A Procuradoria-Geral do Município de Floriano emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, para esclarecer a posição da administração pública diante da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). A ação, denominada Operação (Des)Concretar, investiga supostos desvios de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios no município.
No documento enviado ao portal, a Procuradoria enfatiza que, até o momento da publicação, o município não recebeu nenhuma notificação, intimação ou procura formal por parte do Ministério Público ou de qualquer outra autoridade investigativa. A gestão municipal ressaltou que tomou conhecimento das investigações exclusivamente por meio das notícias veiculadas pela imprensa local e estadual.
Apesar da falta de comunicação oficial imediata, a administração de Floriano reforçou seu compromisso com a legalidade, transparência e lisura na aplicação de verbas públicas e certames licitatórios. O texto assegura ainda que a prefeitura irá colaborar integralmente com as investigações assim que for demandada, disponibilizando todos os documentos e esclarecimentos necessários para a completa apuração dos fatos relatados.
Entenda a operação do GAECO.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que o GAECO e as forças de segurança cumprem mandados de busca, apreensão e prisões temporárias na região. A investigação apura fraudes contratuais e irregularidades ligadas a obras na cidade, incluindo a reforma do Mercado Público Central.
Por determinação da Justiça, foi autorizado o bloqueio cautelar de até R$ 22,99 milhões em ativos e bens dos investigados, bem como a suspensão dos contratos vigentes entre a Prefeitura de Floriano e as empresas envolvidas no suposto esquema.
Da redação