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Em entrevista coletiva concedida no final da manhã desta quinta-feira (10/03), a polícia civil detalhou como agiu o grupo envolvido na fraude do concurso do Tribunal de Justiça do Piauí. Sem acesso ao gabarito oficial do certame, os candidatos se confiaram em provas realizadas por estudantes de medicina, com bom desempenho acadêmico, para buscar a aprovação. Os chamados 'CDFs' faziam as provas, deixavam o local de aplicação mais cedo e, por celular, passavam o gabarito.

IMG 20160310 WA0051Pessoas presas na Operação Veritas. (Imagem:Divulção/PC)

Até meio dia, 28 pessoas já tinham sido presas temporariamente em consequência da Operação Veritas, deflagrada às 6h de hoje. Outras 23 foram conduzidas para interrogatório. Entre os presos advogados, um policial civil, uma agente da Strans, integrante do Corpo de Bombeiros, funcionários do Ministério Público, estudantes, um adolescente apreendido, todos sob investigação.

Carlos Santiago e Cristian Santiago, segundo o delegado Kleydson Ferreira (foto abaixo), são apontados como líderes do grupo. "Além de fazerem as provas, eles também organizavam a distribuição das questões", disse o delegado. Sávio de Castro seria um dos estudantes de Medicina que fazia as provas. Na lista divulgada pela polícia, aparecem ainda os nomes de Josué Modesto, Marcelo Freire, Gabriel Alves, F. das Chagas e João C. Neto, como suspeitos de realizarem as provas para, sem seguida, passar os gabaritos.

A polícia não informou por quanto estes gabaritos eram negociados. Até agora, a polícia não tem indícios de participação de funcionários do Tribunal de Justiça.
Na operação a polícia conseguiu também identificar pessoas suspeitas de fabricar diplomas, emitindo falsos certificados de conclusão de diversos cursos. Maria de Fátima, Madeira Neto e Taís Regina, podem ter de responder por estas suspeitas.
Além de Teresina, o esquema também fraudou concursos no Maranhão, entre eles do Tribunal Regional Eleitoral daquele estado, Seduc e Prefeitura de Morrinhos. No Piauí, o grupo atuou ainda no concurso da prefeitura de Capitão de Campos.

Mesmo com a revista dos candidatos ao entrarem nos locais de prova, os fraudadores usam de artimanhas para entrar com aparelhos celulares e manter comunicação durante a aplicação. "Houve o cuidado, mas estas pessoas entram com os celulares próximos das partes íntimas, esconderijos em calças jeans, alguns aparelhos que são vendidos no Paraguai burlam os detectores de metais, eles tem conhecimento disso. Os criminosos são especializados nesta prática", explica o delegado Carlos César, que integra a equipe de investigação. Ele explica que a polícia tem indícios graves que comprometem quase todos os investigados, e que as conduções foram para evitar "medidas menos trágicas".
A polícia não quis se posicionar sobre a necessidade de anulação ou não do concurso. Porém, em entrevista, o delegado afirmou que a Fundação Carlos Chagas

"Tecnicamente, a gente faz a investigação criminal e encaminha para o Tribunal de Justiça. O que eu posso afirmar. Até onde a gente acompanhou, o gabarito que estes candidatos tiveram acesso, a Fundação Carlos Chagas diz que não autorizaria a aprovação de ninguém no concurso, dentro do número de vagas. Perguntamos em relação ao gabarito achado no celular de uma das pessoas presas, se chegaria a aprovação, ele [representante da Fundação] disse que não chegaria a aprovação possível de ser chamado, ficaria próximo de 1000, milésimo colocado", explica o delegado.
Para a operação, 37 mandados de prisão e 46 de condução coercitiva foram expedidos pelos juízes Dr. Luiz de Moura Correa, da Central de Inquéritos de Teresina, e Dr. Silvio Valoais da Cruz Júnior, das Comarcas de Piripiri e Capitão de Campos. Cerca de 200 policiais civis atuaram na capital e no interior. Foram expedidos ainda 34 mandados de busca e apreensão.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí, Chico Lucas, esteve na sede da Acadepol, onde estão concentrados os trabalhos da operação, para se informar sobre a condução de advogados para serem ouvidos pela polícia. Ele comentou apenas que pediu para que a ordem fosse informada antes deste tipo de operação.
POLÍCIA DIVULGA LISTA DOS 28 JÁ PRESOS

1. Francisco Carlos Alcântara Santiago
2. Elisângela Maria de Sousa Alves
3. Francisco Roterdan Macedo de Oliveira
4. Pedro Paulo Silva de Azevedo - EPC/PC-PI
5. Francisco das Chagas Alves
6. Jéssica Aylene dos Santos Pereira
7. Suelen Araújo de Oliveira Ramos
8. Ariany Gomes Aragão
9. Evilásio Rodrigues de Oliveira Cortez - Advogado
10. Rodrigo Cruz de Carvalho
11. Cristian Alcântara Santiago
12. Gabriel Alves Costa Pereira
13. Jacqueline Alves Brandão
14. Jhônatas Marques Damasceno
15. Luciano Alves Brandão - Agente Penitenciário
16. Maryna Rodrigues de Oliveira Cortez - Advogado
17. E. S. A. J - 17 anos - Adolescente/encaminhado DPCA
18. Paulo Silva de Sousa - Campo Maior-PI
19. Sávio de Castro Leite - Campo Maior-PI
20. Marlene Castro de Sousa - Campo Maior-PI
21. Arlene Nunes Machado - Campo Maior-PI
22. Marcelo Freire - Campo Maior-PI
23. Helder Richard Pacheco Cavalcante - São Francisco do Ma-MA
24. José Vilomar Nunes Pereira - Floriano-PI
25. Dandara DIas Braga - Floriano-PI
26. Menara Moura Borges - Floriano-PI
27. Francisco das Chagas Madeira Neto - Piripiri-PI
28. Thais Reina de Carvalho Lopes - Piripiri-PI.

 

Fonte:180 graus