Desde as 13h do dia 08 de fevereiro, os familiares do senhor Joel José de Sousa estão aflitos com o seu desaparecimento. Ele reside na cidade de Uruçuí, mais precisamente no assentamento Flores, onde foi visto pela última vez. Eles estão realizaram buscas em mutirão com amigos, mas até o momento não conseguiram descobrir o paradeiro do senhor Joel.
Eles lamentam a ausência do Estado, que poderia participar com o envio de homens especializados e estruturas como drones ou até mesmo helicópteros. As autoridades do nosso estado deveriam se espelhar no exemplo do Maranhão, que não abandona os seus em situações assim. Tivemos exemplos das crianças desaparecidas na cidade de Bacabal, onde toda a estrutura possível foi utilizada, e em Barão de Grajaú, no desaparecimento de um estudante, foi enviado reforço com Corpo de Bombeiros, canil e helicóptero. É uma triste comparação e constatação do que vale a vida de um piauiense para os governantes deste estado.
A Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil e Polícia Militar, cumpriu na tarde desta terça-feira (03) um mandado de prisão por tráfico de drogas no município de Buriti dos Lopes.
A prisão ocorreu no povoado Quebra-Pote e foi realizada após troca de informações entre as equipes policiais do Piauí e do Maranhão. O mandado foi expedido pela Comarca de São Bernardo (MA), onde a investigada responde a processo relacionado ao tráfico de entorpecentes.
A mulher de iniciais M.C.N.C. deixou de comparecer aos atos processuais e passou a ser considerada foragida da Justiça. A partir do compartilhamento de informações, foram iniciadas diligências que resultaram na localização e captura da suspeita.
Após a prisão, ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Buriti dos Lopes para a adoção dos procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça a importância da participação da população no enfrentamento à criminalidade. Denúncias anônimas podem ser feitas por meio do link: http://bit.ly/dpbldenuncias. Informações sobre tráfico de drogas, estupro, localização de foragidos da Justiça, entre outros crimes, podem ser repassadas com garantia de sigilo.
Fonte e foto: Ascom
Estão abertas as inscrições para o Curso FIC em Músico de Banda, as inscrições serão realizadas presencialmente no Controle Acadêmico do IFPI – Campus Floriano.
No ato da inscrição, o/a candidato/a deverá apresentar cópias juntos com as originais da seguinte documentação de forma legível:
1 - Declaração/certidão/certificado/diploma ou histórico de conclusão da formação mínima exigida (5º ano do ensino fundamental);
2 - Histórico Escolar;
3 - Carteira de identidade (frente e verso);
4 - Cadastro de Pessoa Física - CPF;
5 - Certificado de Alistamento Militar, de Dispensa de Incorporação ou de Reservista, no caso dos maiores de 18 anos e menores de 45 anos, do sexo masculino;
6 - Título de Eleitor e comprovante de quitação eleitoral referente à última eleição (escaneada) ou certidão de quitação eleitoral emitida no http://www.tse.jus.br/;
7 - Uma fotografia 3x4, de frente e recente;
8 - Comprovante de Endereço;
As aulas iniciarão no dia 18 de março, no turno da tarde, das 14h às 18h, todas as quartas, quinta e sexta-feiras.
Fonte: Ascom
A Era de Ouro dos CLUBES SOCIAIS e dos CONJUNTOS MUSICAIS
Autor: A. C. Rocha Sousa. *
Quem via de fora as luzes coloridas e os casais dançando ao som dos conjuntos musicais, nos clubes sociais de Teresina e no interior do Piauí, talvez não alcançasse a complexidade técnica que pulsava no palco daqueles salões. Como músico, hoje olho para trás e percebo que aquelas festas e tertúlias eram, na verdade, grandes concertos de música popular disfarçados de baile.
Naquela Teresina da Rádio Pioneira, o som que saía do programa "Seu Gosto na Berlinda" não era apenas entretenimento; era uma aula de arranjo e execução. O radialista Roque Moreira anunciava os bailes, mas quem ditava o padrão de qualidade eram os conjuntos. Chamar de "banda" parece pouco para conjuntos como Os Cartolas, Os Geniais de Amarante, Os Bem-Bens da Paraíba, Os Dragões, Os Metralhas, Sambrasa, Alta Tensão, Impacto Musical, Disparo 2000, Hermogens Som Pop e Os Seis Maranhenses.
Eles eram operários da perfeição. No palco, as seções de base e metais precisavam ter a precisão de um relógio suíço; o baixo e a bateria tinham que sustentar o "suingue" por horas a fio, sem o auxílio de sequenciadores ou metrônomos digitais. Era a música orgânica, feita no braço, na raça e no ouvido. Grupos como Sambrasa — composto por músicos vindos do Ceará com aquela bagagem de excelência nordestina — traziam um rigor técnico que influenciava todos os músicos locais.
Para nós, que profissionalmente respiramos música, o respeito que esses conjuntos impunham em todo o Nordeste não era por acaso. Eram recordistas de público porque entregavam fidelidade sonora. Se tocavam um sucesso internacional ou um clássico regional, faziam-no com um respeito absoluto ao som, aos timbres, e muitas vezes adaptando arranjos complexos de Big Bands para a realidade dos nossos clubes sociais.
O rádio era o elo. De um lado, o locutor preparava o espírito do ouvinte; do outro, os músicos poliam o brilho do repertório. Era um tempo em que a qualidade musical era o maior marketing que um grupo poderia ter. As famílias e a juventude que lotavam as festas em Teresina, no interior do Piauí e do Maranhão, sabiam que, além de diversão, estavam consumindo arte de primeira linha.
Hoje, ao escrever essas memórias, sinto que o eco daqueles bailes ainda ressoa na minha forma de pensar música. O "Seu Gosto na Berlinda" passou, os clubes mudaram, mas a lição de profissionalismo daqueles conjuntos de baile permanece como o alicerce de quem sabe que, na música, o detalhe é o que separa o comum do inesquecível.
PS: O programa radiofônico "Seu Gosto na Berlinda", apresentado por Roque Moreira na Rádio Pioneira de Teresina, foi um ícone da comunicação regional. Focado na interatividade, durou quase três décadas tocando sucessos e anunciando festas nos clubes sociais do Piauí e Maranhão.
* Sobre o Autor:
A. C. Rocha Sousa é músico, militar, regente, arranjador e educador com formação em música e história. Tem uma trajetória de décadas dedicada à formação musical em Teresina e municípios piauiense. Possui longa experiência em gestão e coordenação de projetos culturais ligados à música, às bandas e orquestras. Como observador atento da capital piauiense, onde reside há 47 anos, dedica-se a registrar a memória, a cultura e os desafios urbanos da cidade através das palavras e da arte musical.
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