Uma iniciativa pioneira uniu a comunidade acadêmica, a segurança pública e a comunidade surda em Floriano com um objetivo nobre: salvar vidas por meio da inclusão. Na manhã do dia 8 de setembro de 2026, o auditório da Secretaria Municipal de Educação de Floriano foi palco do evento "Atendimento Humanizado e Comunicação Acessível", que trouxe como tema central a "Comunicação que Salva".WhatsApp Image 2026 09 15 at 15.08.08A ação foi idealizada e organizada pelos acadêmicos do Curso de Educação Bilíngue de Surdos do PARFOR/Equidade, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O foco principal do treinamento foi o Corpo de Bombeiros de Floriano, que contou com a participação de cinco militares engajados em aprimorar o atendimento emergencial. A Polícia Militar também foi convidada para a formação, mas não pôde comparecer.

Roda de conversa e amparo legal

O encontro começou com uma roda de conversa dinâmica e interativa entre os bombeiros, acadêmicos e demais participantes. O debate girou em torno dos protocolos de atendimento à pessoa surda em situações de risco e emergência.
Durante a atividade, foram abordados temas fundamentais para a garantia de direitos e cidadania:
Base Legal da Inclusão: Discussões pautadas na Lei 10.436/2002 (Lei da Libras), no Decreto 5.626/2005 e na Lei 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão - LBI).
Setembro Amarelo: Uma reflexão sensível sobre a campanha de valorização da vida, destacando a extrema importância da escuta humanizada e do acolhimento qualificado.

Prática com a comunidade surda

O grande destaque do evento foi a imersão prática na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Fábio e Juliana, representantes da comunidade surda de Floriano, conduziram as dinâmicas de ensino dos sinais diretamente com os militares. Na oportunidade, os bombeiros aprenderam a identificar se a pessoa socorrida é surda e como estabelecer uma comunicação eficiente em ocorrências onde a fala não é possível.
A formação contou com o apoio estratégico da Coordenadora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), Eliene Guimarães, que desempenhou um papel fundamental no diálogo sobre a construção de uma sociedade mais inclusiva.

Trabalho em equipe e cidadania

A atividade foi coordenada pela Profa. Antônia Delcimar Azevedo, com a orientação do Prof. Hercules Xavier do Nascimento. A execução impecável ficou por conta da equipe de acadêmicos do PARFOR/Equidade, composta por Alrideia Cunha, Laurenice Silva, Ana Cleide Gomes, Marilucia Souza, Beatriz Gomes, Renato Oliveira e Cláudia Sousa.
A iniciativa de sucesso deixou claro que a acessibilidade linguística é também uma questão de segurança pública e um direito fundamental da pessoa surda. O recebeu merecidos elogios pela sensibilidade e prontidão em participar da roda de conversa.
Ao final, o evento consolidou-se como um belíssimo exemplo de integração entre a universidade, as corporações militares e a comunidade local, plantando uma semente essencial para que toda a população florianense conte com um atendimento cada vez mais humano, digno e eficiente.

Da redação