TERESINA – Em uma votação histórica com o maior número de concorrentes do país, o eleitorado do Piauí definiu os seus dois representantes para o Senado Federal pelos próximos oito anos (legislatura de 2027 a 2035). O senador Marcelo Castro (MDB) carimbou o seu passaporte para o terceiro mandato na Casa ao liderar a disputa com 1.307.833 votos (35,67%). A segunda vaga ficou com o atual deputado federal Júlio César (PSD), que recebeu 989.146 votos (26,98%) e chega ao Senado pela primeira vez.senaO grande derrotado do pleito foi o influente senador Ciro Nogueira (PP), presidente nacional dos Progressistas e ex-ministro da Casa Civil. Ciro terminou em terceiro lugar com 904.961 votos (24,68%) e perdeu o cargo que ocupava desde 2011.

Continuidade e renovação na bancada governista.

A vitória consolidou a força política da base aliada do governador Rafael Fonteles nos estado. Marcelo Castro, médico psiquiatra e ex-ministro da Saúde, focou sua campanha na defesa do SUS, desenvolvimento regional e combate à seca no semiárido piauiense. Durante a apuração, ele celebrou a resposta positiva que obteve ao percorrer os 224 municípios do Piauí.
Já Júlio César, veterano de sete mandatos como deputado federal e advogado, chega ao Senado sob a alcunha de "Julinho do Lula" na chapa proporcional. Suas principais bandeiras políticas envolvem o fortalecimento econômico dos municípios, descentralização de recursos e incentivos fiscais para o agronegócio e indústrias na área de atuação da Sudene.
Para verificar a composição completa das vagas do Piauí no Senado Federal e os mandatos em vigor, consulte as fontes oficiais do Poder Legislativo ou do tribunal eleitoral.

O revés de Ciro Nogueira

Apontado em pesquisas anteriores de intenção de voto como um forte concorrente, Ciro Nogueira perdeu fôlego na reta final da campanha. O isolamento em terceiro lugar nas urnas põe fim a um ciclo de 16 anos consecutivos dele no Senado Federal. Além do desgaste político local por fazer oposição ao Palácio de Karnak, a campanha de Nogueira foi fortemente pressionada por investigações em âmbito federal.

Da redação