Nem Neymar, Mbappé ou Lewandwski. O título da Champions League foi decidido por Kingsley Coman, 24. Ele fez o único gol da vitória do Bayern de Munique por 1 a 0 sobre o Paris Saint-Germain na final deste domingo (23), no Estádio da Luz, em Lisboa.

f840f4dbcfcf8c2dd963134b9c417c9bFoto: Julian Finney/DiaEsportivo/Folhapress

Revelado pelo PSG e o jogador mais jovem a estrear pelo profissional da equipe, aos 16 anos, o francês está no Bayern desde 2015 e marcou o gol mais importante de sua carreira ao completar cruzamento de Kimmich aos 14 minutos do segundo tempo.

Neymar teve uma grande chance para fazer seu gol aos 17 da etapa inicial, mas foi bem marcado pelo resto da partida.

A equipe alemã conquistou o título de um torneio europeu que ficará na memória também pela pandemia da Covid-19, que interrompeu o futebol europeu (à exceção de Belarus) por três meses. Por causa das preocupações sanitárias, as vagas a partir das quartas de final foram decididas em jogo único, sempre na capital portuguesa e sem a presença de público.

Com o título, o Bayern de Munique se iguala como terceiro maior vencedor da história da Champions League ao lado do Liverpool, com seis títulos cada. A clube bávaro já havia vencido a competição em 1974, 1975, 1976, 2001 e 2013. Está atrás apenas de Real Madrid (ESP), que tem 13 conquistas e do Milan (ITA, 7).

Dos jogadores que foram titulares no último título, em 2013, o goleiro Manuel Neuer, o lateral David Alaba e o atacante Thomas Muller também estiveram em campo neste domingo.

O Bayern completou a tríplice coroa, já que também ganhou a liga nacional (8º troféu consecutivo) e a Copa da Alemanha.

O resultado em Lisboa credencia também o polonês Robert Lewandowski como um dos favoritos a ser escolhido o melhor do mundo pela Fifa. Artilheiro da Champions League, com 15 gols, ele também deu 5 assistências. Seria sua primeira vitória em uma eleição que ele já reclamou em anos anteriores por não ter vencido.

O título classifica também o Bayern para a disputa do Mundial de Clubes em Doha, no Qatar, ainda em data a ser confirmada pela Fifa.

PSG
Navas; Kehrer, Thiago Silva, Kimpembe, Bernat (Kurzawa); Marquinhos, Herrera (Draxler), Paredes (Verratti); Di María (Choupo-Moting), Mbappé, Neymar. T.: Thomas Tuchel
BAYERN
Neuer; Kimmich, Boateng (Sule), Alaba, Davies; Thiago (Tolisso), Goretzka, Coman (Perisic), Gnabry (Coutinho), Müller; Lewandowski. T.: Hans-Dieter Flick
Local: Estádio da Luz, em Lisboa (POR)
Juiz: Daniele Orsato (ITA)
Cartões amarelos: Davies, Gnabry, Sule (Bayern); Paredes, Neymar, Thiago Silva, Kurzawa (PSG)
Gol: Coman, aos 14min do segundo tempo
Fonte: FOLHAPRESS

Com o vice-campeonato da Champions League e uma atuação apagada na decisão, Neymar perdeu a chance de dar ao Paris Saint-Germain seu primeiro título do torneio e também viu ficar menos provável sua eleição para melhor do mundo deste ano, em votação conduzida pela Fifa.

41b691c24668995b246852bd3727bb27Foto: Michael Regan/DiaEsportivo/Folhapress

Campeão pelo Bayern, o polonês Robert Lewandowski, artilheiro da Champions League com 15 gols e que anotou 55 vezes na temporada, assumiu a condição de principal favorito, mesmo também tendo passado em branco na final. Além dos números que jogam a seu favor, 4 dos 5 últimos eleitos saíram da equipe que venceu a competição.

O brasileiro, em que pesem as boas atuações nos jogos de quartas e semifinais, encerrou a reta decisiva do torneio, realizada em Lisboa, sem balançar as redes uma única vez.

Quem lembrar o panorama profissional de Neymar há um ano, porém, verá que o atacante teve sua melhor temporada desde a chegada ao PSG, em 5 de agosto de 2017.

No dia em que Liverpool e Tottenham Hostspur decidiam o título da Champions, em 1º de junho do ano passado, surgiu a notícia de que a modelo Najila Trindade havia registrado um boletim de ocorrência com acusação de estupro contra o jogador.

O caso dominou o noticiário por algumas semanas, até o processo ser arquivado, dois meses depois, por falta de provas. Até que isso acontecesse, a imagem do atacante sofreu forte abalo. Para completar, ele se lesionou e não fez parte da seleção brasileira campeã da Copa América.

Quatorze meses depois, tudo é muito diferente. Neymar passou a ser visto como uma figura mais madura, influente no elenco do PSG e referente também para os argentinos do time, como Leandro Paredes, Mauro Icardi e Ángel Di María. Ele passou a temporada jogando bem, sendo várias vezes mais um assistente para Icardi e Mbappé do que o artilheiro.

Apesar da derrota em Lisboa, Neymar deixou no passado as críticas pelas festas de aniversário quando estava lesionado, as polêmicas com os ultras do clube que defendiam Cavani na discussão sobre quem deveria ser o batedor de pênaltis e, principalmente, o desgaste pelo desejo público de deixar a França ao final da temporada passada e voltar para o Barcelona.

Não que em algum momento ele tenha deixado de ser produtivo. Nos confrontos da liga nacional, tem 47 gols marcados e 26 assistências em 52 jogos nas três temporadas em Paris.

Na Champions League, são 14 gols em 20 partidas. Uma das críticas mais comuns era a de que ele acumulava lesões e, por isso, em momentos decisivos ficava ausente. Como nas oitavas do torneio europeu de 2019. Isso não aconteceu desta vez.

Mais do que isso, Neymar assumiu um papel de liderança que o CEO do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, via como natural ao pagar o valor recorde de 222 milhões de euros para tirá-lo da Espanha.

O brasileiro foi comprado há três anos para liderar um projeto de dominação do futebol europeu que até hoje não se tornou realidade. Mas a equipe nunca chegou tão perto. O melhor resultado do clube na história da competição havia sido a semifinal de 1995.

Mesmo com o desfecho negativo, foi uma boa temporada também para o atacante brasileiro que, ao conseguir chamar a atenção pelo seu futebol, reverteu a imagem que setores da torcida francesa tinham dele.

Um dos objetivos da sua transferência em 2017 era sair da sombra de Lionel Messi e se firmar como astro principal de um grande europeu. Isso enfim aconteceu.

Ainda há uma recompensa possível. Em uma temporada atípica, interrompida pela pandemia da Covid-19 e que teve Lionel Messi e Cristiano Ronaldo mais apagados em relação ao padrão que estabeleceram nos últimos anos, Neymar não pode ser considerado carta fora do baralho na eleição da Fifa.

Se a escolha do seu nome no topo se tornou mais improvável, ele possui chance real de pelo menos entrar na relação dos três finalistas, algo que conseguiu duas vezes na carreira: em 2015, quando foi campeão da Champions pelo Barcelona ao lado de Messi, e em 2017, ainda pelo que fez no time espanhol. Em ambas, terminou em terceiro.

ALEX SABINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O Internacional voltou à liderança do Campeonato Brasileiro neste sábado após vencer o Atlético-MG por 1 a 0, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, em jogo válido pela quinta rodada. O gol da vitória colorada foi marcado por Thiago Galhardo, um dos artilheiros da competição.

a8a0fa7fcc6a859ea501f2b5d7a20b4d 1Foto - Ricardo Duarte - Internacional

O atacante chegou a três gols no torneio e se igualou ao companheiro Paolo Guerrero, que operou o joelho direito também neste sábado, com sucesso.

O centroavante peruano lesionou o ligamento cruzado na derrota por 2 a 1 diante do Fluminense, no último domingo, e não jogará o resto da temporada.

Com a vitória frente ao Atlético-MG, o Internacional soma 12 pontos e reassume a ponta da tabela de classificação. Com dois jogos a menos, o vice-líder é o Vasco, que tem nove e enfrenta o Grêmio neste domingo, no Rio de Janeiro.

O terceiro é o próprio clube mineiro, que também tem nove pontos, mas perde no saldo de gols.

O Internacional aproveitou o mando de campo e tomou a iniciativa desde o começo do jogo. A primeira chance dos donos da casa foi criada logo aos cinco minutos, quando Patrick chutou forte de fora da área e Rafael fez a defesa. O goleiro do Atlético-MG, porém, seria vazado logo depois.

Aos sete minutos, Thiago Galhardo recebeu pela intermediária ofensiva direita e passou para Patrick. De esquerda, o meia devolveu para o atacante, que não foi atrapalhado pelos três zagueiros atleticanos e bateu colocado para tirar de Rafael e marcar o seu terceiro gol neste Brasileirão.

Após abrir o placar, o time mandante seguiu comandando as ações. Já o Atlético-MG teve atuação abaixo da média e não conseguiu criar chances claras, uma vez que a defesa colorada abafou as oportunidades visitantes. A equipe alvinegra teve mais posse de bola, mas pouco produziu.

No segundo tempo, o técnico atleticano Jorge Sampaoli sacou o volante Jair e colocou o centroavante Eduardo Sasha, ex-Internacional. Foi a estreia do atleta pelo clube mineiro após a conflituosa saída do Santos, onde fora comandado pelo treinador argentino.

O atacante entrou na Justiça para deixar o ex-time, mas a liberação só foi adiante após acordo entre as partes. Também no setor ofensivo, Sampaoli colocou Marquinhos na vaga de Marrony.

Apesar das mudanças, a primeira chance da etapa complementar foi do Internacional, mas Rafael defendeu chute de Boschilla. No lance seguinte, aos cinco minutos, o Atlético-MG respondeu com o ala direito Mariano, que estreou como titular.

Entretanto, o chute foi travado por Patrick. O gol não saiu, mas os visitantes passaram a comandar as ações e voltaram a finalizar com Marquinhos, aos nove. Logo após, Sampaoli sacou Keno para colocar o venezuelano Savarino.

Compatriota do técnico atleticano, o comandante do Internacional, Eduardo Coudet, reforçou a marcação com o também argentino Musto, volante que entrou na vaga do meia Marcos Guilherme.

A substituição, porém, não mudou o panorama do jogo. Aos 24 minutos, a equipe mineira voltou a ameaçar em jogada de Marquinhos. Ele cruzou e o meia Hyoran finalizou após pegar o rebate da defesa, mas a zaga colorada conseguiu evitar o empate com novo desvio.

Nos minutos finais, o Atlético-MG intensificou a pressão em busca da igualdade no placar, mas não foi capaz de criar chances claras. Já os donos da casa se defenderam de forma eficiente e confirmaram o triunfo em Porto Alegre.

O Internacional volta a campo no próximo sábado, às 16 horas, quando visita o Botafogo no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

Já o Atlético-MG disputa nesta quarta-feira o jogo de ida da final do Campeonato Mineiro contra o Tombense, às 21h30, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

Por Carlos Costa, especial para a AE
Estadão Conteúdo

O Fluminense venceu o Athletico-PR por 1 a 0, neste sábado (22), na Arena da Baixada, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo poupando quatro titulares, os cariocas não tomaram conhecimento do adversário e tiveram as melhores oportunidades do jogo. Prova disso é que teve dois gols anulados (um deles polêmico).

b23b8ade649074415424f7a819a7dff4FOTO: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Além disso, Muriel teve grande destaque ao realizar dois milagres na reta final e salvou o Tricolor. O gol da partida foi marcado por Aguilar (contra), ainda no primeiro tempo.

Essa foi a segunda vitória do Fluminense na competição. A equipe de Odair Hellmann, que tem sete pontos, já havia batido o Internacional. O Tricolor volta a campo na terça-feira, quando receberá o Figueirense pela Copa do Brasil -os cariocas perderam por 1 a 0, em Santa Catarina. Pelo Brasileiro, a próxima partida será contra o Vasco no próximo sábado (29).

O Athletico, por sua vez, segue em má fase. Essa foi a terceira derrota consecutiva, após iniciar o Brasileiro com duas vitórias -já havia perdido para Santos e Palmeiras. O próximo jogo do time rubro-negro será na próxima quarta (26), contra o São Paulo, em uma partida antecipada da 11ª rodada do Brasileiro.

O destaque da partida foi Paulo Henrique Ganso. O camisa 10 teve atuação digna do numero que veste e deu passes primorosos na Arena da Baixada. Após algumas partidas ruins, o jogador finalmente deu mostras de que está "vivo". Muriel também brilhou intensamente nos minutos finais ao fazer dois milagres. Pelo outro lado, Santos fez grandes defesas durante os 90min e evitou vários gols do Fluminense.

A expectativa era por um Athletico dominante desde os primeiros minutos, mas não foi o que aconteceu. Os donos da casa pareciam tímidos e não conseguiam fazer a pressão tradicional na Arena da Baixada. Melhor para o Fluminense, que conseguiu o tempo que precisava para 'entrar no jogo' e executar sua tática.

Quando o Athletico passou a se sentir mais confortável em campo e passava a ocupar o campo ofensivo, o Fluminense balançou as redes. Em cobrança de falta, Digão subiu mais que a zaga dos donos da casa para cabecear. No rebote, Luccas Claro fuzilou. O lance, no entanto, foi anulado, já que a arbitragem viu falta polêmica em cima de Richard no primeiro lance.
Mesmo com o gol anulado, o Fluminense era quem tinha as melhores chances. Michel Araújo era quem mais incomodava, mas quem também não apresentava uma boa pontaria. O uruguaio perdeu uma grande chance aos 35min e viu Santos fazer grande defesa. Yuri ainda perdeu no rebote.

A boa atuação do Fluminense era evidente tamanha as oportunidades. Aos 37min, mais um gol anulado, mas dessa vez não houve polêmica. Michel Araújo aproveitou bobeada da zaga do Athletico para fazer o gol, mas viu Luccas Claro, impedido, invalidar o lance.

O gol do Fluminense finalmente saiu na partida. Após ter dois tentos anulados, o Tricolor precisou da ajuda do adversário para tirar o zero do placar. Michel Araújo enfiou bola para Yuri cruzar buscando Marcos Paulo. Aguilar se desesperou e mandou contra a própria meta: 1 a 0.

MUDANÇA NO ATHLETICO
A atuação ruim sobrou para para Marquinhos Gabriel, que foi escolhido para sair no intervalo. Pedrinho entrou arisco e tentou dar nova cara ao time ofensivamente. O Fluminense seguia equilibrado em campo enquanto os donos da casa tinha dificuldade de criar oportunidades.

Mesmo com as mudanças, o Athletico não conseguia chegar ao gol de Muriel. Até porque a partida ficou muito truncada, com muita ganha e perde no meio de campo. Melhor para o Fluminense, que estava em vantagem e ainda conseguia boas oportunidades nos contra-ataques. O goleiro Santos não conseguia ter tranquilidade em campo.

O Athletico foi para o tudo ou nada. Após se lançar ao ataque, Muriel fez duas defesas espetaculares e manteve a vitória do Fluminense. Primeiro salvou em chute de Geuvânio e, em seguida, tirou o gol de Lucho González, de cabeça. O goleiro se tornou um dos grandes destaques do duelo nos minutos finais.

FLU POUPA
O técnico Odair Hellmann decidiu dar descanso a alguns titulares de olho da partida de volta com o Figueirense, pela Copa do Brasil. Nino, Igor Julião, Nenê e Evanílson foram poupados e deram lugar a Digão, Calegari, Ganso e Marcos Paulo.

ATHLETICO-PR
Santos; Khellven, Felipe Aguilar, Pedro Henrique, Marcio Azevedo (Abner); Wellington, Richard (Lucho González), Léo Cittadini; Marquinhos Gabriel (Pedrinho), Vinicius Mingontti (Walter), Vitinho. T.: Lucas Silvestre (auxiliar)
FLUMINENSE
Muriel; Calegari, Luccas Claro, Digão, Egídio; Yuri (Yago), Dodi, Ganso; Michel Araújo, Luiz Henrique (Wellington Silva), Marcos Paulo (Caio Paulista). T.: Odair Hellmann
Estádio: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Juiz: Daniel Nobre Bins (RS)
Cartões amarelo: Ganso, Wellington Silva, Digão (Fluminense); Leo Cittadini, Wellington, Aguilar (Athletico-PR)
Gols: Aguilar (contra), aos 48min do primeiro tempo
Fonte: UOL/FOLHAPRESS

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