do Piauí também irá a Portugal.

Nos dois casos, Dias está atrás de investimentos para o Estado, incluindo áreas de saneamento, mobilidade urbana e aviação.

margarete 5Wellington Dias e Margarete Coelho. (Imagem:Reprodução/Twitter)

 

Fonte:180 graus

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