MANAUS (AM) – Ontem completou exatamente um mês desde o crime brutal que abalou o Amazonas e deixou marcas profundas na imprensa e na comunidade religiosa local. No dia 17 de agosto de 2026, uma violenta investida criminosa tirou a vida do pastor Francisco das Chagas Moraes Santos, de sua filha Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, e do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira Lima Filho. O crime ganhou contornos ainda mais dramáticos no meio jornalístico por uma ligação familiar dolorosa: o pastor Francisco era primo legítimo do conhecido repórter policial Temistocles Filho, que se viu na dolorosa posição de noticiar uma tragédia em sua própria família.
O Crime e a Motivação: A Fúria por R$ 16 mil
As investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), lideradas pelo delegado Ricardo Cunha, revelaram um cenário de crueldade motivado por ganância e desespero financeiro. O autor dos assassinatos, Ezenilson Silva de Sousa, de 43 anos, era ex-genro do pastor.
De acordo com o inquérito policial da Polícia Civil do Amazonas, o agressor invadiu a residência da família nas primeiras horas da manhã munido de um martelo. Ele possuía uma dívida acumulada de R$ 16 mil com agiotas e foi até o quarto do pastor Francisco das Chagas exigir dinheiro, sabendo que ele guardava recursos da igreja no local.
Ao ter o pedido negado pelo idoso, Ezenilson iniciou o ataque. Conforme o suspeito confessou em depoimento, ele "perdeu a cabeça" e desferiu os golpes fatais contra o pastor. Em seguida, para não deixar testemunhas ou conter os gritos de socorro, atacou as demais pessoas presentes na casa.
Da redação