Hoje, 12 de maio, Dia Mundial de Conscientização da Fibromialgia, é uma data importante para dar visibilidade à luta de nós, fibromiálgicos, que convivemos diariamente com dores intensas, fadiga e limitações que muitas vezes não são compreendidas por quem está ao nosso redor.WhatsApp Image 2026 05 12 at 19.20.56Em Floriano, a Lei Municipal nº 995/2019 representou uma importante conquista ao garantir direitos como atendimento prioritário, vagas preferenciais e ações de conscientização sobre a fibromialgia.

No Piauí, a Lei Estadual nº 7.628/2021 assegurou prioridade de atendimento às pessoas com fibromialgia.
Já a Lei Estadual nº 7.944/2023 instituiu a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, fortalecendo ações de inclusão, acolhimento e respeito.

Em nível federal, a Lei Federal nº 14.705/2023 trouxe um marco importante ao reconhecer a fibromialgia como condição que pode ser equiparada à deficiência, mediante avaliação biopsicossocial.

Outro avanço importante foi a criação da CIPFIBRO — Carteira de Identificação da Pessoa com Fibromialgia — emitida pelo Governo do Piauí, através do aplicativo Gov.pi, permitindo um acesso mais digno aos direitos garantidos em lei.

Mas, mesmo com tantos avanços legais, nós, fibromiálgicos, continuamos tendo algus direitos questionados diariamente.
A maioria dos estabelecimentos ainda não respeita a lei da prioridade, e muitas pessoas seguem desacreditando da dor de quem convive com a fibromialgia.

Além disso, embora as leis também falem sobre conscientização, ainda existe pouca mobilização pública no dia 12 de maio, uma data que deveria ser marcada por informação, empatia e respeito.

Fibromialgia não é frescura.
A dor é real, mesmo quando não pode ser vista.

Respeitar a prioridade não é favor. É cumprir a lei e reconhecer a dignidade de quem luta todos os dias para continuar sorrindo apesar da dor.

Hoje, falo em nome de cerca de 3% da população que convive com a fibromialgia e que ainda clama para ser vista, ouvida, compreendida e respeitada.

Após mais de uma década convivendo com dores e desafios diários, sigo travando lutas para que nossa voz não seja silenciada e para que os direitos conquistados saiam do papel e sejam realmente respeitados.

Texto da Professora Deylange Oliveira