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Confira os destaques do portal jc24horas neste dia 09/03/2026

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Categoria: GERAL
09 março 2026

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Semarth apresenta balanço da operação Piracema no Piauí

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09 março 2026

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Fonte: TV Antares

CPMI do INSS l Carlos Viana pedirá que Flávio Dino venha à comissão

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Categoria: GERAL
09 março 2026

WhatsApp Image 2026 03 09 at 04.48.50Nesta sexta (6), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou que pedirá a presença do ministro Flávio Dino no colegiado. O objetivo é que o magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) esclareça a derrubada da quebra de sigilos fiscal e bancário, aprovada pela CPMI.

Fonte TV Senado

Equipes do meio ambiente começaram os trabalhos de limpeza no balneário Xixá

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Categoria: GERAL
09 março 2026

O portal jc24horas recebeu imagens do início dos trabalhos de limpeza do riacho Esfolado, do balneário Xixá na cidade de Bertolínia, onde uma carreta carregada de produtos químicos tombou resultando na morte do motorista, na poluição no riacho e na destruição de um estabelecimento comercial.WhatsApp Image 2026 03 09 at 04.26.20Junto com as imagens nós recebemos uma nota da Prefeitura Municipal de Bertolínia falando sobre o início desses trabalhos na manhã de ontem(08) e que está sendo feito pelas equipes da SEMARH, ADAPI e AMBIPAR. A nota informa ainda que além da retirada dos recipientes será feita uma análise técnica dos impactos ambientais decorrentes do acidente. A análise será feita no solo e no curso das águas do riacho Esfolado.WhatsApp Image 2026 03 09 at 04.23.00

Da redação

A Revolução de Zé Lalau e Dona Zus

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Categoria: GERAL
08 março 2026

O calendário marcava 29 de julho de 1973, mas, na memória, o que ficou gravado foi o cheiro da terra úmida e o balanço do "pau de arara". Saíamos do Genipapo Doce, em José de Freitas, rumo ao desconhecido de uma vida urbana em União, no Piauí. Na carroceria do caminhão do Sr. De Barros, seguia o patrimônio de uma vida inteira e os sonhos de uma família de cinco: meu pai, Zé, um jovem de 28 anos com o peso do mundo nos ombros; minha mãe, Dona Zus, aos 24; e nós, os três filhos pequenos, ainda sem entender que estávamos atravessando um portal entre dois mundos.WhatsApp Image 2026 03 05 at 16.56.31A mudança foi ditada pelo céu e pela fé. Aquele 1973 foi de inverno rigoroso e prolongado. As estradas, castigadas pela lama, pareciam querer segurar nossas raízes na roça. Mas havia uma urgência mística: a tradição não permitia mudanças em agosto. Era preciso partir no último domingo de julho. Assim, às quatro da tarde, o caminhão já montava guarda na porta da casa. A "boca da noite" nos encontrou em meio a abraços molhados de lágrimas e adeus. Partimos. No bolso do meu pai, um pedaço de papel com um endereço era a bússola para o nosso futuro.

​Foram 130 quilômetros percorridos com a lentidão de quem carrega cristais. Passamos pela Meruoca e pela PI-112, vencendo a escuridão até que, por volta das nove e meia da noite, as luzes de União nos receberam. O destino era uma casinha alugada no Beco do Seu Almeida. Mal sabíamos que ali, entre vizinhos como Seu Zeca Sindô e Seu Domingos Capão, começaríamos a escrever os capítulos mais vibrantes da nossa história.WhatsApp Image 2026 03 05 at 16.56.31 1​Para uma criança vinda do interior, a União dos anos 70 era um espetáculo de modernidade. O impacto foi um choque de luz e som. Nós, que não conhecíamos a eletricidade, fomos hipnotizados pela televisão, pelas novelas e pelo brilho do coreto onde a banda de música ditava o ritmo da cidade. Havia o conjunto do Chico Preguiça, os clubes sociais e o fervo da política — a eterna queda de braço entre ARENA e MDB. Tudo era novo, tudo era gigante.

​A adaptação, porém, não foi um mar de rosas. Éramos gente da roça tentando aprender o compasso do asfalto. Meu pai, homem de um brio inabalável, não veio para a cidade para se aventurar; ele se planejou. Construiu nossa casa em dois meses, vendeu rapadura, buriti, redes. Foi de lavrador a cobrador de ônibus da Zuca Lopes. Enquanto isso, minha mãe costurava o futuro entre um ponto e outro, cuidando de nós e estudando pelo Projeto Minerva. Eles sabiam que a sobrevivência era o agora, mas a educação era o "depois".

​Passei pelos bancos das escolas Ezequias Costa, Irmã Maria Simplício e Fenelon Castelo Branco. Cada lição aprendida era uma vitória daquele homem que, anos antes, decidiu que seus filhos não teriam as mesmas mãos calejadas pela falta de oportunidade.

​Hoje, mais de cinco décadas depois, percebo que saímos do Genipapo Doce, mas ele jamais saiu de nós. A migração da nossa família não foi apenas um deslocamento geográfico; foi uma revolução silenciosa. Três fantasmas nos empurraram: a seca, a escassez de terra e o medo do analfabetismo.

​Certa vez, perguntei ao meu pai o porquê de tudo aquilo. Ele me olhou com a sabedoria de quem atravessou desertos e disse: "Foi para vocês terem uma vida diferente da nossa".

​Nesse dia, entendi que o caminhão do Sr. De Barros não carregava apenas móveis e gente. Carregava a esperança de um tempo melhor.

​Salve Zé Lalau! Salve Dona Zus! A história de vocês é o nosso chão.

P.S: A crônica registra a migração da nossa família, ocorrida em 1973, partindo da localidade rural de Genipapo Doce, no município de José de Freitas, rumo à zona urbana de União, no Piauí. Diante das constantes dificuldades de sobrevivência no campo, meu pai, José Saraiva de Sousa Sobrinho (Zé Lalau), e minha mãe, Maria de Jesus Rocha Sousa (Dona Zus), tomaram a corajosa decisão de buscar novas oportunidades na cidade. ​Residimos em União até o final de 1978. Em 15 de janeiro de 1979, empreendemos uma nova jornada, desta vez com destino a Teresina. Foi na capital que nossa família fincou raízes definitivas e onde, desde então, residem os filhos e todos os descendentes do casal.

Sobre o Autor:WhatsApp Image 2026 03 03 at 12.54.25A.​ C. Rocha Sousa é músico, militar, regente, arranjador e educador com formação em música e história. Tem uma trajetória de décadas dedicada à formação musical em Teresina e municípios piauiense. Possui longa experiência em gestão e coordenação de projetos culturais ligados à música, às bandas e orquestras. Como observador atento da capital piauiense, onde reside há 47 anos, dedica-se a registrar a memória, a cultura e os desafios urbanos da cidade através das palavras e da arte musical.

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