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O fotógrafo suspeito de atirar em um policial civil durante uma discussão em um posto de combustíveis em Teresina foi solto. Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16), o juiz entendeu que Carlos André Gomes de Holanda deve responder em liberdade por lesão corporal e não tentativa de homicídio.

a9dddbf30ea6ce39ce7d85eef1dbde09Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Segundo Kamilla Abreu, advogada do suspeito, Carlos André aguarda ser liberado por ter pendências na identificação civil. “Ele perdeu os documentos e por ser natural de outro município (Guarulhos-SP), estamos resolvendo essa situação”, informou ao Cidadeverde.com.

Kamilla Abreu sustentou a tese de legítima defesa. Segundo ela, consta nos autos, que a confusão teria iniciado após o policial civil ter tentado sair da loja de conveniência do posto de combustíveis com um frasco de ketchup sem efetuar o pagamento.

"Meu cliente estava na loja sozinho. De repente, o policial entrou, pegou o frasco e estava de saída. Um funcionário o advertiu porque ele estava supostamente furtando. Daí começou a confusão quando meu cliente foi tentar sair e foi impedido pelo policial. Os dois saíram da loja e a vias de fato ocorreu no posto. Meu cliente atirou para conter o policial", alega a advogada.

Ela conta que o fotógrafo tentou imobilizar o policial, mas foi ameaçado com uma arma.

"Testemunhas contam que o policial puxou a arma e disse que ia atirar. Nisso, chegou um funcionário também. Meu cliente conseguiu tomar a arma e atirou pra impedir que ele atirasse nele e nas outras pessoas. Existiam nove cápsulas e ele só atirou uma vez", defende Abreu.

Denúncia de tortura

A advogada alega ainda que, ao ser levado para a Central de Flagrantes, Carlos André foi vítima de tortura em uma das celas.

"Quando eu aguardava o auto de prisão na Central, dois policiais civis não identificados entraram sorrateiramente na cela e o agrediram. Eu cheguei a ver os dois de costas. Meu cliente estava na posição fetal, passando mal com a boca sangrando muito. Lá na Central me disseram que os policiais que fizeram isso não eram de lá e nem eram PMs", acrescenta a advogada.

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Sobre a denúncia de tortura, Kamilla Abreu diz que acionou a corregedoria da Polícia Civil do Piauí e a Comissão de Tortura e Direitos Humanos da OAB-PI.

"Ele foi vítima de tortura. Já estava preso, humilhado. Ele foi espancado e ficou com o ombro, a parte frontal e boca machucados. Esperamos que as providências sejam tomadas. Se forem realmente policiais, que sejam punidos. Solicitamos algumas imagens da Central e se for comprovado que ele foi agredido e torturado vamos tomar as providências", disse Kamilla Abreu acrescentando que Carlos André não tinha antecedentes criminais.

"Ele nunca tinha pego numa arma. Sobre a questão das drogas, era pra uso pessoal", conclui a defesa.

A audiência de custódia vai decidir se Carlos André responde o processo em liberdade ou permanece preso.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública, através da Polícia Civil do Piauí, informou que já foram adotados todos os procedimentos legais para apuração da denúncia feita pelo suspeito de atirar no policial civil do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), na madrugada da última quarta-feira (15). A Polícia Civil informa que, tão logo foi tomado conhecimento do fato, imediatamente, foi solicitado e realizado o exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal de Teresina, assim como a instauração do inquérito na Corregedoria de Polícia", informou a nota.

 

Fonte:cidadeverde.com

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