Formar um condutor vai além de ensinar a passar marchas e estacionar. O instrutor de trânsito — popularmente conhecido como professor de autoescola — carrega a responsabilidade de educar para a segurança viária. A profissão exige inteligência emocional, técnica apurada e resiliência diária. O profissional atua em duas frentes principais de ensino seja em sala de aula ou formato remoto. As aulas Práticas realizadas nas ruas com veículos adaptados de duplo comando.
A rotina nas ruas impõe dificuldades constantes que testam os limites do profissional como por exemplo o estresse no trânsito, enfrentar congestionamentos e a impaciência de outros motoristas. Um bom instrutor precisa ter gestão emocional, saber lidar com o medo, a ansiedade e o nervosismo dos alunos iniciantes. Além disso tudo, ele tem que manter a atenção redobrada para intervir nos pedais auxiliares em segundos. O instrutor precisa reunir competências específicas, paciência didática, tem que repetir comandos e conceitos de forma clara até a fixação do conteúdo, compreender as limitações individuais e o ritmo de aprendizado de cada cidadão, dar instruções precisas sem gerar pânico no estudante, conhecer as frequentes mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).O instrutor de trânsito, antes de tudo é um agente de transformação social. Cada aluno bem treinado representa menos risco de acidentes e mais respeito à vida nas vias públicas. A aprovação no exame final do Detran coroa um trabalho árduo de parceria, transformando pedestres em condutores conscientes.
Foi pensando na importância desta atividade profissional para a nossa sociedade que a reportagem do Portal jc24horas entrevistou o experiente instrutor Valdeci Santos, para ver de perto o seu trabalho ele tem 15 anos de profissão. Na oportunidade nós entrevistamos a senhora Cláudia Pinheiro, aluna do Valdeci. As entrevistas foram realizadas no campo de trabalho do instrutor que fica no antigo parque de exposição de Floriano.
Da redação