O portal jc24horas recebeu imagens do início dos trabalhos de limpeza do riacho Esfolado, do balneário Xixá na cidade de Bertolínia, onde uma carreta carregada de produtos químicos tombou resultando na morte do motorista, na poluição no riacho e na destruição de um estabelecimento comercial.
Junto com as imagens nós recebemos uma nota da Prefeitura Municipal de Bertolínia falando sobre o início desses trabalhos na manhã de ontem(08) e que está sendo feito pelas equipes da SEMARH, ADAPI e AMBIPAR. A nota informa ainda que além da retirada dos recipientes será feita uma análise técnica dos impactos ambientais decorrentes do acidente. A análise será feita no solo e no curso das águas do riacho Esfolado.
Da redação
O calendário marcava 29 de julho de 1973, mas, na memória, o que ficou gravado foi o cheiro da terra úmida e o balanço do "pau de arara". Saíamos do Genipapo Doce, em José de Freitas, rumo ao desconhecido de uma vida urbana em União, no Piauí. Na carroceria do caminhão do Sr. De Barros, seguia o patrimônio de uma vida inteira e os sonhos de uma família de cinco: meu pai, Zé, um jovem de 28 anos com o peso do mundo nos ombros; minha mãe, Dona Zus, aos 24; e nós, os três filhos pequenos, ainda sem entender que estávamos atravessando um portal entre dois mundos.
A mudança foi ditada pelo céu e pela fé. Aquele 1973 foi de inverno rigoroso e prolongado. As estradas, castigadas pela lama, pareciam querer segurar nossas raízes na roça. Mas havia uma urgência mística: a tradição não permitia mudanças em agosto. Era preciso partir no último domingo de julho. Assim, às quatro da tarde, o caminhão já montava guarda na porta da casa. A "boca da noite" nos encontrou em meio a abraços molhados de lágrimas e adeus. Partimos. No bolso do meu pai, um pedaço de papel com um endereço era a bússola para o nosso futuro.
Foram 130 quilômetros percorridos com a lentidão de quem carrega cristais. Passamos pela Meruoca e pela PI-112, vencendo a escuridão até que, por volta das nove e meia da noite, as luzes de União nos receberam. O destino era uma casinha alugada no Beco do Seu Almeida. Mal sabíamos que ali, entre vizinhos como Seu Zeca Sindô e Seu Domingos Capão, começaríamos a escrever os capítulos mais vibrantes da nossa história.
Para uma criança vinda do interior, a União dos anos 70 era um espetáculo de modernidade. O impacto foi um choque de luz e som. Nós, que não conhecíamos a eletricidade, fomos hipnotizados pela televisão, pelas novelas e pelo brilho do coreto onde a banda de música ditava o ritmo da cidade. Havia o conjunto do Chico Preguiça, os clubes sociais e o fervo da política — a eterna queda de braço entre ARENA e MDB. Tudo era novo, tudo era gigante.
A adaptação, porém, não foi um mar de rosas. Éramos gente da roça tentando aprender o compasso do asfalto. Meu pai, homem de um brio inabalável, não veio para a cidade para se aventurar; ele se planejou. Construiu nossa casa em dois meses, vendeu rapadura, buriti, redes. Foi de lavrador a cobrador de ônibus da Zuca Lopes. Enquanto isso, minha mãe costurava o futuro entre um ponto e outro, cuidando de nós e estudando pelo Projeto Minerva. Eles sabiam que a sobrevivência era o agora, mas a educação era o "depois".
Passei pelos bancos das escolas Ezequias Costa, Irmã Maria Simplício e Fenelon Castelo Branco. Cada lição aprendida era uma vitória daquele homem que, anos antes, decidiu que seus filhos não teriam as mesmas mãos calejadas pela falta de oportunidade.
Hoje, mais de cinco décadas depois, percebo que saímos do Genipapo Doce, mas ele jamais saiu de nós. A migração da nossa família não foi apenas um deslocamento geográfico; foi uma revolução silenciosa. Três fantasmas nos empurraram: a seca, a escassez de terra e o medo do analfabetismo.
Certa vez, perguntei ao meu pai o porquê de tudo aquilo. Ele me olhou com a sabedoria de quem atravessou desertos e disse: "Foi para vocês terem uma vida diferente da nossa".
Nesse dia, entendi que o caminhão do Sr. De Barros não carregava apenas móveis e gente. Carregava a esperança de um tempo melhor.
Salve Zé Lalau! Salve Dona Zus! A história de vocês é o nosso chão.
P.S: A crônica registra a migração da nossa família, ocorrida em 1973, partindo da localidade rural de Genipapo Doce, no município de José de Freitas, rumo à zona urbana de União, no Piauí. Diante das constantes dificuldades de sobrevivência no campo, meu pai, José Saraiva de Sousa Sobrinho (Zé Lalau), e minha mãe, Maria de Jesus Rocha Sousa (Dona Zus), tomaram a corajosa decisão de buscar novas oportunidades na cidade. Residimos em União até o final de 1978. Em 15 de janeiro de 1979, empreendemos uma nova jornada, desta vez com destino a Teresina. Foi na capital que nossa família fincou raízes definitivas e onde, desde então, residem os filhos e todos os descendentes do casal.
Sobre o Autor:
A. C. Rocha Sousa é músico, militar, regente, arranjador e educador com formação em música e história. Tem uma trajetória de décadas dedicada à formação musical em Teresina e municípios piauiense. Possui longa experiência em gestão e coordenação de projetos culturais ligados à música, às bandas e orquestras. Como observador atento da capital piauiense, onde reside há 47 anos, dedica-se a registrar a memória, a cultura e os desafios urbanos da cidade através das palavras e da arte musical.
O restaurante Espeto e Cia da Av Bucar Neto ofereceu um almoço em grande estilo para as pessoas neste dia muito especial dedicado à mulher.
Almoçar com a pessoa amada em um espaço agradável como o Espeto e Cia é tudo de bom, saborear o cardápio variado, tomar a sua bebida preferida e ouvir música ao vivo é sensacional, e quando a atração musical é a talentosa cantora Geysa Lima, a felicidade está completa. Foi o que aconteceu neste domingo, e a reportagem do jc24horas registrou um pouco do muito que foi apresentado pela talentosa cantora enquanto todos se divertiam com seu rico repertório e sua bela voz.
Da redação
Neste dia especial dedicado à mulher, o grupo Espeto e Cia proporcionou duas oportunidades para você curtir com a mulher amada e também com os familiares e amigos ao som de música ao vivo de qualidade.
No horário do meio-dia tivemos a grande cantora Geysa Lima na unidade da Avenida Bucar Neto e, logo mais à noite, teremos Ander Rodry na unidade do Espeto e Cia da Avenida Eurípedes de Aguiar, no bairro Irapuá. Dois grandes eventos porque, com certeza, elas merecem isso e muito mais.
Da redação
Como acontece todas as manhãs de domingo, o grupo sessentões da praça esteve reunido na praça Coronel Borges no centro de Floriano, para mais um bate papo saudável com troca de experiências num processo de ensino/ aprendizagem constante.
O grande diferencial do encontro de hoje ficou por conta da data em que comemoramos o dia internacional da mulher. Os homens que viveram a época de ouro do romantismo não poderiam deixar passar em brancas nuvens essa tão importante data e durante a gravação do vídeo eles se manifestaram através dos sessentões Jeremias, Josias e Miguel. Além das belas palavras em homenagem, eles manifestaram a revolta do grupo por causa da violência que muitas delas ainda sofrem, o aumento no número de casos de feminicidios e a inércia dos congressistas em relação às leis de proteção a mulher. Confira os detalhes do encontro no vídeo abaixo.
Da redação
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