O sistema prisional do Piauí registrou, nesta quarta-feira (25), a segunda fuga de presos da semana. Na noite de ontem 14 detentos conseguiram fugir da Penitenciária Regional José de Deus Barros, na cidade de Picos, no Sul do Estado.

654e9d88c9ff18e5f9c343a126a81711Foto:Arquivo/Cidadeverde.com

A secretaria estadual de Justiça afirma que, até às 11h27, seis detentos haviam sido recapturados. Segundo a pasta, os presos fizeram cavaram um túnel na cela e tiveram acesso à parte externa do presídio. Os nomes dos foragidos não foram divulgados pela Sejus.

Moradores de Picos relatam que o clima na cidade é de tensão. O comandante da Polícia Militar da cidade, major Estanislau Felipe Oliveira, disse que o efetivo está em diligências e que os presos foram recapturados em bairros próximos à penitenciária. “Foram recapturados alguns, mas ainda não temos uma parcial”, disse.

Na tarde da última segunda-feira (23) sete presos fugiram da Penitenciária Irmão Guido. O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí, Sinpoljuspi, atribui as fugas à decisão judicial que concedeu prisão domiciliar , com monitoramento eletrônico, até o dia 31 de maio deste ano a todos os apenados que cumprem pena em regime semiaberto na Colônia Agrícola Major Cesar Oliveira, Penitenciária Feminina de Teresina, Unidade de Apoio ao Semiaberto, Penitenciária José Ribamar Leite, Penitenciária Irmão Guido e Unidade de Apoio Prisional. A medida foi recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em virtude da pandemia do novo coronavírus.

O Vice-presidente do Sinpoljuspi, José Roberto, critica a decisão e diz que a Vara de Execuções Penais tem “inteira responsabilidade” pelas recentes fugas. Segundo a entidade, só ontem 426 presos da Colônia Agrícola Major Cesar foram liberados para cumprir regime domiciliar e nem todos são monitorados por tornozeleira eletrônica. O monitoramento é de responsabilidade da Sejus.

“Quando o Sinpoljuspi ficou sabendo que o Dr Vidal [juiz de Execução Penal] iria implementar medida de liberar presos do regime semiaberto ele nos atendeu e lá pedimos para não implementar as medidas. Porque iria gerar dois problemas: primeiro para a sociedade pois os presos iriam sair sem tornozeleira eletrônica. O segunda seria diretamente no sistema prisional porque os presos não aceitam tratamento diferenciado. O preso pergunta se eles estão sendo solto por que eu também não sou?”, defende José Roberto.

Os presos beneficiados devem retornar aos estabelecimentos prisionais onde cumpriam pena no dia 1º de junho de 2020, sob pena de serem considerados foragidos. “Foi um ato contrário ao interesse público. Quem garante que eles vão voltar?”, questiona o Sinpoljuspi. O Juiz Vidal de Freitas não vai comentar a decisão.

 

Fonte:cidadeverde.com

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